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Passageiros já podem usar cartões de crédito ou débito por aproximação na catraca, mas integração com ônibus continua exclusiva do Bilhete Único

Passageiros das linhas 1-Azul e 3-Vermelha do Metrô de São Paulo já podem pagar a tarifa diretamente na catraca usando cartões de crédito ou débito com aproximação (tecnologia contactless) — um movimento que aproxima a capital paulista dos sistemas de bilhetagem mais modernos do mundo.
A novidade vale para cartões físicos de todas as bandeiras que tenham pagamento por aproximação. Já celulares, relógios inteligentes e carteiras digitais ainda não estão liberados nessa etapa inicial.
A conveniência tem limites: quem precisa integrar metrô e ônibus deve continuar utilizando o Bilhete Único ou o Top. Cartões bancários não são válidos para esse tipo de operação.
Segundo o Metrô, a mudança faz parte de um projeto-piloto de seis meses, com possibilidade de prorrogação conforme o comportamento e a aceitação do público.
Ainda em dezembro, o pagamento por aproximação será estendido às linhas 2-Verde e 15-Prata.
Em nota, o Metrô disse que durante a fase de testes, o sistema permite duas passagens com intervalo mínimo de um minuto entre elas.
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Depois disso, o cartão só poderá ser usado novamente após 30 minutos, desde que a operação anterior tenha sido aprovada.
“Esse período poderá ser reduzido após a análise dos testes”, disse o Metrô em nota.
Cada estação das linhas 1-Azul e 3-Vermelha conta com ao menos uma catraca exclusiva para pagamento com cartões bancários. Nas estações de maior fluxo, como Portuguesa-Tietê, Jabaquara e Barra Funda, o número de bloqueios habilitados será maior.
Entre os benefícios do projeto, estão: rapidez no embarque, já que o pagamento acontece em segundos, e a conveniência, que dispensa recargas e uso de dinheiro físico.
A modalidade de pagamento por aproximação não é totalmente nova no metrô paulistano. Ela já funciona em parte das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, operadas pela iniciativa privada.
Na linha 5, por exemplo, é possível pagar por aproximação na estação Campo Belo. A Autopass, responsável pela bilhetagem, afirma que já possui tecnologia preparada para expansão.
O Metrô já não vende bilhetes em estações como Belém (linha 3-Vermelha) e Jardim Colonial (linha 15-Prata). Nelas, o passageiro compra o QR Code diretamente nos totens, obrigatoriamente com cartão bancário.
E as novas linhas serão inauguradas sem bilheterias. A linha 17-Ouro, prevista para 2026, chegou a ser projetada com espaços destinados aos guichês, mas esses ambientes hoje têm outras finalidades.
A estatal anunciou ainda que a bilheteria da estação São Joaquim (linha 1-Azul) será fechada no dia 11, por causa das obras de expansão que vão preparar o local para integração com a futura linha 6-Laranja. O acesso leste será desativado em fevereiro de 2026, e a estação ganhará mais 3,23 mil m² de área útil.
Operação começa nesta segunda-feira (1), veja as estações:
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