Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter do Seu Dinheiro, estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP) com certificação em curso de Mercado Financeiro pela Ibmec. Possui experiência na cobertura de economia, política e internacional. Atualmente, cobre o mercado imobiliário e de FIIs.

PRESIDENTE DO BC NO TIMÃO

‘O barco vai balançar’: Galípolo prevê mercado mais agitado com fim do guidance do BC e indica inflação fora da meta

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, participou do primeiro evento desde a posse no cargo e comentou sobre a rota dos juros no Brasil

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
12 de fevereiro de 2025
16:24
gabriel galipolo banco central bc presidente
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central - Imagem: Agência Brasil/Lula Marques | Montagem: Maria Eduarda Nogueira

Os brasileiros que são afetados pelo enjoo por movimento não vêm passando por momentos agradáveis no barco do mercado nacional. E o capitão da embarcação, digo, o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, já mandou avisar que o mar deve ficar ainda mais agitado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o Comitê de Política Monetária (Copom) subir – de novo – a taxa básica de juros do Brasil em 1 ponto percentual, a 13,25% ao ano, o colegiado indicou a rota para o mês seguinte: a autoridade monetária pretende aumentar a Selic para 14,25% em março.

Porém, a partir do próximo mês, os brasileiros entrarão em mar aberto, sem indicações de quais serão os rumos dos juros no país. Com a bússola paralisada, Galípolo avalia que a proximidade do fim de guidance leva o "barco a balançar" um pouco mais.

"É óbvio que, a partir do momento que a gente vai chegando próximo do fim do guidance, a gente vai se distanciando da costa, vamos dizer assim, e o barco tende a balançar um pouco mais", disse.

O presidente do Banco Central comentou sobre a economia do país durante seminário sobre Política Monetária Brasileira, nesta quarta-feira (12), no Rio de Janeiro. O evento foi promovido pelo Instituto de Estudos de Política Econômica/Casa das Garças (IEPE/CdG).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Terra à vista: as indicações de Galípolo sobre o que esperar daqui para frente

Apesar de não ter indicado qual será a rota a partir de março, Galípolo aproveitou para reforçar os caminhos já indicados pelo mapa dos tesouros — conhecido popularmente como a ata do Copom

Leia Também

O documento indicou que o presidente do BC já sabe quando vai ter que justificar inflação fora da meta. Durante o evento, o dirigente reforçou o cenário e a visão de que os juros devem seguir em patamar restritivo. 

"Devemos passar no curto prazo por inflação fora da meta e desaceleração da economia", disse. Assim, ele avalia que o BC deve ser mais cuidadoso quando fizer um movimento de redução dos juros.

Galípolo também ressaltou que o BC tem ferramentas para colocar a Selic em nível restritivo e seguir nessa direção.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, parece que o dirigente não quer acelerar as máquinas no mar da alta de juros. "Nós [dirigentes do BC] ainda precisamos de tempo e precisamos estar com a nossa rota de planejamento bastante definida até a próxima reunião. Vamos ganhar tempo para poder ver como o mercado vai reagir — e entender o que é sinal e o que é ruído", afirmou.

Além disso, o presidente da autarquia enfatizou que, apesar de o Banco Central não ter como meta reduzir a volatilidade do mercado, a autoridade monetária também não deveria agregar oscilações.

"Entendo que é normal que o mercado tenha uma função de reação, que é obrigado a fazer: ele não pode ficar parado, ou vai ser totalmente arrastado de um lado e de outro", disse. 

Galípolo também avaliou que, se o BC entrar em "estado de espelho", sem saber quem é ele e quem é o outro, fará reflexos que vão repercutir e amplificar esta volatilidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"É bastante importante que o nosso tempo seja para analisar como esses dados vão andar ao longo do tempo e não ficar produzindo mudanças de direção de maneira muito brusca", afirmou.

Além disso, Galípolo revelou que foi questionado sobre o motivo da decisão do BC, em dezembro, de aumentar a taxa Selic em 1 ponto percentual e indicar mais duas altas de igual intensidade em vez de elevar os juros em 300 pontos-base numa só reunião.

Na visão do presidente do BC, o processo de decisão é dinâmico e, às vezes, variáveis externas e internas podem alterar o percurso.

A arte de navegar: a ata do Copom e as reações na visão do dirigente

Durante o primeiro evento desde a posse da presidência do BC, Galípolo voltou a enfatizar a necessidade de se avançar no aperfeiçoamento do arcabouço institucional e legal do Banco Central.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, a principal dificuldade da autoridade monetária para avançar nos temas é a comunicação. "O desafio da comunicação é enorme para todos os BCs; é quase uma arte", afirmou Galípolo.

