Fux rejeita condenação de Bolsonaro por organização criminosa e dá início ao julgamento de outros crimes
O voto do Ministro ainda está em andamento,

O julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados pela tentativa de golpe de Estado continua nesta quarta-feira (10) no Supremo Tribunal Federal (STF). Quem abriu os trabalhos foi o ministro Luiz Fux, que afirmou durante seu voto que a Procuradoria-Geral da República (PGR) não demonstrou na denúncia que a trama golpista configura uma organização criminosa armada.
O ministro afirmou que a acusação descreve a participação de diversas pessoas em um crime suposto, mas sem que elas se enquadrem no tipo penal específico. Esse entendimento marca uma mudança significativa em relação aos votos que proferiu contra os condenados pelos eventos de 8 de janeiro.
Fux concluiu que a PGR não apresentou provas de que algum dos réus tenha utilizado armas de fogo na tentativa de golpe nem que os réus se encontrassem regularmente para planejar os crimes, dois elementos essenciais para caracterizar a organização criminosa.
Fux ainda vai analisar o mérito sobre as demais acusações, inclusive a de tentativa de golpe de Estado. A sessão foi interrompida por uma hora às 12h50.
Durante o voto, o ministro também acolheu o argumento da defesa de que o tempo concedido para análise dos mais de 70 terabytes de provas foi insuficiente, o que configuraria cerceamento da defesa.
Fux divergiu do relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, e de Flávio Dino, que votaram ontem pela rejeição das preliminares apresentadas pela defesa, incluindo a questão do suposto prazo inadequado para a análise do material contra os acusados.
Leia Também
O ministro votou para que isso resulte na anulação do processo até o momento do recebimento da denúncia, “em razão dessa disponibilidade tardia, que apelidei de um tsunami de dados e que, no direito anglo-saxônico se denomina document dumping [acúmulo de documentos]", disse.
Fux também argumentou que o caso não deveria ser julgado no STF
Antes, Fux já havia argumentado que o processo como um todo deveria ser anulado, por entender que não é de competência do Supremo julgar os réus envolvidos no caso, uma vez que nenhum deles possui foro privilegiado na Corte.
“Não compete ao Supremo Tribunal Federal realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal”, disse Fux.
Para ele, o caso deveria ter tramitado na primeira instância da Justiça Federal, uma vez que nenhum dos oito réus possui foro por prerrogativa de função no STF. Fux argumentou que o processo deveria ser inteiramente anulado. “Estamos diante de uma incompetência absoluta”, disse.
Em março deste ano, o Supremo aprovou, por 7 votos a 4, uma nova interpretação do foro privilegiado, para afirmar que casos criminais devem tramitar na Corte mesmo após o ocupante deixar o cargo.
Na argumentação de Fux, essa modificação “recentíssima”, feita neste ano no Regimento Interno do Supremo, que alterou a interpretação sobre o foro privilegiado e embasou a decisão de manter o julgamento na Primeira Turma da Corte, não poderia ter sido aplicada ao caso da trama golpista. Isso porque os fatos investigados ocorreram antes da mudança, entre 2021 e 2023, apontou o ministro.
- SAIBA MAIS: Fique por dentro das principais notícias do mercado. Cadastre-se no clube de investidores do Seu Dinheiro e fique atualizado sobre economia diariamente
Se ficar no STF, o caso deveria ser julgado pelo plenário, diz Fux
Em seguida, o ministro afirmou que, vencido nesta preliminar, sua opinião é que, ainda que seja mantido no Supremo, o caso sobre o golpe deveria ser julgado pelo plenário da Corte, não apenas pela Primeira Turma, uma vez que o principal réu é um ex-presidente.
- A Primeira Turma do STF é composta por cinco ministros e julga questões de menor complexidade, enquanto o Plenário, com todos os 11 ministros, decide casos mais relevantes e complexos, com impacto constitucional ou institucional significativo.
