CDBs do Master serão honrados com linha de assistência do FGC, prevista para ser aprovada nesta semana, segundo jornal
A aprovação do resgate é uma fase antes da análise final pelo Banco Central da operação de compra do Master pelo BRB (Banco de Brasília)

Uma linha de assistência do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está em vias de ser aprovada para dar liquidez e viabilizar, de forma emergencial, os pagamentos de CDBs do Master que estão prestes a vencer.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, o acerto do resgate está previsto para os próximos dias, com deliberação do conselho do FGC.
- E MAIS: Calendário de resultados desta semana inclui Bradesco, PRIO, Itaú Unibanco, Ambev e outras empresas; acompanhe a cobertura completa de balanços
O Grupo Master, que inclui suas subsidiárias como Will Bank e Voiter, tem cerca de R$ 53 bilhões de CDBs, garantidos pelo FGC. Ainda não se sabe de quanto será a assistência de liquidez, entretanto, o balanço financeiro do banco mostrou, em março, que pelo menos R$ 16 bilhões desse montante venceriam em 2025.
O FGC cobre depósitos e aplicações de até R$ 250 mil — principal mais juros —, por CPF e por instituição financeira emissora, em casos de problemas de liquidez e falência.
A possibilidade de um resgate dos CDBs do Master pelo FGC está sob escrutínio desde que veio a público, em março, a proposta de compra do banco pelo Banco de Brasília (BRB). Naquele momento, a aquisição foi vista pelo mercado como um resgate justamente pela desconfiança de que o Master não tinha liquidez para honrar suas dívidas.
Naquele momento, o BRB já tinha descartado a compra do passivo inteiro em sua proposta, oferecendo uma aquisição parcial da dívida e das subsidiárias do grupo. Com isso, outras instituições financeiras entraram no negócio pelas fatias remanescentes do Master.
Leia Também
De acordo com a Folha, o BRB protocolou no Banco Central uma nova proposta de operação de compra, que permitiu encaminhar as negociações nos últimos dias.
A nova proposta levou em consideração a conclusão de uma auditoria que permitiu redesenhar a operação para atender algumas solicitações do BC, segundo o jornal. A operação teria ficado mais enxuta em termos de ativos e mais palatável para o aceite da autarquia.
- VEJA MAIS: Faltam menos de 30 dias para o fim do prazo da declaração; confira o passo a passo para acertar as contas com o Leão
BRB + Master
O BRB anunciou no fim de março a intenção de adquirir 58% do capital social do Grupo Master, por R$ 2 bilhões, em uma operação que ainda precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central.
Ainda não se sabe se a nova proposta mantém esses parâmetros.
Nesta segunda-feira (5), o Cade publicou no Diário Oficial da União o pedido de encaminhamento da proposta pelos bancos. No texto, BRB e Master argumentam que a transação não implica eliminação da concorrência, não resulta na dominação de mercado relevante e não cria ou reforça uma posição dominante.
"A operação representa a constituição de um novo conglomerado com a oferta de um leque completo de produtos e serviços bancários, de seguridade, meios de pagamento e investimentos a pessoas físicas e jurídicas, além de presença a nível nacional e estrutura de governança, capital, liquidez, rentabilidade e conformidade regulatória compatíveis com o porte do novo conglomerado", argumentam os bancos.
A operação tem como premissas: atuação de ambos os bancos sob a marca BRB; manutenção da marca Will Bank como banco digital; e manutenção das estruturas das empresas apartadas, com compartilhamento de governança, expertise, sinergias e coordenação estratégica e operacional, segundo o documento.
Tanto o Cade quanto o BC ainda não deliberaram sobre a venda. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, entretanto, tem participado das negociações sobre o destino do Master.
Fatias à venda
As fatias do Master que o BRB não demonstrou interesse estariam em análise para aquisição por outros grupos, segundo o Estado de S.Paulo. Os interessados seriam a família Batista, do grupo J&F, os bancos Safra e BTG Pactual, além da Prisma Capital e da JiveMauá.
Joesley Batista, do grupo J&F, chegou a ir ao Banco Central para falar sobre assuntos “regulatórios” na última semana. Este teria sido o terceiro encontro da autarquia com membros da família Batista para deliberar sobre o assunto.
