O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para o economista, tem um indicador em específico que está no radar do BC e esse dado deve definir o destino dos juros básicos nos próximos meses
Nesta quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve cravar pela terceira vez a decisão de manter a taxa Selic em 15% ao ano. Quando a autoridade monetária elevou o juro básico para este nível, em junho, o comunicado informou que seria por “tempo prolongado”. E, desde então, mantém essa premissa nas decisões de manutenção.
A questão é: quanto tempo é prolongado o suficiente? O patamar de 15% ao ano é o mais elevado em quase duas décadas. A última vez que a Selic esteve neste nível foi em 2006.
Entretanto, o que os economistas afirmam é que este “tempo prolongado” não é mensurado em meses ou em reuniões, mas em resultados práticos.
Roberto Padovani, economista-chefe do banco BV e ex-assessor no Ministério da Fazenda durante o Plano Real, acredita que a postura do Copom ao longo deste ano está dando resultados. Porém, o processo tem sido lento.
“A atividade econômica está enfraquecendo, a inflação corrente está diminuindo, e as expectativas futuras caminham para convergência. Mas essa melhora ainda não é suficiente para o Copom cortar os juros”, diz Padovani.
A maior parte do mercado espera que o primeiro corte venha em 2026, com as apostas divididas entre janeiro e março. Porém, a expectativa é de um primeiro ajuste já forte, de 50 pontos-base.
Leia Também
A aposta de Padovani é que o primeiro corte será em março, seguido por mais cinco cortes consecutivos, todos de 50 pontos-base.
“Projetamos 300 pontos-base de corte, em seis reuniões. Deve ser um processo relativamente rápido depois que começar, levando a Selic para 12% ao ano. A questão é o momento certo de começar”, diz o economista.
O Banco Central tem por missão ajustar a política monetária para manter a inflação dentro da meta. Atualmente, essa meta é de 3% ao ano, com um limite de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou baixo.
Isso oferece uma certa flexibilidade, já que o topo da meta é de 4,5%, o que seria algo ainda tolerável — embora não ideal.
O olhar do Copom para a inflação, entretanto, não é apenas para a inflação corrente — aquela que o IBGE divulga todos os meses por meio do índice de preços IPCA —, mas principalmente para as expectativas de inflação futura.
A autoridade monetária precisa olhar sempre para um horizonte de 18 meses (um ano e meio). E, para Padovani, o gatilho de corte da Selic é a convergência da inflação para 3% neste horizonte.
O horizonte nesta reunião de novembro é o primeiro trimestre de 2027. De acordo com a última ata, a projeção do BC era de uma inflação de 3,4% para esta data futura.
“Não é que a projeção precisa ser de 3% exatamente, mas precisa chegar mais próximo. Acredito que o Copom só vai cortar quando tiver confiança dessa convergência. No momento, faltam dados que deem essa segurança”, diz o economista.
A avaliação de muitos economistas é que há uma pedra no caminho do corte da Selic. Essa pedra é um componente específico da inflação, que é a inflação de serviços.
Nos últimos meses, os preços de bens e produtos cederam bastante. Com a queda do dólar em relação ao real, e a redução nos preços de commodities importantes como petróleo, soja e trigo, a inflação de alimentos, combustíveis e eletrodomésticos melhorou bastante.
Porém, essa melhora não atingiu o setor de serviços. Preços de serviços como mensalidades de escolas particulares, consultas médicas, planos de saúde, transporte por aplicativo, reparos domésticos, entre outros, estão acima da curva.
“A inflação de serviços está mais relacionada ao mercado de trabalho e à renda da população. Estamos vendo a taxa de desemprego nas mínimas e a renda sustentada. Então esse vai ser um processo mais lento”, diz Padovani.
O economista acredita que o mercado de trabalho vai começar a enfraquecer quando a atividade econômica der mais sinais de fraqueza. Então, a partir daí, deve se iniciar um ciclo de queda nesses indicadores.
