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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

BALANÇO DO MÊS

Efeito janeiro? Ibovespa é o melhor investimento do mês, à frente do bitcoin; títulos públicos longos e dólar ficam na lanterna

O ano começa com alívio à pressão sobre as ações brasileiras e o câmbio vista no fim de 2024, mas juros futuros longos continuaram em baixa, diante do risco fiscal

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
31 de janeiro de 2025
19:15 - atualizado às 14:16
Ações Ibov Ibovespa B3 bolsa
Ibovespa terminou janeiro com alta superior a 5%. Imagem: Freepik

A bolsa brasileira não teve rali de fim de ano, mas, ao que parece, contou com uma versão tropicalizada do Efeito Janeiro. Depois de um mês de dezembro e um 2025 bastante negativos, o Ibovespa terminou janeiro no topo do ranking dos melhores investimentos, à frente inclusive do bitcoin (BTC).

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Em tempo: no mercado de ações americano, o Efeito Janeiro é a suposta tendência histórica de o índice S&P 500 ter um bom desempenho no primeiro mês do ano. Suposta porque, ao que tudo indica, trata-se mais de uma impressão do que algo realmente observado estatisticamente.

Voltando ao ranking dos melhores investimentos, o Ibovespa fechou o mês em alta de 4,86%, aos 126.135 pontos, seguido do bitcoin, que subiu 3,22% em reais.

O terceiro lugar ficou com o título público prefixado mais curto oferecido no Tesouro Direto atualmente, o Tesouro Prefixado 2027, que teve alta de 1,86%.

Além da alta da bolsa, o brasileiro observou, ao longo do mês, um alívio no câmbio, com a volta do dólar para um patamar inferior aos R$ 6, após os recordes da reta final de 2024 — basta lembrar que o ano terminou com a divisa beirando os R$ 6,20, após ter batido os R$ 6,30 na máxima.

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A moeda americana foi um dos piores investimentos do mês, com baixa de 5,56% na cotação à vista e 5,84% na cotação PTAX, a R$ 5,83. Ela dividiu o pódio com os títulos públicos indexados à inflação de prazos mais longo, que mais uma vez amargaram desempenhos negativos.

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Veja na íntegra o ranking dos melhores e piores investimentos do mês:

Os melhores investimentos de janeiro

InvestimentoRentabilidade no mêsRentabilidade no ano
Ibovespa4,86%4,86%
Bitcoin3,22%3,22%
Tesouro Prefixado 2027*1,86%1,57%
Ouro (GOLD11)1,60%1,60%
Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)*1,56%1,56%
Tesouro Selic 2029*1,13%1,10%
Tesouro Selic 2027*1,11%1,07%
CDI*1,05%1,01%
Poupança antiga**0,62%0,62%
Poupança nova**0,62%0,62%
Tesouro IPCA+ 2029*0,17%-0,48%
Tesouro Prefixado 2031*-0,81%-0,66%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035*-2,51%-2,17%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035*-2,58%-3,43%
IFIX-3,08%-3,08%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040*-3,60%-4,56%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055*-4,24%-5,37%
Tesouro IPCA+ 2035*-4,31%-5,30%
Dólar à vista-5,56%-5,56%
Dólar PTAX-5,84%-5,84%
Tesouro IPCA+ 2045*-8,91%-10,02%
(*) Até dia 30/01. (**) Poupança com aniversário no dia 26.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Investing.com, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

Mês de alívio e entrada de investimento estrangeiro

Janeiro foi marcado por uma descompressão nos ativos de risco brasileiros que pode ser explicada por uma série de fatores.

Para além de uma correção natural — até pela falta de notícias domésticas, boas ou ruins — o pessimismo nos preços no fim do ano passado foi tanto que as ações locais acabaram ficando baratas o suficiente em dólar para o investidor gringo voltar a comprar.

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Lembrando que dezembro tem a questão adicional de ser um mês de pressão sobre o câmbio, pois as multinacionais tradicionalmente enviam recursos para as suas matrizes fora do país.

Assim, em janeiro a bolsa brasileira viu uma entrada líquida de mais de US$ 4 bilhões em investimento estrangeiro, o que contribuiu não só para a alta das ações, como também para o alívio no dólar.

A moeda americana também viu uma ligeira queda frente a outras divisas fortes, com um início de governo Trump mais brando do que o esperado no que diz respeito à tarifação de importações — ao menos até agora.

Declarações recentes do presidente Lula também foram bem recebidas pelo tom conciliador, de não atacar a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) de aumentar a Selic para 13,25% e de reafirmar a autonomia da instituição.

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Isto e as decisões de juros dentro do esperado, tanto por parte do Copom quanto do Federal Reserve contribuíram para um certo alívio nos juros futuros de prazos mais curtos, o que ajudou a valorizar os títulos prefixados e indexados à inflação de prazos menores.

Outro fator que contribuiu para essa queda nas taxas de mercado foram dados de emprego do Caged que já começam a indicar uma desaceleração econômica no país.

Os juros longos, no entanto, continuaram sua trajetória de alta, diante da falta de perspectiva de novas medidas de controle fiscal por parte do governo, capazes de conter o crescimento da dívida pública e diminuir o risco-país.

De fato, em sua primeira coletiva do ano, Lula reforçou que não deve anunciar novas medidas de cortes de gastos.

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As ações se valorizaram apesar disso, mas os títulos prefixados e indexados à inflação de prazos maiores mais uma vez amargaram retornos negativos no mês, uma vez que seus preços caem quando os juros futuros (e consequentemente suas remunerações) sobem.

O aumento da taxa Selic em mais um ponto percentual, por sua vez, contribuiu para a alta da remuneração dos investimentos de renda fixa pós-fixada (Tesouro Selic e indexados ao CDI).

Bitcoin viveu montanha-russa, mas saldo foi positivo

Finalmente, o bitcoin conseguiu terminar o mês em alta — leve, para os padrões das criptomoedas — após alguns momentos de "dor de barriga", nos quais chegou a perder o patamar dos US$ 100 mil após o anúncio da ferramenta de IA chinesa DeepSeek.

A criptomoeda caiu junto com as ações de tecnologia americanas após a divulgação do concorrente do ChatGPT desenvolvido a um custo muito menor, mas logo se recuperou.

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Duas iniciativas do recém-empossado governo Trump beneficiaram os criptoativos em janeiro: a assinatura de um decreto pelo novo presidente dos EUA que permite a criação de um estoque nacional de ativos digitais; e o anúncio de criação de uma força-tarefa dedicada às criptomoedas pela Securities and Exchange Commission (SEC), a CVM americana.

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