André Esteves, do BTG Pactual, também teve alguns encontros com o BC e o Galípolo para tratar do mesmo tema no mês passado — embora o banco tenha respondido em comunicado ao mercado que não estava em negociação para aquisição de parte ou totalidade do Master.
Os ativos que não entram na proposta do BRB são, principalmente, precatórios (títulos de dívidas judiciais que não tem liquidez no mercado). A Folha afirma que está em negociação a possibilidade de uma liquidação privada desses ativos, com a possibilidade de uma segunda linha de assistência por parte do FGC.
Caso a liquidação privada seja aprovada, o BTG teria interesse em intermediar a operação e a família Batista estaria interessada na aquisição de parte desses títulos, conforme o jornal.
O FIM DO FUTEBOL?
O futebol não vive sem bet? Por que os clubes se juntaram para publicar manifesto contra MP que proibiria apostas online
18 de setembro de 2026 - 14:15DÍVIDA VELHA NA MIRA
Governo prepara nova rodada de renegociação de dívidas antigas, diz jornal. Alívio para os bancos pode virar dor de cabeça?
18 de setembro de 2026 - 12:44PARA TODOS OS GOSTOS
Bolão fatura mais de R$ 100 milhões na Mega-Sena e ofusca prêmios milionários na Lotofácil e na Quina
18 de setembro de 2026 - 6:43POR DENTRO DA CARTEIRA
Brasileiros querem mais que renda fixa: interesse em LCA cresce 119%, mas outro investimento rouba a cena
17 de setembro de 2026 - 20:20VIDEOGAMES
Rockstar anuncia Grand Theft Auto VI: The Album, tracklist oficial do GTA 6 que conta com Travis Scott, Keith Richards, Pinkpantheress e mais
17 de setembro de 2026 - 15:27O QUE A FARIA LIMA NÃO VÊ
Você tem medo de investir? Emoções e bets travam as finanças — mas também podem ser combustível
17 de setembro de 2026 - 14:03APOSTAS ONLINE
O rombo das bets: apostas online podem ter engolido metade do crescimento do PIB em 2025
17 de setembro de 2026 - 13:28PODCAST TOUROS E URSOS
A Faria Lima está errada? ‘Risco de o Brasil quebrar é zero’, diz Felipe Salto, da Warren; o que o mercado não enxerga sobre o risco fiscal
17 de setembro de 2026 - 12:01PRIMEIRO DESDE 2023
Governo anuncia aumento de 15% do Bolsa Família; confira o novo valor
17 de setembro de 2026 - 11:30PELA MADRUGADA
Bancários veem avanço em negociação e marcam assembleia para votar fim de greve na Caixa
17 de setembro de 2026 - 9:43SALVOU A NOITE
Lotofácil tem retorno discreto aos sorteios regulares e Dia de Sorte aproveita para brilhar sozinha; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 102 milhões
17 de setembro de 2026 - 6:49É HOJE
Bolsa Família é pago hoje; veja quem receberá em setembro e as regras do benefício
17 de setembro de 2026 - 5:45SEM SURPRESA
Juros cada vez menores: Copom corta Selic para 13,75% e não sinaliza próximos passos, embora mercado espere mais cortes
16 de setembro de 2026 - 18:41SD EXPLICA
O Brasil vai quebrar? Entenda o que é risco fiscal e como as contas públicas afetam os seus investimentos
16 de setembro de 2026 - 17:16BEBIDAS PROTEICAS
NotShake Protein: Anvisa proíbe todos os lotes das bebidas da marca
16 de setembro de 2026 - 16:01MAMMA MIA!
Pizzaria gringa quer ser a mais nova concorrente da Pizza Hut e da Domino’s no Brasil; conheça a Papa Johns
16 de setembro de 2026 - 15:03PRAZO MAIS CURTO
Greve na Caixa dificulta saque de prêmios milionários e pode atrasar pagamento para vencedores da Lotofácil da Independência que dividiram R$ 300 milhões
16 de setembro de 2026 - 11:09APROVEITANDO A CHANCE
Aposta do interior de SP ofusca bola dividida na Lotofácil da Independência e embolsa prêmio de R$ 34 milhões na Quina
16 de setembro de 2026 - 7:33RATEIO
Lotofácil da Independência 2026 tem 72 apostas premiadas e mais de 1.500 de ganhadores, mas apenas 33 ficam milionários
16 de setembro de 2026 - 6:44SD ENTREVISTA