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Entre a crise e a oportunidade: Prejuízo trimestral e queda no lucro anual da Petrobras pesam sobre o Ibovespa

Além do balanço da Petrobras, os investidores reagem hoje à revisão do PIB dos EUA e à taxa de desemprego no Brasil

27 de fevereiro de 2025
8:04 - atualizado às 14:56
Logo da Petrobras diante de gráfico de ações. PETR4 Ibovespa Bolsa
Imagem: Montagem Canva Pro

Os chineses parecem ter ditado para tudo. Talvez não se espere menos de uma civilização surgida há quase 6 mil anos. Às vezes, esse acúmulo de conhecimento é absorvido em detalhes inesperados, como nos caracteres chineses.

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Enquanto nosso alfabeto se limita a 26 letras, os falantes do mandarim, do cantonês e dos outros idiomas usados pelos chineses podem recorrer a dezenas de milhares de caracteres para se comunicarem. Será possível conhecer todos?

A posição de cada traço parece capaz de mudar o sentido de uma palavra — e também confundir os tradutores. Nesse sentido, chama a atenção o logograma referente a “crise”.

Ele une dois caracteres que, isolados, significariam “risco” e “oportunidade”. Alguns especialistas contestam essa tradução, mas o que nos importa aqui é a mensagem, não o debate linguístico.

O fato é que uma crise é, sim, capaz de gerar oportunidades. Não apenas de negócios. De mudanças também.

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Quem parece viver em crise desde sempre é o setor brasileiro de varejo. Entre os principais motivos estão os juros altos.

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A taxa Selic encontra-se atualmente em 13,25% ao ano. A sinalização do Banco Central é de que ela será elevada a 14,25% em março.

Parece demais — e é mesmo —, mas esse nível da taxa de juros é condizente com a média dos últimos 25 anos. Infelizmente.

Agora, com os juros altos, a inflação em descompasso com as expectativas, a queda no consumo, o endividamento das empresas e novos concorrentes para tudo o que é lado, as varejistas tentam transformar a crise em oportunidade.

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O Magazine Luiza, por exemplo, está de olho no futuro.

Em entrevista à repórter Micaela Santos, o diretor do Magalu Cloud, Christian Reis, explicou como a empresa quer capturar oportunidades nos serviços de computação em nuvem com serviços mais baratos que os das empresas tradicionais.

O peso da Petrobras

O Ibovespa vem de uma queda de quase 1% na quarta-feira e não terá vida fácil para tentar uma recuperação hoje.

Isso porque a Petrobras, um dos grandes pesos-pesados da bolsa brasileira, reportou prejuízo bilionário no quarto trimestre de 2024, entregou lucro anual acumulado 70% menor na comparação com 2023 e informou que não vai pagar dividendos extraordinários.

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Em reação, os ADRs da Petrobras chegaram a tombar 7% ontem, no after-market. Hoje pela manhã, no pré-mercado, a queda era de pouco menos de 3%.

Na reportagem da Carolina Gama, você confere os detalhes do balanço da Petrobras.

Os investidores também reagem hoje à revisão do PIB dos EUA no quarto trimestre, aos resultados fiscais do governo central e à Pnad Contínua, que atualizará a taxa de desemprego.

O que você precisa saber hoje

SELIC EM 14,25% AO ANO EM MARÇO?

POWERED BY EQI

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A EQI Investimentos recomenda um ativo com retorno-alvo de CDI +2% ao ano e isenção de Imposto de Renda, aproveitando o ciclo de alta dos juros. O Banco Central já sinalizou que a Selic pode chegar a 14,25% ao ano em março.

À ESPERA DE UMA JANELA
A culpa é da Selic: seca de IPOs na B3 deve persistir em 2025, diz Anbima.
Enquanto o mercado brasileiro segue sem nenhuma sinalização de retomada de ofertas públicas iniciais, algumas empresas locais devem tentar a sorte lá fora.

REAÇÃO AO BALANÇO
WEG (WEGE3) apanha na B3 após um trimestre não tão perfeito. Quais linhas do balanço do 4T24 desagradaram os investidores?
Na avaliação do BTG Pactual, era necessário que o balanço da WEG fosse perfeito, e não foi, com uma receita forte, mas margem frustrante — um leve déjà vu do resultado do terceiro trimestre, aliás.

CEO CONFERENCE 2025
O calcanhar de Aquiles que pode derrubar Trump e a maior economia do mundo.
Kevin Warsh, antigo membro do conselho de governadores do Fed, fala dos pontos fortes e fracos do novo governo norte-americano em uma conversa com André Esteves, chairman e sócio sênior do BTG Pactual.

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DIÁRIO DOS 100 DIAS
Fogo alto: o dia em que um embaixador baixou a temperatura entre Lula e Trump.
Depois de um discurso inflamado e cheio de indiretas do petista, Maurício Lyrio entra em cena; queda de braço do republicano, no entanto, chega a Wall Street.

IR 2025
Mudou-se para o exterior em 2024? Prazo de entrega da Comunicação de Saída Definitiva à Receita está acabando.
Quem se mudou do Brasil no ano passado tem até 28 de fevereiro para enviar documento que avisa à Receita Federal que o contribuinte não é mais residente fiscal no país. Veja como fazer.

PRODUÇÃO FAMILIAR NO VALE DA GRAMA
‘Terroir-roça’: vinho da Serra da Mantiqueira é o único rótulo brasileiro em premiação internacional.
Produzido em vinícola familiar, o rótulo do Brasil foi avaliado por sommeliers internacionais; outros 22 vinhos da América do Sul também foram premiados.

CEO CONFERENCE BRASIL 2025
De estatais a ‘máquinas de dividendos’? Os planos de Copel (CPLE6), Sabesp (SBSP3) e Eletrobras (ELET6) após a privatização.
Em participação no BTG CEO Conference 2025, os presidentes recapitularam a trajetória das companhias, privatizadas em 2022 (Eletrobras), 2023 (Copel) e a mais recente em 2024 (Sabesp).

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CEO CONFERENCE 2025
Rubens Menin, fundador da MRV e do banco Inter, fala em busca por ‘consciência fiscal coletiva’ e ‘luz no fim do túnel’, mas falta enxergá-la.
Comentários de Rubens Menin foram feitos durante painel na CEO Conference 2025, promovida pelo banco BTG Pactual.

MUNDO CRIPTO
Derrocada das criptomoedas: por que o bitcoin (BTC) caiu para US$ 84 mil — falha que levou a hack de US$ 1,4 bi não foi da Bybit.
O cenário macroeconômico dos EUA, aliado a outros fatores, intensifica a queda do mercado de criptomoedas na última semana.

PROFECIA AUTORREALIZÁVEL
Para os tubarões do mercado, tamanho pode ser um problema: rebalanceamento automático leva fundos de pensão a perder bilhões, diz estudo.
Segundo artigo da Duke Fuqua School of Business, esses grandes fundos perdem cerca de US$ 16 bilhões por ano porque outros investidores antecipam seu movimento de rebalanceamento de carteiras.

ÁGUA NO CHOPP
Ambev (ABEV3) é a maior alta do Ibovespa após salto no lucro e dividendos bilionários, mas bancos dizem que o copo não está tão cheio assim.
Enquanto os investidores se empolgam com os anúncios da companhia de bebidas, o BTG Pactual e Itaú BBA enxergam dificuldades no horizonte, entre elas, a concorrência com a Heineken; saiba se mesmo assim vale a pena colocar os papéis na carteira.

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DESTAQUES DA BOLSA
Telefônica (VIVT3) desaba na bolsa mesmo após lucro bilionário no 4T24. O que desagradou o mercado no balanço da dona da Vivo?
Companhia registrou lucro líquido de R$ 1,76 bilhão no quarto trimestre de 2024, uma alta de 10,1% em relação ao mesmo período de 2023; mesmo assim, foi uma das maiores quedas do Ibovespa.

BALANÇO
O IRB (IRBR3) finalmente saiu do calvário? Lucro da resseguradora quase triplica no 4T24, mas volatilidade segue no radar.
A empresa de resseguros teve um lucro líquido de R$ 112,4 milhões no quarto trimestre de 2024, expansão de 196,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

ARRUMANDO A CASA
Em meio à fusão com a Azul (AZUL4), Gol (GOLL4) avança na reestruturação e pede o cancelamento do registro de ações nos EUA.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração durante assembleia no dia 17 de fevereiro.

OTIMISMO RENOVADO
BB Investimentos eleva recomendação de M. Dias Branco (MDIA3) e define novo preço-alvo; entenda o que induziu a mudança.
Analistas tinham rebaixado a recomendação após o terceiro trimestre de 2024; agora, o jogo virou para a empresa de alimentos.

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DINHEIRO NA CONTA
Dividendos e JCP: Banco do Brasil (BBAS3), Copasa (CSMG3) e Ultrapar (UGPA3) pagarão juntas mais de R$ 1,5 bilhão; saiba como receber.
O maior valor anunciado é do Banco do Brasil (BBAS3), que pagará de maneira antecipada R$ 852,5 milhões em Juros sobre Capital Próprio (JCP).

UM GIRO NA EUROPA
Oscar 2025: como fazer a tour pela Polônia do filme ‘A Verdadeira Dor’, com Kieran Culkin e Jesse Eisenberg.
Obra dirigida e co-estrelada por Jesse Eisenberg passa por cenários-chave em Varsóvia e em Lublin; com extrema sensibilidade, diretor leva os personagens e os espectadores a uma jornada quase autobiográfica.

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