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Projetados para transportar conexões de dados e telecomunicações entre continentes, os cabos submarinos se tornaram uma nova fonte para conflitos geopolíticos
Nas últimas décadas, a tecnologia tem sido o campo de batalha para disputas geopolíticas, com destaque para o confronto entre os EUA e a China.
Carros elétricos e semicondutores se tornaram alvos na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, mas o conflito chegou a um novo nível: desta vez, no fundo do mar.
No início deste ano, os cabos submarinos ganharam as manchetes do mundo, quando danos nas redes de fibra óptica no Mar Vermelho causados por rebeldes houthis do Iêmen interromperam redes de telecomunicações.
Na ocasião, o ataque forçou os provedores a redirecionar até um quarto do tráfego, incluindo o de Internet, entre Ásia, Europa e Oriente Médio.
Agora, os cabos submarinos também são peça-chave em um novo capítulo de tensão nas relações internacionais, em meio a crescentes tensões entre EUA e a China.
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Os cabos submarinos, também conhecidos como cabos de comunicação submarinos, são cabos de fibra óptica instalados no fundo do oceano.
Eles funcionam como uma infraestrutura projetada para estabelecer conexões de dados e telecomunicações entre diferentes pontos geográficos, como países e até continentes, através de oceanos e mares.
Essenciais para a comunicação global, esses cabos permitem a transmissão de voz, dados e sinais de internet em alta velocidade. Por isso, são considerados a “espinha dorsal” da internet mundial, transportando 99% do tráfego de dados intercontinental do planeta.
Atualmente, existem cabos que se estendem por quase 1,4 milhão de quilômetros. Os são mais curtos, como o cabo CeltixConnect, de 131 quilômetros, liga a Irlanda ao Reino Unido.
Outros, no entanto, percorrem distâncias muito maiores — como o cabo Asia-America Gateway, de 20 mil quilômetros, que conecta o Sudeste Asiático com o continente norte-americano, através do Oceano Pacífico via Guam e Havaí.
Por estarem em águas profundas, instalar esses cabos é uma tarefa complexa. E, quando há um problema em algum deles, consertá-lo é ainda mais difícil.
Cabos submarinos eram tradicionalmente de propriedade das operadoras de telecomunicações. Mais recentemente, gigantes da tecnologia dos EUA, incluindo Meta, Google, Microsoft e Amazon, investiram bilhões para instalar seus próprios cabos.
Em 2021, a Meta e o Google, por exemplo, anunciaram um projeto para ligar a América do Norte com o sudeste da Ásia por meio de dois cabos submarinos, chamados de Echo e Bifrost. A ideia seria aumentar a velocidade do tráfego de internet entre as duas regiões.
Entretanto, autoridades dos EUA têm alertado nos últimos anos as big techs sobre projetos envolvendo a Ásia. Isso porque os cabos que transportam o tráfego da internet pelo Pacífico podem estar vulneráveis a ataques de navios de reparo chineses.
Segundo autoridades do Departamento de Estado norte-americano, uma empresa estatal chinesa que ajuda a reparar cabos internacionais, a S.B. Submarine Systems, estaria dificultando a localização de suas embarcações dos serviços de rastreamento por rádio e satélite.
Os alertas destacam um risco de segurança para os cabos submarinos de fibra óptica. E, embora as big techs sejam parcialmente donas de alguns desses cabos submarinos, elas dependem de outras empresas terceirizadas e especializadas em construção e reparos.
Muitas dessas companhias são de propriedade estrangeira, e as autoridades norte-americanas temem que possam colocar em risco a segurança de dados comerciais e militares.
A preocupação do governo norte-americano com possíveis riscos de espionagem não é de hoje. No ano passado, um comitê interinstitucional chamado Team Telecom estava trabalhando para impedir que qualquer cabo submarino conectasse diretamente o território dos EUA com a China continental ou Hong Kong devido a temores de espionagem chinesa.
Enquanto isso, a China já investiu centenas de milhões de dólares para construir sua própria infraestrutura de cabos para rivalizar com os Estados Unidos.
Nas últimas décadas, o governo chinês também tentou combater o poder militar dos EUA na região, impedindo as comunicações do Pentágono e outras vantagens tecnológicas no caso de um confronto sobre Taiwan ou outro ponto crítico, dizem as autoridades.
*Com informações da CNBC e Dow Jones Newswires
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