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No Brasil, ciclo de divulgação de balanços do 4T24 termina na segunda-feira; informações sobre o mercado de trabalho norte-americano estarão no foco dos analistas nos primeiros dias de abril.
A semana começa com o mercado de olho na Bolsa brasileira. Mas é sobre os Estados Unidos que os analistas estarão voltados nos primeiros dias de abril.
O último dia de março marca essa segunda-feira (31) como encerramento do ciclo de divulgação dos balanços financeiros do quarto trimestre de 2024 das empresas que operam na B3.
A temporada dos balanços termina com JHSF (JHSF3), Cruzeiro do Sul (CSED3), Orizon (ORVR3) e Serena Energia (SRNA3).
No mesmo dia, sai o tradicional Boletim Focus no Brasil. No exterior, serão divulgadas informações do mercado de crédito ao consumidor do Banco da Inglaterra e os índices de compras dos EUA, China e Japão.
De terça em diante, saem dados importantes da economia brasileira como indústria e fluxo cambial estrangeiro.
Já na agenda internacional os investidores se preparam para analisar indicadores importantes da economia norte-americana: dados como Balança Comercial, Payroll, Ofertas de Emprego JOLTS, Índice ADP de Variação de Empregos Privados, Demissões Anunciadas Challenger e os Pedidos Semanais por Seguro-Desemprego.
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O payroll, principal relatório de emprego dos EUA, chega na sexta-feira (27), atraindo os holofotes do mercado internacional e fechando a semana. Enquanto isso, no Brasil, a inflação ganha destaque com a divulgação do IGP-DI de março e da balança comercial.
Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) publicou a ata da última reunião. Na reunião, a Selic foi elevada em 1 ponto percentual (p.p.), em decisão unânime. A taxa básica de juros saiu de 13,25% para 14,25% ao ano.
No documento, a equipe afirma que as incertezas em torno de políticas nos Estados Unidos têm impacto sobre expectativas e inflação, além de restringirem novos investimentos. Segundo os diretores, parte dessa deterioração já está se materializando.
O Comitê diz que o ambiente externo segue desafiador “em função da conjuntura e da política econômica nos Estados Unidos, principalmente pela incerteza acerca de sua política comercial e de seus efeitos”.
Outro destaque da semana, foi o Relatório de Política Monetária (RTM), onde o Banco Central (BC) atualizou suas projeções para a economia brasileira.
A estimativa do banco para a inflação em 2025 é de 5,1%. O BC diz que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve seguir com variações mensais elevadas e o acumulado em 12 meses deve permanecer ao redor de 5,5% — as projeções apontam para 5,5% e 5,6% nos três primeiros trimestres, e 5,1% no final do ano.
No curto prazo, o banco espera altas na inflação de 0,63% em março, 0,42% em abril, 0,26% em maio e 0,27% em junho.
Ainda em solo brasileiro, o mercado também recebeu o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Em março, o dado subiu 0,64%, indicando uma desaceleração em relação à alta de 1,23% apurada em fevereiro.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agora, a prévia da inflação acumula alta de 1,99% no ano e de 5,26% em doze meses. No mês passado, esses números eram de 1,34% e 4,96%, respectivamente.
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