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A ofensiva teve como alvo o comandante do Hezbollah, responsável pelo disparo de foguetes contra o território israelense ocorrido no último fim de semana e que matou 12 crianças e adolescentes
O ataque de Israel a Beirute, a capital do Líbano, aumentou os receios dos investidores com a possibilidade de escalada de conflitos no Oriente Médio e enviou uma onda de aversão ao risco nos mercados financeiros internacionais.
As taxas dos títulos do Tesouro norte-americano chegaram a renovar mínimas na sessão desta terça-feira (30). Os principais índices de Nova York também perderam fôlego, enquanto o petróleo terminou o dia em queda, de olho na escalada do conflito e também na China.
Por aqui, a reação à notícia do ataque de Israel foi mais observada no Ibovespa, que aprofundou a queda e ameaçou perder a marca dos 126 mil pontos.
Minutos depois de o exército de Israel confirmar o ataque no subúrbio da capital do Líbano, o ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, escreveu uma mensagem no X de apenas uma linha: "O Hezbollah cruzou a linha vermelha".
A publicação confirma que a ofensiva foi uma retaliação pela investida atribuída ao grupo militante na Colinas de Golã, durante o final de semana.
Segundo a CNN, os EUA foram avisados pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu antes da resposta bélica. Washington não acredita que haverá uma escalada para um conflito regional, ainda segundo a emissora de notícias.
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O ataque, segundo Israel, tinha como alvo o comandante do Hezbollah, responsável pelo disparo de foguetes contra o território israelense ocorrido no último fim de semana e que matou 12 crianças e adolescentes.
Hoje, novos disparos vindos do Líbano em direção ao norte de Israel provocaram a morte de mais um civil.
De acordo com a imprensa internacional, o ataque com foguetes de Israel a Beirute atingiu um prédio residencial localizado ao lado de um hospital, e fez com que metade da estrutura desabasse e atingisse o hospital.
Paramédicos foram vistos carregando várias pessoas feridas para fora dos edifícios danificados, e até o momento foi confirmada uma morte e 68 feridos.
As Forças de Defesa de Israel confirmaram, horas depois, que mataram o principal comandante militar do Hezbollah, Fouad Shukar, na operação. Vários veículos de imprensa já haviam antecipado a informação, mas relatos de que Shukar poderia estar vivo também chegaram a circular.
Em publicação nas redes sociais, a Defesa israelense disse que Shukar, também conhecido como Al-Hajj Mohsen, era braço direito do secretário-geral do grupo militar extremista, Hassan Nasrallah.
Mohsen teria liderado os esforços contra Israel desde 8 outubro e foi responsável pelo assassinato de cidadãos israelenses, segundo a nota.
O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Daniel Hagari, disse que o país está preparado para lidar com "qualquer cenário de guerra".
Ele afirmou ainda que Israel prefere resolver suas questões com o Hezbollah sem levar a uma escalada na região, mas que o grupo militar tem criado riscos ao Oriente Médio diante de perseguições a israelenses.
Hagari destacou que, desde o início do ataque do Hamas, em 7 de outubro do ano passado, 60 mil israelenses já tiveram que se deslocar de suas casas por atos de grupos inimigos.
*Com informações da Associated Press e da CNBC
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