🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: O pico do excepcionalismo norte-americano?

Todo o excepcionalismo de Wall Street visto nos últimos anos pode finalmente estar dando lugar a um rali de Europa, China e outros mercados emergentes

24 de fevereiro de 2025
20:00 - atualizado às 15:57
Donald Trump e mercados
Imagem: Shutterstock

“O pior pesadelo europeu”, estampa a capa da Economist, com Donald Trump e Vladimir Putin sentados sozinhos numa grande mesa de negociação. A Europa tem alguma experiência na temática “pesadelo”, tendo vivido ao menos dois deles nos últimos 120 anos. Se esse é o pior, a coisa não parece muito boa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Olha, se estivéssemos debatendo uma partilha do Brasil, eu, que só penso naquele Baião de Dois e Carne Seca ali da Alameda Tietê quando ouço a palavra Tordesilhas, preferiria ter um conterrâneo à mesa.

Uma eventual divisão territorial da Ucrânia poderia ter o efeito positivo de parar a guerra. Questão humanitária grave e benefícios sociais e econômicos conhecidos, sintetizados nos “dividendos da paz”. Há aqui, no entanto, além de desrespeito a princípios elementares de soberania nacional, uma potencial agressão a toda a governança e às fronteiras definidas pós-45.

O multilaterismo, os tratados internacionais e as organizações supranacionais dão lugar a um bilateralismo impositivo da lei do mais forte.

Ainda que possamos identificar críticas pertinentes à morosidade da Organização Mundial do Comércio (OMC), a desequilíbrios na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a protecionismo disfarçado na Europa, um conservador haveria de perguntar: vamos eliminar a construção das últimas décadas e colocar o que no lugar?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se um dos objetivos de Trump é trazer a Rússia de volta à mesa de negociações do mundo, teremos de confiar em Putin ou em algum autocrata que vier a sucedê-lo, mesmo sabendo das mazelas da oligarquia local, de seus níveis de corrupção e da relação nem sempre republicana com a igreja ortodoxa?

Leia Também

Ao isolar a Ucrânia e a União Europeia das negociações, Trump elege Volodymyr Zelensky como o ditador da história e ataca a histórica aliança transatlântica. Em alguma medida, toda a herança iluminista e os valores ocidentais clássicos, que inclusive colocavam a Austrália como pertencente ao bloco ocidental, estão em xeque.

Enquanto atropela o multilateralismo, Trump empenha uma campanha doméstica vigorosa contra o deep state americano.

A ambivalência de Trump

Como marca de sua ambivalência, carrega consigo os efeitos positivos de reduzir a burocracia, diminuir custos de transação, melhorar o ambiente de negócios ao dar celeridade aos processos. Ao mesmo tempo, quando ataca a burocracia, a tecnocracia e instituições domésticas consagradas, Trump fragiliza o próprio Estado norte-americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Francis Fukuyama, professor de Stanford e famoso pela proposição de “O Fim da História”, tem devotado uma série de artigos, na série “Valuing Deep State”, para basicamente demonstrar como um Estado de alta capacidade, profissional, impressionar é crucial para o sucesso de qualquer sociedade.

Como escreveu Martin Wolf, "qualquer um que tenha trabalhado na área de desenvolvimento econômico, como eu, sabe que, sem um serviço público neutro, competente e profissional, nada na sociedade realmente funciona. Quanto mais complexa e refinada uma sociedade e economia moderna se torna, mais isso é verdadeiro.”

Wolf vai mais longe: "o objetivo seria transformar os EUA em uma ditadura plebiscitária, no qual o detentor do poder é rei”. Para reformar o problemático sistema burocrático dos EUA, o substituiríamos por pessoas ideologicamente alinhadas, de confiança do presidente.

