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Transação está sujeita à aprovação do Banco Central e do Cade e envolveria a compra da totalidade das ações do fundador do Master, Daniel Vorcaro
O Banco Master recebeu uma nova proposta de compra nesta segunda-feira (17). Em comunicado à imprensa, a holding financeira Fictor afirmou que fez uma proposta em conjunto com um consórcio formado por investidores dos Emirados Árabes Unidos.
A proposta inclui um aporte imediato de R$ 3 bilhões para fortalecer a estrutura de capital do Master, que está com dificuldades de liquidez há alguns meses. A transação, no entanto, está sujeita à aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Segundo a Fictor, sua proposta diz respeito à compra do Banco Master S.A.. O processo não contempla as subsidiárias Will Bank e o Banco Master de Investimentos, que estão sendo negociados por investidores distintos.
No início do ano, o Banco de Brasília (BRB) chegou a fazer uma proposta pelo Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central.
Em seu comunicado, a Fictor também informa que o consórcio pretende adquirir a totalidade das ações do fundador Daniel Vorcaro no Banco Master. Os investidores querem eleger um novo presidente para a instituição financeira, no caso de o negócio ser aprovado pelas autoridades brasileiras.
Além disso, a aquisição também prevê alterações na diretoria estatutária, formação de um novo conselho e mudança da denominação social para Banco Fictor.
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Os problemas do Banco Master começaram no fim de março, quando o conselho do BRB aprovou a compra de 58% do capital do banco, em uma operação estimada em cerca de R$ 2 bilhões.
A aquisição era vista como uma solução para o Banco Master, conhecido no mercado financeiro pelo alto custo de captação em títulos de renda fixa. O banco emitia CDBs com remuneração até 120% do CDI, acima da taxa média do mercado, e possuía investimentos de alto risco e baixa liquidez, como precatórios e participações em empresas em dificuldade.
Diante da situação, órgãos de controle passaram a acompanhar a operação. O Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT) solicitou esclarecimentos sobre as condições da compra, enquanto o Ministério Público de Contas do DF (MPCDF) pediu acesso completo ao processo administrativo da aquisição.
Em junho, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a compra do Master pelo BRB sem restrições, alegando que a operação não representava riscos significativos à concorrência.
No entanto, em setembro, o Banco Central vetou a compra, citando falta de viabilidade econômica e risco na absorção de ativos, já que o BRB precisaria assumir integral ou parcialmente operações de pouca transparência do Master.
*Com informações do Money Times.
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