Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Política Europeia

Decisão de Macron de dissolver Parlamento e convocar eleições antecipadas é aposta política de alto risco

Atitude de Macron vem após avanço do partido de extrema direita Reunião Nacional nas eleições do Parlamento Europeu

Emmanuel Macron, presidente da França
O presidente francês, Emmanuel Macron, que dissolveu o Parlamento e convocou novas eleições Imagem: Shutterstock

A decisão do presidente francês, Emmanuel Macron, de convocar eleições parlamentares antecipadas após um avanço repentino de seus rivais de extrema direita é uma medida de alto risco e uma enorme aposta política, dizem analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Macron anunciou a dissolução do Parlamento francês e a convocou novas eleições após o partido de direita Reunião Nacional (RN), que tem Marine Le Pen na liderança, obteve cerca de 31% dos votos nas eleições deste domingo para o Parlamento Europeu.

Esse percentual é mais do dobro dos 14,6% obtidos pelo Partido do Renascimento, pró-europeu e centrista, de Macron e seus aliados, segundo informações da rede de TV CNBC.

Os mercados não reagiram bem à decisão do presidente francês. O CAC 40, da Bolsa da França, caiu 1,8% logo no início das negociações na manhã desta segunda-feira, com os bancos franceses negociando em forte baixa. O BNP Paribas e o Société Générale lideravam as perdas do Stoxx 600, ambos com baixa de 6%. O euro caía cerca de 0,4% em relação ao dólar em meio às incertezas.

Discurso em rede nacional de TV

“Este é um momento essencial para esclarecimentos”, disse Macron num discurso em rede nacional de TV no domingo à noite, ao anunciar a sua decisão de dissolver o parlamento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ouvi a sua mensagem, as suas preocupações e não as deixarei sem resposta... A França precisa de uma maioria clara para agir com serenidade e harmonia”, acrescentou. O primeiro turno de votação acontecerá no dia 30 de junho, e o segundo será realizado no dia 7 de julho.

Leia Também

DESFECHO

Bilionário na cadeia: como o colapso da Evergrande fez o ex-homem mais rico da China ser condenado à prisão perpétua

SEM GABARITO

Super Quarta com os dias contados? Nova proposta do presidente do Fed pode deixar investidor ainda mais no escuro

Tal como está, o Partido do Renascimento de Macron tem 169 assentos na Câmara Baixa do Parlamento francês, de um total de 577 assentos, e o RN tem 88 assentos.

Uma sondagem da empresa de pesquisas Ipsos, com 4.000 pessoas questionadas sobre suas intenções de voto em dezembro passado sugeriu que o RN poderia obter de 243 a 305 assentos, dando-lhe maioria no Parlamento.

Pressão da extrema direita

Com resultado nessa tendência nas próximas eleições, Macron provavelmente seria pressionado a nomear um primeiro-ministro do partido, com poder sobre a Política Interna e Econômica de França, embora Macron - como presidente - continuaria no comando da Política Externa, Justiça e Defesa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O RN é tecnicamente liderado na Europa por Jordan Bardella, de 28 anos, visto como protegido de Le Pen. Mas Le Pen ainda é vista como a principal figura do partido.

Daniel Hamilton, pesquisador-sênior do Instituto de Política Externa da Universidade Johns Hopkins, descreve a decisão de Macron como a “grande história” da votação do Parlamento Europeu nos últimos dias, e que poderia facilmente levar a uma mudança sísmica no governo da França, em que Macron “teria de governar com o seu inimigo, basicamente”.

A sua aposta é usar os três anos que antecedem as próximas eleições presidenciais para mostrar que fizeram um péssimo trabalho e que de alguma forma os eleitores irão recompensá-lo. Por isso é uma enorme aposta política e deve criar muita incerteza em França”, ele disse à CNBC na segunda-feira.

“Embora muita coisa possa acontecer nas próximas semanas, as informações disponíveis sugerem que Macron convocou uma eleição que pode perder”, disse Antonio Barroso, vice-diretor de Pesquisa da consultoria Teneo, em nota na noite de domingo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tentativa de mobilização do eleitorado

Ele disse acreditar que Macron provavelmente “tentará usar o choque da grande vitória do RN nas eleições para o Parlamento Europeu para mobilizar o eleitorado centrista e limitar a probabilidade de Le Pen obter a maioria absoluta na Assembleia Nacional, a Câmara Baixa do Parlamento. O RN ainda poderá liderar um governo minoritário, mas um Parlamento fragmentado tornaria difícil para um governo liderado pelo RN conseguir aprovações na Casa”, disse ele.

Barroso avalia que a justificativa de Macron para convocar as eleições talvez possam trazer uma vitória do Reunião Nacional “a tempo de expor a falta de experiência do partido no governo e fazê-lo enfrentar decisões politicamente dolorosas antes das Eleições Presidenciais de 2027”.

Ele disse, por exemplo, que se o partido de Le Pen liderasse o próximo governo, teria de aprovar cortes de gastos ou aumentos de impostos (ou ambos) como parte do orçamento de 2025, com o objetivo de reduzir o grande déficit orçamentário da França (de 5,5% do PIB em 2023).

Os analistas questionam se a decisão de Macron demonstrou inteligência e estratégia política, ou se o exporá a mais acusações de arrogância e falta de compreensão sobre as preocupações dos eleitores quanto a questões internas como imigração, serviços públicos, custo de vida e emprego.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A pergunta que todos se faziam ontem à noite era: ‘Por quê? Por que ele fez isso?”, disse Douglas Yates, professor da American Graduate School em Paris, à CNBC na segunda-feira.

“Ou seus críticos estão certos e ele é tão arrogante que não entende o quão odiado é, e vai levar uma surra, ou ele é um estrategista inteligente e calculou que pode vencer ou, mesmo que perca estas eleições, a sua estratégia de longo prazo será beneficiada”, disse Yates.

*Com informações da CNBC

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A mão de um robô humanoide segura várias cédulas de dólar 9 de agosto de 2026 - 17:01
Ilustração do genoma criado pela IA 7 de agosto de 2026 - 15:51
Ilustração gerada por IA de uma igreja moderna branca no meio de um campo de flores roxas. 7 de agosto de 2026 - 0:09
Em um cenário que lembra a lua, robôs humanoides e de quatro patas da Unitree estão enfileirados. 6 de agosto de 2026 - 19:51
Estátua de menina em frente ao touro de Wall Street 6 de agosto de 2026 - 19:21
Em um fundo com a bandeira dos EUA, o megainvestidor Michael Burry aparece do lado direito, em primeiro plano 5 de agosto de 2026 - 16:30

ELE ESTÁ VENDIDO

O tsunami que pode arrastar o S&P 500, segundo Michael Burry

5 de agosto de 2026 - 16:30
imagem da Ponte das Correntes que atravessa o rio Dánubio em Budapeste, na Hungria, vista de cima 5 de agosto de 2026 - 14:28
Imagem criada por IA de um executivo dentro de um barco de madeira, remando na direção da B3. Em vez de água, ele navega sobre dólares. 3 de agosto de 2026 - 19:45
Wall Street diante de um gráfico vermelho de queda 31 de julho de 2026 - 19:31
federal reserve bola de cristal 29 de julho de 2026 - 17:24
Ponte Internacional Gordie Howe 29 de julho de 2026 - 15:49
O presidente da Argentina, Javier Milei, veste terno escuro e camisa azul. Na montagem, que traz a bandeira da Argentina ao fundo, ele acena. 28 de julho de 2026 - 19:05
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar