O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Esta empresa beneficiada pelo Minha Casa Minha Vida deve ter um dividend yield de 13% em 2025, podendo chegar a 20%
Não é fácil trabalhar com construção civil no Brasil. Burocracia, oscilação de custos, mão de obra, altas taxas de juros e clima são apenas alguns dos desafios encontrados pelas incorporadoras no ambiente doméstico.
Neste cenário, empreender no mercado imobiliário exige planejamento de longo prazo, resiliência diante das incertezas e uma capacidade constante de adaptação às mudanças regulatórias e econômicas que afetam diretamente a viabilidade dos projetos.
Apesar das dificuldades, a cesta de incorporadoras listadas é destaque no acumulado do ano. Nestes primeiros 75 dias de pregão, o Índice Imobiliário (IMOB), composto por construtoras e shoppings, acumula alta de 23,6%, contra 6,7% do Ibovespa.
É verdade que o ponto de partida tem grande influência neste gráfico — ao final de dezembro, as ações das incorporadoras estavam consideravelmente pressionadas. Além disso, pela característica “beta” do setor imobiliário, é natural que o IMOB tenha um desempenho superior em janelas de alta. Ainda assim, existem fundamentos que justificam a sólida performance.
Entre eles, a presença crescente de estratégias enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida é um dos principais.
Leia Também
Há um objetivo claro do governo em direção ao programa, dado que é historicamente efetivo e com forte apelo popular. Inclusive, na última semana, tivemos atualizações no Minha Casa Minha Vida, validadas pelo conselho do FGTS. Em resumo, foi criada uma nova faixa de renda (4) e os tetos das faixas antigas foram atualizados, permitindo a entrada de novos participantes ao programa.
Além disso, a sustentabilidade do FGTS, fonte de financiamento do programa, recebeu reforço de R$ 18 bilhões proveniente do Fundo Social do pré-sal.
Por meio do incentivo do governo, aliado ao elevado déficit habitacional do país, as incorporadoras alcançam projetos menos sensíveis às condições de mercado, possibilitando maior previsibilidade e resiliência nos resultados.
Obviamente, isso não deixa a empresa imune a problemas operacionais pontuais e/ou dificuldades financeiras. Ainda assim, notam-se resultados históricos das companhias posicionadas no setor, tal como Direcional (DIRR3) e Cury (CURY3).
Na parcela operacional, apesar dos custos de mão de obra ainda incomodarem, nota-se uma estabilidade razoável dos outros componentes neste início de ano, fator que deve manter as margens dos projetos em níveis saudáveis.
Na minha visão, estes eventos são importantes para a manutenção do crescimento sólido para o setor no curto prazo.
Para o segmento de média/alta renda, a visibilidade é menor, tendo em vista o impacto dos juros elevados e da competição de empreendimentos nas principais praças. Não à toa, temos diversas companhias tradicionais deste segmento migrando seus lançamentos para os projetos “populares”.
Entre as incorporadoras, Cury e Direcional são as principais escolhas da Empiricus. O segmento econômico apresenta uma assimetria interessante, considerando os múltiplos razoáveis diante da conjuntura, a distribuição de dividendos e as opcionalidades envolvidas.
Inclusive, olhando o perfil de seus projetos / landbank, ambas as empresas são grandes beneficiadas pela última revisão de parâmetros do MCMV.
Em especial, gostaria de destacar a tese de investimento de Direcional (DIRR3), presente há anos nas recomendações da Empiricus.
No consolidado de 2024, os lançamentos da companhia totalizaram R$ 5,8 bilhões de Valor Geral de Vendas (VGV). O montante foi o maior volume já registrado pela empresa e representou um crescimento de 18,5% em relação ao ano anterior. As vendas líquidas também foram recordes, totalizando R$ 6,3 bilhões.
A empresa recentemente divulgou a prévia dos resultados operacionais do 1T25, que seguiu o ritmo sólido dos últimos trimestres. Foram lançados 17 novos empreendimentos/etapas no trimestre, totalizando um VGV de R$ 901 milhões, sendo 75% sob a marca Direcional e 25% sob a marca Riva. O montante correspondente à participação da companhia (R$ 802 milhões) representa um crescimento de 47% em relação ao 1T24, ligeiramente acima das nossas projeções.
A companhia entregou um indicador Vendas sobre Oferta (VSO) consolidado de 23% no trimestre, próximo às expectativas do mercado. Observa-se uma desaceleração desse indicador em relação aos trimestres anteriores, justificada pela sazonalidade típica do início de ano.
O estoque da Direcional encerrou o trimestre com um VGV de R$ 3,69 bilhões, equivalente a um nível controlado de aproximadamente nove meses de vendas.
Apesar do resultado sem surpresas, interpreto que os números da empresa estão subestimados pelo mercado. Ademais, mesmo com a forte valorização dos últimos anos, o papel segue com pontos de atratividade.
Em uma perspectiva de renda, por exemplo, entendo que seja uma ação pertinente para o portfólio. Com a sólida geração de caixa dos últimos trimestres, a Direcional tem realizado consecutivas distribuições de capital aos investidores — em 2024, o payout foi de 90%.
Para 2025, diante da continuidade deste cenário (é esperado um aumento da geração de caixa no segundo semestre), estimamos um dividend yield de 13% para DIRR3, com potencial de alcançar 20%, condicionado pela recente operação de venda parcial da marca Riva.
Inclusive, sobre a Riva, as recentes mudanças do MCMV devem gerar nova oxigenação para os resultados, tendo em vista o enquadramento dos projetos na Faixa 4.
Ademais, o múltiplo Preço/Lucro (P/E) de 7,5x para 2025, alinhado à média dos últimos três anos, me parece discreto em um cenário próspero para a companhia.
Entre os pontos de atenção, é imprescindível estar ciente que o setor de construção civil é cíclico e sensível às oscilações de mercado. Ademais, é suscetível aos riscos do negócio, envolvendo obras e mudanças nas condições de financiamento.
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana
O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas
Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta
Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado
Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo
A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno