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Entre a crise e a oportunidade: Prejuízo trimestral e queda no lucro anual da Petrobras pesam sobre o Ibovespa

Além do balanço da Petrobras, os investidores reagem hoje à revisão do PIB dos EUA e à taxa de desemprego no Brasil

27 de fevereiro de 2025
8:04 - atualizado às 13:38
Logo da Petrobras diante de gráfico de ações. PETR4 Ibovespa Bolsa
Petrobras - Imagem: Montagem Canva Pro

Os chineses parecem ter ditado para tudo. Talvez não se espere menos de uma civilização surgida há quase 6 mil anos. Às vezes, esse acúmulo de conhecimento é absorvido em detalhes inesperados, como nos caracteres chineses.

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Enquanto nosso alfabeto se limita a 26 letras, os falantes do mandarim, do cantonês e dos outros idiomas usados pelos chineses podem recorrer a dezenas de milhares de caracteres para se comunicarem. Será possível conhecer todos?

A posição de cada traço parece capaz de mudar o sentido de uma palavra — e também confundir os tradutores. Nesse sentido, chama a atenção o logograma referente a “crise”.

Ele une dois caracteres que, isolados, significariam “risco” e “oportunidade”. Alguns especialistas contestam essa tradução, mas o que nos importa aqui é a mensagem, não o debate linguístico.

O fato é que uma crise é, sim, capaz de gerar oportunidades. Não apenas de negócios. De mudanças também.

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Quem parece viver em crise desde sempre é o setor brasileiro de varejo. Entre os principais motivos estão os juros altos.

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A taxa Selic encontra-se atualmente em 13,25% ao ano. A sinalização do Banco Central é de que ela será elevada a 14,25% em março.

Parece demais — e é mesmo —, mas esse nível da taxa de juros é condizente com a média dos últimos 25 anos. Infelizmente.

Agora, com os juros altos, a inflação em descompasso com as expectativas, a queda no consumo, o endividamento das empresas e novos concorrentes para tudo o que é lado, as varejistas tentam transformar a crise em oportunidade.

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O Magazine Luiza, por exemplo, está de olho no futuro.

Em entrevista à repórter Micaela Santos, o diretor do Magalu Cloud, Christian Reis, explicou como a empresa quer capturar oportunidades nos serviços de computação em nuvem com serviços mais baratos que os das empresas tradicionais.

O peso da Petrobras

O Ibovespa vem de uma queda de quase 1% na quarta-feira e não terá vida fácil para tentar uma recuperação hoje.

Isso porque a Petrobras, um dos grandes pesos-pesados da bolsa brasileira, reportou prejuízo bilionário no quarto trimestre de 2024, entregou lucro anual acumulado 70% menor na comparação com 2023 e informou que não vai pagar dividendos extraordinários.

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Em reação, os ADRs da Petrobras chegaram a tombar 7% ontem, no after-market. Hoje pela manhã, no pré-mercado, a queda era de pouco menos de 3%.

Na reportagem da Carolina Gama, você confere os detalhes do balanço da Petrobras.

Os investidores também reagem hoje à revisão do PIB dos EUA no quarto trimestre, aos resultados fiscais do governo central e à Pnad Contínua, que atualizará a taxa de desemprego.

O que você precisa saber hoje

SELIC EM 14,25% AO ANO EM MARÇO?

POWERED BY EQI

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A EQI Investimentos recomenda um ativo com retorno-alvo de CDI +2% ao ano e isenção de Imposto de Renda, aproveitando o ciclo de alta dos juros. O Banco Central já sinalizou que a Selic pode chegar a 14,25% ao ano em março.

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Kevin Warsh, antigo membro do conselho de governadores do Fed, fala dos pontos fortes e fracos do novo governo norte-americano em uma conversa com André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual.

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DIÁRIO DOS 100 DIAS
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Em participação no BTG CEO Conference 2025, os presidentes recapitularam a trajetória das companhias, privatizadas em 2022 (Eletrobras), 2023 (Copel) e a mais recente em 2024 (Sabesp).

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O cenário macroeconômico dos EUA, aliado a outros fatores, intensifica a queda do mercado de criptomoedas na última semana.

PROFECIA AUTORREALIZÁVEL
Para os tubarões do mercado, tamanho pode ser um problema: rebalanceamento automático leva fundos de pensão a perder bilhões, diz estudo.
Segundo artigo da Duke Fuqua School of Business, esses grandes fundos perdem cerca de US$ 16 bilhões por ano porque outros investidores antecipam seu movimento de rebalanceamento de carteiras.

ÁGUA NO CHOPP
Ambev (ABEV3) é a maior alta do Ibovespa após salto no lucro e dividendos bilionários, mas bancos dizem que o copo não está tão cheio assim.
Enquanto os investidores se empolgam com os anúncios da companhia de bebidas, o BTG Pactual e Itaú BBA enxergam dificuldades no horizonte, entre elas, a concorrência com a Heineken; saiba se mesmo assim vale a pena colocar os papéis na carteira.

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DESTAQUES DA BOLSA
Telefônica (VIVT3) desaba na bolsa mesmo após lucro bilionário no 4T24. O que desagradou o mercado no balanço da dona da Vivo?
Companhia registrou lucro líquido de R$ 1,76 bilhão no quarto trimestre de 2024, uma alta de 10,1% em relação ao mesmo período de 2023; mesmo assim, foi uma das maiores quedas do Ibovespa.

BALANÇO
O IRB (IRBR3) finalmente saiu do calvário? Lucro da resseguradora quase triplica no 4T24, mas volatilidade segue no radar.
A empresa de resseguros teve um lucro líquido de R$ 112,4 milhões no quarto trimestre de 2024, expansão de 196,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

ARRUMANDO A CASA
Em meio à fusão com a Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) avança na reestruturação e pede o cancelamento do registro de ações nos EUA.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração durante assembleia no dia 17 de fevereiro.

OTIMISMO RENOVADO
BB Investimentos eleva recomendação de M. Dias Branco (MDIA3) e define novo preço-alvo; entenda o que induziu a mudança.
Analistas tinham rebaixado a recomendação após o terceiro trimestre de 2024; agora, o jogo virou para a empresa de alimentos.

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DINHEIRO NA CONTA
Dividendos e JCP: Banco do Brasil (BBAS3), Copasa (CSMG3) e Ultrapar (UGPA3) pagarão juntas mais de R$ 1,5 bilhão; saiba como receber.
O maior valor anunciado é do Banco do Brasil (BBAS3), que pagará de maneira antecipada R$ 852,5 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP).

UM GIRO NA EUROPA
Oscar 2025: como fazer a tour pela Polônia do filme ‘A Verdadeira Dor’, com Kieran Culkin e Jesse Eisenberg.
Obra dirigida e co-estrelada por Jesse Eisenberg passa por cenários-chave em Varsóvia e em Lublin; com extrema sensibilidade, diretor leva os personagens e os espectadores a uma jornada quase autobiográfica.

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