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Aprovação do presidente Lula diminui e maiores quedas são vistas na base eleitoral do governo – além de que tentativas de reverter o cenário têm sido mal avaliadas pela população
O governo Lula não vem caminhando para a direção certa. Pelo menos é isso que indicam os 4.500 entrevistados pela pesquisa da Genial/Quaest, realizada no fim de janeiro.
Segundo o levantamento, a aprovação do trabalho do presidente caiu 5 pontos percentuais, passando de 52% para 47%. Já a desaprovação subiu de 47% para 49%.
Além disso, 50% dos participantes avaliam que o Brasil está indo na direção errada, enquanto 39% avaliam positivamente o direcionamento do país.
A pesquisa mostrou ainda que a polêmica com a possível taxação do Pix (uma fake news, como explicamos aqui) segue impactando negativamente o governo, com 66% dos entrevistados afirmando que a gestão errou com a questão.
A queda na popularidade vem também na esteira de um aumento de notícias negativas sobre a atuação do governo: 43% dos entrevistados afirmaram ter visto informações negativas sobre a gestão atual, contra 28% que disseram ver mais notícias positivas.
“Esse patamar é parecido com o de março de 2024, quando declarações sobre a guerra em Gaza, as eleições venezuelanas e a área da segurança prejudicaram o governo”, afirmou o presidente da Genial/Quaest, Felipe Nunes.
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E quando se trata de quais notícias negativas estão circulando na boca do povo, a polêmica do Pix volta a entrar em destaque: 11% indicam a questão da regulação do meio de pagamento como a notícia mais vista sobre o governo.
Para avaliar a aprovação do governo Lula, a Genial/Quaest ouviu brasileiros com idade a partir dos 16 anos entre os dias 23 e 26 de janeiro. O estudo possui uma margem de erro estimada em um ponto percentual.
Apesar da crise da fake news sobre o Pix ainda causar impactos negativos, este não é o único motivo para a queda da popularidade da gestão de Lula.
A dificuldade do presidente em cumprir as promessas de campanha também vem causando ruídos na imagem do governo. De acordo com o levantamento, 65% dos participantes enxergam que Lula não cumpre as promessas, contra 30% que enxergam que a agenda prometida vem sendo realizada.
“Esse patamar [de descumprimento de promessas] sempre foi alto, mas atingiu seu maior patamar em janeiro de 2025”, afirma Nunes.
Além disso, a economia nacional está pesando na conta da gestão atual: 39% acreditam que a situação econômica do país piorou no último ano, enquanto apenas 25% enxerga melhora no cenário.
Grande parte dessa percepção negativa é causada pela alta dos preços dos alimentos, que para 83% dos brasileiros subiu no último mês – o maior percentual da série histórica, de acordo com o presidente da Genial/Quaest.
O levantamento ainda mostrou que a queda da aprovação da atuação de Lula vem diretamente da sua base eleitoral. Isso porque a deterioração da avaliação positiva é mais forte no Nordeste.
Em apenas um mês, o presidente perdeu quase 10 pontos percentuais da percepção positiva na região. Apesar disso, o Nordeste segue como a região com maior aprovação do petista, com 59% dos entrevistados o avaliando positivamente.
Já no Sul, Lula perdeu 7 pontos percentuais, ficando com 39% de aprovação, contra 59% de desaprovação. De acordo com Nunes, esse é o pior resultado do governo nas duas regiões.
Além disso, a avaliação positiva caiu 2 pontos na região Sudeste (42%), enquanto permaneceu estável no Centro-Oeste (48%).
A queda na aprovação também foi maior entre a população com baixa renda. Entre dezembro e janeiro, a avaliação positiva de quem recebe até dois salários mínimos reduziu de 63% para 56%. Já a desaprovação aumentou de 21% para 29%
Já entre a população que ganha entre dois a cinco salários mínimos, a aprovação de Lula caiu de 48% para 43%.
A percepção entre quem recebe mais de cinco salários mínimos seguiu estável.
O governo até tentou reduzir os impactos causados à imagem da gestão de Lula, porém não surtiram grandes efeitos.
O presidente da Genial/Quest afirma que a queda da popularidade entre a base eleitoral do petista indica que “os anúncios feitos pelo governo sobre a isenção de impostos para quem ganha até 5 salários mínimos não parecem surtir o efeito esperado”.
Em novembro, durante a divulgação do aguardado pacote de corte de gastos, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo irá cumprir sua promessa de campanha e realizar uma reforma do imposto de renda de forma a isentar de IR os contribuintes que recebem rendas formais de até R$ 5 mil por mês.
Além disso, após a divulgação da inflação acima das expectativas – com pressão dos preços dos alimentos – o governo informou que pretende adotar uma série de medidas para reduzir o valor dos produtos.
Contudo, a Genial/Quaest indica que o anúncio não pegou muito bem: 63% dos brasileiros são contrários a mudança no sistema de validade dos alimentos.
Vale lembrar que, segundo o último levantamento, a decisão do governo de voltar atrás em relação à regulamentação do Pix também não causou uma boa impressão sobre o governo.
De acordo com a pesquisa, a revogação colaborou com a perda de credibilidade do governo na época.
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