“A atividade diminui, atinge os setores e aí passa para o mercado de trabalho. A taxa de desemprego aumenta, a renda cai e, então, os serviços devem começar a arrefecer”, diz.
Quando isso deve acontecer? Ao longo de 2026, ano em que está previsto uma atividade geral mais fraca no país, com o Produto Interno Bruto (PIB) na faixa dos 2%.
Para Padovani, nada é definitivo. Tudo depende da divulgação dos próximos dados de inflação, de atividade, de emprego...
“O BC está preocupado em passar uma mensagem de cautela. Se disse no comunicado que tudo está saindo como o planejado, o mercado já começa a antecipar corte de juros e pode prejudicar as expectativas de inflação futura. Só isso já justifica essa manutenção prolongada”, diz Padovani.
Por isso, o economista acredita que a autoridade monetária será conservadora até o limite de ter uma projeção clara de inflação futura dentro da meta antes de qualquer corte inicial na Selic. O horizonte definirá.
Lula convence Fernando Haddad à candidatura do governo de São Paulo e presidente anuncia Dario Durigan como o novo ministro da Fazenda
Entidades apoiam medida do governo que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete e cria regras mais rígidas para o pagamento aos caminhoneiros
Enquanto a Lotofácil e a Quina seguem com sorteios diários, Dupla Sena tem nesta sexta-feira (20) o último sorteio antes da Dupla de Páscoa.
O Seu Dinheiro foi atrás de todas as informações que você precisa antes de ir para o Lollapalooza 2026; veja o “manual de sobrevivência”
Concorrência deve aumentar após quebra de exclusividade, mas novas versões ainda dependem de aprovação da Anvisa
“O cenário global atravessa um dos choques mais severos da história recente, elevando preços e intensificando a disputa internacional por suprimentos”, disse o Sindicom em nota
Banco se baseia em análises políticas que indicam um limite para a participação dos Estados Unidos no conflito
“Emergência Radioativa” resgata acidente com césio-137 em 1987 e mostra como a contaminação se espalhou rapidamente
Com o país em alerta para uma possível nova paralisação, lembrança de 2018 volta ao radar; preços já se aproximam de níveis críticos em algumas regiões
Mesmo sem estar acumulada, a Lotofácil promete prêmio de R$ 7 milhões nesta quinta-feira. Isso porque o número do concurso tem final zero. Mega-Sena só paga mais que a Quina hoje.
Mesmo sem feriados nacionais, março garante folgas regionais. Dia 19 de março permite descanso em dois estados e algumas cidades
Diretores do Banco Central optaram por seguir a sinalização anterior, mas o corte de hoje não significa o início do ciclo de afrouxamento monetário
Paralisação de dez dias causou desabastecimento generalizado e ainda serve de alerta em meio ao aumento do diesel
Enquanto a inflação projetada para o ano é de 3,9%, a tarifa de energia deve subir muito mais
Medida proposta nesta quarta-feira (18) busca segurar preços diante da alta do petróleo e evitar paralisações
A estatal ressaltou ainda que, mesmo após o reajuste, os preços do diesel A acumulam queda de R$ 0,84 por litro desde dezembro de 2022 — uma redução de 29,6%, considerando a inflação do período
Alta de custos, queda na qualidade e mudanças climáticas redesenham a indústria do chocolate e desafiam produtores
Bilhões de imagens capturadas por jogadores do Pokémon Go agora estão sendo usadas para treinar robôs de entrega nos EUA
Enquanto três apostas dividiram o prêmio principal da Mega-Sena, os vencedores da Quina e da Lotofácil ganharam sozinhos. Dia de Sorte e Timemania acumularam. +Milionária pode pagar R$ 31 milhões hoje (18).
Apesar da possível pressão inflacionária, o juro real elevado e a estratégia de “calibração” do BC sustentam a aposta em um primeiro corte hoje