Em relação à área fiscal, Galípolo disse que o "BC não pode cruzar linha e transcender o quadrado da autoridade monetária". Porém, o dirigente falou sobre a questão dos precatórios.

Galípolo afirmou que ainda há uma discussão sobre o impacto dos precatórios na economia. “Lembro que diversas instituições falavam ‘lá atrás, quando se postergou o pagamento, não houve nenhum tipo de revisão sobre PIB, então agora também não vamos fazer uma revisão para cima’. Esse era o diagnóstico original sobre precatórios, mas isso foi mudando rápido ao longo do ano, conforme foi se estimando que sim, os precatórios tinham um efeito de impulso fiscal significativo.”

Porém, Galípolo ressaltou que, em relação às previsões sobre as hipóteses sobre Produto Interno Bruto (PIB) acima das expectativas, ainda é necessário mais estudo e tempo para uma avaliação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já em relação aos impactos do aumento da Selic, o presidente do BC avalia que, estruturalmente, setores da economia no Brasil se adaptaram a patamares altos de juro. Para ele, é preciso novas formas de crédito colateralizado para reduzir spread bancário.

Na mira do Trump: Galípolo sobre o cenário externo

Outro fator que vem deixando o mar revolto é o retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos. O republicano vem bombardeando parceiros comerciais com a sua política de tarifas.

Na segunda-feira (10) à noite, o presidente norte-americano assinou decreto autorizando a aplicação de impostos nas importações de aço e alumínio do país, o que afeta diretamente o Brasil.

Para Galípolo, ainda há muitas incertezas em relação às tarifas impostas por Trump. Ele também avaliou que o Brasil pode sofrer um impacto menor por não ter aproveitado tão bem a realocação de cadeias produtivas impulsionada pela pandemia da Covid-19.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Curiosamente, parece que ao longo de 2025 temos ouvido mais a ideia de que, pelo fato de o Brasil não ter se inserido tão bem do ponto de vista da correlação com a economia norte-americana, talvez sofra menos no caso de uma tarifa”, disse.

Além disso, apesar das tensões geopolíticas impulsionadas pelo republicano, ele avalia que está em curso um processo de dissipação de alguns choques no cenário externo.

De acordo com o presidente do BC, como consequência de crises ocorridas desde 2008, o cenário de rolagem de dívidas maiores tem posto pressão nas taxas de juros mais longas, o que impacta os países emergentes.

*Com informações do Estadão Conteúdo e InfoMoney

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MEIO MILIONÁRIOS

Lotofácil 3657 coloca 3 pessoas (quase) no meio do caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena acumula de novo e prêmio em jogo salta para R$ 40 milhões

10 de abril de 2026 - 7:13

Assim como aconteceu na rodada anterior, a Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (9). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

GALPÕES EM ALTA

A ação da Log (LOGG3) já subiu, mas ainda está barata? CFO aponta dividendos de até 17%

9 de abril de 2026 - 19:30

Empresa surfa o boom logístico, combina proventos elevados e ainda negocia com desconto, segundo a própria gestão

QUEDA NO PIB?

Pressão sobre o fim da escala 6×1: CNI e mais de 400 instituições assinaram manifesto contra a redução da jornada do trabalho

9 de abril de 2026 - 12:52

Entidades dizem reconhecer as discussões como um debate legítimo, mas defendem que o impacto será severo sobre a economia, investimentos e geração de empregos formais

O PREÇO DO CONFLITO

Derrota para o governo Lula: petroleiras travam taxa de exportação de petróleo no Brasil para mitigar efeitos da guerra

9 de abril de 2026 - 11:08

Até então, as alíquotas para a exportação dessas companhias eram de 0%. Em evento, ministro de Minas e Energia defendeu o imposto

BOLA DIVIDIDA

Lotofácil 3656 tem dezenas de ganhadores e ninguém fica milionário; Mega-Sena 2994 divide holofotes de hoje com a Timemania 2738

9 de abril de 2026 - 7:10

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de quarta-feira (8). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (9), a Timemania divide as atenções com a Mega-Sena.

TOUROS E URSOS #266

Faria Lima em apuros: fundos sofrem com Trump e aposta errada na Selic

9 de abril de 2026 - 7:02

Lais Costa, analista da Empiricus Research, explica por que tantos fundos sofreram com o conflito e mostra que outra classe corre risco em um cenário de juros altos

É HOJE

Leilão da Receita Federal começa hoje com iPhone no ‘precinho’, bracelete Swarovski por R$ 600 e vinhos raros

9 de abril de 2026 - 5:55

Do universo digital ao musical, itens apreendidos ganham nova chance em leilão da Receita Federal que começa hoje

XADREZ POLÍTICO

Lula, Bolsonaro ou terceira via? Analistas dizem o que está em jogo para a decisão das eleições de 2026 — e acreditam que eleitor está mais à direita

8 de abril de 2026 - 19:43

Para os analistas, o foco dos eleitores agora não é somente quem deve ganhar a corrida para a presidência, mas também para o Congresso

QUEM QUER UM IMÓVEL?

