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Mesmo com novas regras de emissão e liquidez, ativos isentos de IR chegaram a ver altas de dois dígitos no ano, na busca do investidor por segurança e rentabilidade
Com a alta dos juros futuros e a retomada do ciclo de aumentos da taxa Selic, a renda fixa não apenas desponta como a classe de ativos mais popular do ano entre os investidores pessoas física brasileiros, como a busca por seus representantes isentos de imposto de renda continua crescendo, mesmo com as restrições às emissões de CRIs e CRAs e liquidez a LCIs e LCAs impostas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) no início do ano.
Segundo levantamento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), o investimento em ativos de renda fixa foi um dos que mais cresceram nos primeiros nove meses de 2024 em relação a dezembro do ano passado.
A alta foi de 13,8%, totalizando R$ 4,16 trilhões ao final de setembro de 2024, perdendo apenas para a categoria previdência, que teve alta de 15,2% no período, para R$ 1,20 trilhão.
O investimento em renda variável cresceu apenas 5,3% na mesma base de comparação, alcançando R$ 1,03 trilhão, enquanto os instrumentos híbridos, que incluem fundos multimercados, fundos cambiais, fundos imobiliários, ETFs (fundos de índice) e Certificados de Operações Estruturadas (COEs) subiram apenas 2,8%, para R$ 790,1 bilhões.
“Com a alta da Selic e maior aversão a risco, houve um aumento de recursos alocados em produtos de renda fixa. É natural que o investidor tente compor sua carteira buscando mais estabilidade”, disse, em nota, Ademir A. Correa Júnior, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima.
Mesmo com as restrições aos títulos de renda fixa isentos de imposto de renda (LCIs, LCAs, CRIs e CRAs) anunciadas no início do ano, a demanda por esses instrumentos continuou forte.
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No caso das LCIs e LCAs, houve um aumento do período de carência dos títulos, período no qual eles não podem ser resgatados, que passou de três para nove meses, em ambos os casos.
Já no caso de CRIs e CRAs, o CMN restringiu os tipos de negócios e projetos que podem emitir esses papéis apenas a empresas que tenham a atividade imobiliária e o agronegócio como atividade principal.
Segundo o levantamento da Anbima, o investimento das pessoas físicas nos títulos de renda fixa isenta chegou a R$ 1,18 trilhão ao final de setembro de 2024, um aumento de 10,3% em comparação ao fechamento de 2023.
E todos os ativos com benefício fiscal viram variações positivas no período, mesmo aqueles que foram afetados pelas novas regras do CMN:
"Em fevereiro, havia expectativas sobre qual seria o comportamento desses produtos frente às novas regras do CMN. O que nós vimos foi um crescimento, em muitos casos de dois dígitos, na procura por esses títulos em função da Selic em alta e da busca por rentabilidade e segurança, mesmo que com liquidez menor", disse Correa Júnior em nota.
Já as debêntures incentivadas, isentas de imposto de renda por financiarem empresas e projetos de infraestrutura, não sofreram mudanças nas suas regras, mas viram uma disparada na demanda por parte dos investidores pessoas físicas, diretamente ou via fundos.
A procura mais forte se deveu justamente ao fato de esses ativos não terem sofrido restrições de emissão ou liquidez e também por um temor, por parte do mercado, de que em breve fossem também alvo de algum tipo de mudança pelo governo.
Assim, o investimento das pessoas físicas em debêntures incentivadas cresceu 17% nos primeiros nove meses de 2024, para R$ 77,27 bilhões.
Mesmo produtos de renda fixa sem isenção de IR, porém, viram saltos substanciais no período, com a aversão a risco dos investidores. O investimento em debêntures tradicionais cresceu 26,7%, para R$ 44,62 bilhões, e a aplicação em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) subiu 15,5%, para R$ 996,67 bilhões.
Os títulos públicos, que podem ser adquiridos via Tesouro Direto ou mercado secundário, totalizaram R$ 172,39 bilhões ao fim de setembro, alta de 15% ante o fim de 2023.
Até a caderneta de poupança, com sua modesta rentabilidade, mas isenta de IR, viu alta no volume investido de 3,9% no ano, para R$ 962 bilhões.
A título de comparação, o investimento em ações por parte das pessoas físicas subiu apenas 7,9% no período, para R$ 758,89 bilhões.
A renda fixa também brilhou entre os fundos de investimento. O investimento via fundos viu um crescimento de 12% nos primeiros nove meses de 2024, para R$ 1,79 trilhão, puxados sobretudo pelos fundos de renda fixa e Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs).
Cerca de um ano após a liberação do investimento em FIDCs para o público geral, incluindo investidores de varejo, as aplicações nesse tipo de produto cresceram 52%, totalizando R$ 14,4 bilhões em setembro de 2024 em comparação ao final de dezembro de 2023.
“Embora o volume dos FIDCs ainda seja pouco representativo na carteira dos brasileiros, a decisão da CVM [Comissão de Valores Mobiliários] abriu mais uma via de diversificação para o pequeno investidor e estimulou gestores a estruturem novos produto pensando nesse público”, diz o executivo da Anbima, em nota.
Já o investimento em fundos de renda fixa avançou 32,6% no período, totalizando R$ 766,95 bilhões ao final de setembro.
Outras classes de ativos que viram crescimento no período foram os fundos imobiliários (alta de 18,1%, para R$ 109,20 bilhões), os ETFs (alta de 42,9%, para R$ 10,68 bilhões) e os Fundos de Investimento em Participações (FIPs) (alta de 15,9%, para R$ 32,20 bilhões).
O mau desempenho da bolsa e os resgates dos investidores avessos ao risco, por outro lado, levam os fundos multimercados e de ações a sofrerem em 2024, com uma redução do patrimônio investido.
Os multimercados viram recuo de 2,8% no volume investido, para R$ 614,19 bilhões, enquanto os fundos de ações, que incluem os Fundos Mútuos de Privatização (FMPs) tiveram queda de 3,2%, para R$ 241 bilhões.
Os fundos cambiais foram a classe de fundos com maior queda, de 23,3%, para R$ 1,7 bilhão.
Os investimentos das pessoas físicas somaram R$ 7,22 trilhões até o fim de setembro, o que representa um aumento de 11,5% até o fim de dezembro. O valor se refere a aplicações de clientes do varejo, tradicional e alta renda, e do private (segmento com mais de R$ 5 milhões investidos).
Segundo a Anbima, nos primeiros nove meses do ano, o volume aplicado por clientes de varejo alta renda cresceu 12,9%, para R$ 2,5 trilhões, enquanto o valor aplicado pelo varejo tradicional acumulou alta de 11,9%, chegando a R$ 2,39 trilhões no fim de setembro. Já o private avançou 9,6% no mesmo período, para um total de R$ 2,31 trilhões.
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