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O bilionário e fundador da Bridgewater quer usar inteligência artificial para replicar seu modo de pensar e responder a perguntas de investidores

Há uma semana, Ray Dalio, fundador da Bridgewater Associates e autor de Principles, alertou para o risco de uma possível “bolha” nas ações de inteligência artificial (IA) nos Estados Unidos, comparando o momento atual ao período que antecedeu a bolha das pontocom no fim dos anos 1990.
Agora, poucos dias depois, o bilionário voltou a chamar atenção — desta vez, por um motivo inusitado. Dalio revelou que está treinando um “clone digital” de si mesmo, um modelo de IA projetado para responder perguntas e orientar usuários com base em suas ideias sobre economia, investimentos e comportamento humano.
Segundo o gestor, o projeto utiliza perguntas enviadas por seus seguidores nas redes sociais como base para “educar” o algoritmo, um processo conhecido como crowdsourcing de dados.
A proposta de Dalio é transformar sua metodologia em um sistema interativo de aprendizado. A ideia é que o “clone de IA” possa responder a perguntas sobre temas como mercados, ouro, inflação, ciclos econômicos e tomada de decisão, reproduzindo o raciocínio que o tornou um dos investidores mais influentes do mundo.
De acordo com declarações do próprio bilionário, o projeto começou a ser desenvolvido em 2024 e ainda está em fase inicial de testes. O objetivo é criar uma ferramenta que funcione como uma espécie de mentor digital, ampliando o acesso a seu conhecimento e a seus princípios de gestão.
A ambição é tornar o conteúdo de Ray Dalio acessível em larga escala, permitindo que investidores e curiosos aprendam diretamente com sua forma de pensar — mesmo que mediada por uma máquina.
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Mas o próprio Dalio reconhece que a inteligência artificial traz riscos e desigualdades. Ele já alertou que a tecnologia pode aprofundar disparidades sociais e econômicas, criando um cenário de “vencedores e perdedores” entre quem domina e quem depende das máquinas.
No caso do clone de IA, há também o desafio técnico: replicar nuances humanas: intuição, contexto, ironia. Especialistas lembram que sistemas desse tipo podem interpretar mal perguntas ou gerar respostas inconsistentes, exigindo controle rigoroso e revisão constante.
Com o “Dalio digital”, o investidor parece disposto a testar uma nova fronteira: eternizar seu pensamento por meio da tecnologia.
Se o plano der certo, conversar com o clone de IA de um dos maiores gestores do planeta pode se tornar mais fácil do que conseguir um encontro com o original.
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