Crédito imobiliário deve aumentar em 15% ainda em 2026, segundo o Bradesco BBI — e o motivo não é só a queda dos juros

8 de abril de 2026 - 17:22

Em 2025, o crédito imobiliário no Brasil somou aproximadamente R$ 324 bilhões em originações, segundo dados apresentados pelo banco

APOSTA NO BRASIL

Fundo Verde, de Stuhlberger, aumenta aposta na bolsa brasileira e alerta: energia cara deve persistir mesmo após fim da guerra

8 de abril de 2026 - 15:02

Fundo teve leve alta em março e acumula ganhos acima do CDI em 2026, com estratégia focada no Brasil e proteção contra inflação

O GUARDIÃO DAS IAS

Anthropic exposed: Após vazamento de dados do Claude, criadora deixa Apple, Amazon e outras empresas testarem inteligência artificial para prevenir ataques

8 de abril de 2026 - 12:00

Para Anthropic, há uma nova preocupação além dos erros humanos: a vulnerabilidade dos sistemas contra ataques cibernéticos

DESENCANTOU

Lotofácil 3655 tem mais de 40 ganhadores, mas só dois levam prêmio milionário; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 20 milhões

8 de abril de 2026 - 6:58

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 7 de abril. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 34 milhões hoje.

ZONA DE RISCO

Nouriel Roubini decreta: Trump não tem saída além de escalar a guerra — e manda um recado ao Brasil

7 de abril de 2026 - 19:55

Durante evento do Bradesco BBI, o economista afirmou que vê conflito caminhando para intensificação e alertou para os efeitos no petróleo e nos mercados

OPORTUNIDADES GLOBAIS

Multimercados tiveram que dar ‘cavalo de pau’ na estratégia por causa da guerra e agora estão olhando para essas três teses de investimento

7 de abril de 2026 - 19:30

Genoa, Kapitalo e Ibiuna participaram de evento do Bradesco BBI e falaram sobre a dificuldade de leitura no cenário volátil atual

O MULTIVERSO DE SAM

De ‘humanos gastam muita energia para serem treinados’ a apoio à escala de trabalho 4×3: entenda a opinião de Sam Altman, CEO da OpenAi, sobre o avanço da inteligência artificial

7 de abril de 2026 - 16:02

Sam Altman, CEO da OpenAI, publicar artigo sobre o avanço da inteligência artificial e suas consequências para os seres humanos

RISCO E EMOÇÃO?

Selic a 14,75% ao ano pesa, mas pesquisa revela que há um outro vilão mudando o perfil de endividamento dos brasileiros

7 de abril de 2026 - 10:59

A explosão das apostas online já pesa mais que os juros no bolso do brasileiro e acende um alerta sobre uma nova crise financeira

POR CAUSA DE R$ 3,00

Ganhador da Lotomania 2908 comete erro ‘imperdoável’ e joga R$ 13 milhões no lixo; Lotofácil 3654 acumula e Mega-Sena 2993 tem rival à altura hoje

7 de abril de 2026 - 7:11

Uma pessoa errou todos os números na Lotomania e ainda assim vai embolsar mais de R$ 200 mil, mas cometeu um erro ainda maior na visão de quem entende da modalidade.

ALÍVIO NO BOLSO

Diesel mais barato? Governo amplia subsídios para conter impacto da guerra; gás de cozinha também terá redução

6 de abril de 2026 - 18:30

Redução no diesel pode passar de R$ 2,60 por litro, mas repasse ao consumidor ainda depende dos estados e das distribuidoras

BC SOB PRESSÃO

Guerra pode travar cortes na Selic? A resposta de Galípolo diante das tensões geopolíticas que não chegam ao fim

6 de abril de 2026 - 17:30

Com conflito entre EUA, Israel e Irã aparentemente longe de terminar, o presidente do BC vê cenário mais incerto; enquanto isso, inflação sobe nas projeções e espaço para queda dos juros diminui

LEILÕES

Caixa Econômica Federal promove leilão que conta com imóvel com lance inicial é de apenas R$ 37 mil

6 de abril de 2026 - 15:14

Estarão disponíveis no leilão da Caixa mais de 500 casas, apartamentos ou terrenos em todo o Brasil; veja como participar

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia