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O resultado preliminar só aumenta a incerteza sobre a composição do governo da quarta maior economia do mundo e ainda coloca em risco os planos do Banco Central para os juros

O iene entrou em rota de desvalorização ante o dólar neste domingo (27) diante dos sinais de que o partido do primeiro-ministro do Japão, Shigeru Ishiba, ficará sem a maioria parlamentar pela primeira vez em 15 anos.
Por volta de 16h20, o dólar avançava a 152,999 ienes, de 152,31 ienes no fim da tarde de sexta-feira (25).
Se as projeções da imprensa local se confirmarem, o resultado joga a quarta maior economia do mundo em um ambiente de incerteza política.
Além disso, o fato de o partido do premiê perder a maioria pode atrasar o processo de aumento de juros do Banco do Japão (BoJ), que anuncia a decisão de política monetária na próxima quinta-feira (31).
O Partido Liberal Democrático (PLD) governa o Japão durante quase toda a história do país no pós-guerra. Mas, ao que tudo indica, a legenda foi punida nas urnas por conta de um escândalo de financiamento e da inflação.
De acordo com uma pesquisa da Nippon TV, junto com o Komeito — partido menor de coalizão — obteriam 198 das 465 cadeiras na Câmara Baixa do Parlamento japonês. O mínimo necessário para que o PLD mantivesse a maioria seriam 233 cadeiras.
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Se o resultado da pesquisa se confirmar, esse seria o pior desempenho do partido desde 2009, quando a coalizão do governo perdeu o poder por um breve período.
Se a previsão estiver certa, o Partido Democrático Constitucional do Japão (PDCJ) — principal partido de oposição no país — deve levar 157 cadeiras.
Esse resultado, no entanto, deve bagunçar a política japonesa. Isso porque os partidos precisarão fazer acordos de divisão de poder para governar, o que pode jogar a quarta maior economia do mundo na instabilidade.
Vale lembrar que o Japão já enfrenta ventos econômicos contrários e um ambiente cada vez mais tenso na Ásia.
O primeiro-ministro japonês convocou eleições antecipadas logo depois de ser escolhido para liderar o PLD, em setembro.
A esperança de Ishida era de conseguir um mandato público para seu cargo — seu antecessor, Fumio Kishida, renunciou como premiê depois de perder apoio em meio ao aumento do custo de vida e a um escândalo envolvendo doações não registradas a legisladores.
*Com informações da Reuters
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