Fux disse que a competência constitucional do Supremo para julgar presidentes, que nunca foi alterada, se aplica ao caso da trama golpista, já que Bolsonaro está sendo julgado por fatos ocorridos durante o mandato e em função do cargo, ou seja, “está sendo julgado como se presidente fosse”.
O julgamento de Bolsonaro e réus
Fux é o terceiro a votar na Primeira Turma do STF, depois de Moraes e Dino terem votado pela condenação de todos os oito réus pelos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
Ele já indicou que vai divergir em questões preliminares e também sobre o mérito do caso. Entre as divergências está a opinião de que a competência para julgar o caso não é do Supremo, mas da primeira instância da Justiça Federal. O ministro alertou que seu voto será longo.
NOVA FRONTEIRA
TikTok Shop mira R$ 20 bilhões e abre nova guerra no e-commerce brasileiro — agora, pela atenção do consumidor
29 de agosto de 2026 - 13:10Conteúdo Empiricus
Enquanto negociações de minicontratos crescem na bolsa, traders podem disputar até R$ 1 milhão ao operá-los em competição
29 de agosto de 2026 - 12:00ELEIÇÕES 2026
De processar Mark Zuckerberg a enterrar o Desenrola: o que os candidatos à presidência prometeram nesta sexta-feira
28 de agosto de 2026 - 19:45RICOS PRA VALER
Eduardo Saverin e Vicky Safra: quem são os brasileiros que lideram a lista dos mais ricos da Forbes de 2026
28 de agosto de 2026 - 15:03LISTA DA FORBES
Sócio de Lemann perde posições, família Moreira Salles ganha espaço e ‘Rei do Ovo’ estreia no Top 10 dos bilionários brasileiros da Forbes; veja a lista
28 de agosto de 2026 - 12:29A FORTUNA DO REI
Morre o rei da Noruega: fortuna deixada por Harald V surpreende diante da riqueza trilionária do país
28 de agosto de 2026 - 10:28BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3773 tem 49 ganhadores, mas só 2 ficam mais perto do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3050 acumula e prêmio vai a R$ 30 milhões
28 de agosto de 2026 - 6:31FOLHA NO RADAR
7 de setembro está chegando! Veja os próximos feriados e pontos facultativos de 2026
28 de agosto de 2026 - 5:30CHATGPT PARA CIRURGIÕES?
Primeira cirurgia cerebral com assistência de inteligência artificial da história resulta em remoção de tumor
27 de agosto de 2026 - 17:34O MAPA DA LEI
Lei de zoneamento urbano de São Paulo tem última revisão derrubada pela Justiça; como isso impacta as construções na cidade?
27 de agosto de 2026 - 16:13É HOJE!
Que horas sai o trailer do GTA 6? Confira horário e onde assistir ao novo lançamento da Rockstar Games
27 de agosto de 2026 - 13:13IPHONE DOBRÁVEL?
Novo CEO, iPhone dobrável e mais: o que esperar do evento anual de lançamentos da Apple
27 de agosto de 2026 - 11:44TESOURA MAIOR
XP vê mais espaço para corte nos juros após surpresa na inflação; veja até onde a Selic pode cair
27 de agosto de 2026 - 10:53‘MILIONÁRIO POR UM DIA’
Motorista que devolveu Pix de R$ 131 milhões perde recurso na Justiça; conheça o caso do ‘milionário por um dia’
27 de agosto de 2026 - 9:59ECLIPSE QUASE TOTAL
Eclipse oculta 96% da Lua de hoje para amanhã; fenômeno poderá ser visto a olho nu em todo o Brasil, mas com uma condição
27 de agosto de 2026 - 7:14NA TRAAAAAVE!
295 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3772; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 25 milhões
27 de agosto de 2026 - 6:52A LISTA ESTÁ AUMENTANDO...
Depois do JP Morgan, agora é a vez do Morgan Stanley deixar de recomendar a compra de ações brasileiras
26 de agosto de 2026 - 19:53FAVORITOS DO C-LEVEL
O que os executivos ouvem? Market Makers está entre os podcasts preferidos; confira o pódio
26 de agosto de 2026 - 19:33FALÊNCIA DA OI