É a essência da democracia liberal, do Império da Lei, da igualdade moral e jurídica, que estaria em jogo. Para críticos mais ferrenhos, estaríamos chegando a um novo estágio do capitalismo, na verdade um tecnofeudalismo — qualquer semelhança com ideias defendidas pelo avô de Elon Musk em sua seita tecnocrática talvez não seja mera coincidência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em artigo recente no Brazil Journal, Marcos Troyjo brincou com um improvável encontro entre Milton Friedman e Raul Prebisch para descrever a combinação, por um lado, de um ambiente interno de negócios desregulamentado e desburocratizado, e, por outro, de uma política de substituição de importações.

Diante da insurgência contra o Estado profundo nos EUA, arrisco outra reunião pitoresca, entre Alexis Tocqueville e Sérgio Buarque de Holanda. “A Democracia na América” encontraria “As Raízes do Brasil”, com o respeito à regra, o instrumentalismo americano e seu pragmatismo encontrando “o homem cordial” brasileiro.

Se laços de confiança e proximidade pessoal passam a importar mais do que as instituições consagradas, o mérito dá lugar ao laço pessoal. A regra importa menos do que a afetividade e a pessoalidade.

Assim, a meritocracia, a eficiência, o respeito às instituições vão perdendo espaço. E o que fica?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sinais dos novos tempos?

Os primeiros sinais efetivos dos novos tempos já fazem eco na formação de expectativa dos agentes econômicos.

O índice de incerteza de comércio (Trade Policy Uncertainty, derivado de pesquisas automatizadas de texto nos arquivos eletrônicos de sete jornais) bateu 323,75 pontos, o maior patamar da série histórica.

No mercado de capitais, depois de uma longa liderança de Wall Street, as bolsas europeias apresentam valorização notadamente mais destacada em 2025. A maioria dos índices de ações europeus sobe mais de 10% neste ano, contra uma alta bem mais moderada da renda variável norte-americana.

A clássica pesquisa com gestores do Bank of America Merrill Lynch (BofA) mais recente apontou aumento expressivo da expectativa de performance superior das ações globais frente àquelas dos EUA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Comentando a vitória da direita moderada na Alemanha, o banco Société Générale identificou um novo capítulo positivo para os mercados europeus. Michael Hartnett, também do BofA, tem sintetizado o novo momento dos fluxos de capital globais na substituição do acrônimo “AIAI" (all-in on artificial intelligence) para BIG (bonds, international, na perspectiva norte-americana, e gold).

Desde a catálise do evento DeepSeek, a rachadura no ambiente envolvendo as Mag7 nos EUA, para usar a expressão de Nassim Taleb, os fluxos de capital anteriormente drenados por Nvidia e afins agora se destinam a outros lugares. O que foi um grande aspirador de pó da liquidez global nos últimos anos agora atua na outra ponta, provendo recursos.

Tudo isso acontece num momento em que a conjuntura norte-americana emite sinais erráticos e ambíguos. O PMI Composto preliminar da S&P Global para os EUA, que acompanha os setores de manufatura e serviços, caiu para 50,4. Essa foi a leitura mais baixa desde setembro de 2023 e ficou aquém dos 52,7 registrados em janeiro.

Em paralelo, a confiança do consumidor registrou um tombo muito além do esperado, enquanto as expectativas de inflação para longo prazo se deterioraram.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme gosta de lembrar Ray Dalio, as décadas costumam apresentar alternância de bons desempenhos relativos entre regiões e classes de ativos.

Todo o excepcionalismo de Wall Street visto nos últimos anos pode finalmente estar dando lugar a um rali de Europa, China e outros mercados emergentes.

No Brasil, o consenso ainda aponta para apenas um ajuste técnico, uma “subida no vazio”, sem grande alteração de fundamentos, uma mera recuperação cíclica.

Alguns poucos já começaram a mudar de ideia, vendo um pouco mais do que um pequeno rali dentro de um grande bear market. Quando a ideia de um movimento mais estrutural virar predominante, pode ser tarde demais para comprar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar