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CRÉDITO PRIVADO

Debêntures incentivadas captam R$ 26 bilhões até fevereiro e já superam o primeiro trimestre de 2024, com mercado sedento por renda fixa 

Somente em fevereiro, a captação recorde chegou a R$ 12,8 bilhões, mais que dobrando o valor do mesmo período do ano passado

Dinheiro se acumula a frente de um canteiro de obra de construção
Debêntures incentivadas captam valores recordes no começo de 2025 - Imagem: Montagem IA/ Grok/ Seu Dinheiro

Empresas precisam de dinheiro para se financiarem e a sede dos investidores por instrumentos de renda fixa que oferecem boa rentabilidade parece não ter fim. No caso das debêntures incentivadas, soma-se a este combo a isenção de imposto de renda sobre a rentabilidade do título. Resultado: recorde atrás de recorde em emissões e captações dos títulos nos últimos meses. 

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Um novo marco foi estabelecido pelo instrumento financeiro em fevereiro.

Dados da Anbima mostram que as captações das empresas por meio das debêntures incentivadas (segundo a Lei 12.431) atingiram R$ 12,8 bilhões em fevereiro, o maior volume registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2012. 

Na comparação com fevereiro de 2024 a alta é de 118,9%.

Com isso, os dois primeiros meses de 2025 registraram uma captação via debêntures incentivadas que chega a R$ 25,9 bilhões, um valor superior ao primeiro trimestre de 2024, que somou R$ 19,9 bilhões entre janeiro e março.  

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O crédito privado tem sido uma recomendação constante de analistas para uma boa rentabilidade na carteira, com baixo risco. Em fevereiro, relatórios da XP, Banco do Brasil e BTG Pactual indicaram posições em debêntures incentivadas de grandes empresas, como Eletrobras, Equatorial e Isa Energia. 

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Para Cristiano Cury, coordenador da comissão de renda fixa da Anbima, os números de fevereiro indicam que o ritmo de crescimento das emissões de debêntures incentivadas deve se manter, mesmo com os bons resultados dos meses anteriores. 

“As captações expressivas mais uma vez ratificam o protagonismo desse instrumento no financiamento de longo prazo das empresas, mesmo neste ambiente de juros elevados”, afirma Cury. 

As negociações desses títulos no mercado secundário também têm evoluído. Os dados da Anbima mostram que, em fevereiro, as negociações alcançaram R$ 25,4 bilhões, o que corresponde a uma alta de 28,6% sobre o mesmo período do ano passado. 

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Raio-x das debêntures incentivadas preferidas em fevereiro

Considerando as captações por setores, os dados da associação de mercados de capitais mostram que transporte e logística tiveram o maior volume de captação, chegando a 59,7% do total de fevereiro, seguido por saneamento (29%). 

O prazo médio das debêntures incentivadas ficou em 17,9 anos, o mais longo desde junho de 2023 (quando era de 21 anos), e superior ao prazo médio de 10,4 anos das debêntures em geral (com e sem benefício fiscal), segundo os dados de fevereiro. 

Debêntures gerais

As ofertas de debêntures com e sem incentivo fiscal somaram R$ 30,2 bilhões no mês passado, o maior volume registrado em um mês de fevereiro dos últimos sete anos. 

Os recursos foram destinados principalmente para investimentos em infraestrutura (39,8%) e pagamento de dívidas (22,5%).

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Os principais subscritores dos papéis foram os intermediários e demais participantes ligados à oferta (70,2%) e os fundos de investimento (28,5%). 

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