Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Dani Alvarenga

Dani Alvarenga

Repórter de fundos imobiliários e finanças pessoais no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).

TURBULÊNCIA

Promotores dos EUA querem que a Boeing enfrente acusações criminais; entenda o motivo

Recomendação do Departamento de Justiça dos EUA não é uma decisão oficial. Órgão tem até 7 de julho para entrar com processo contra a companhia

Dani Alvarenga
Dani Alvarenga
24 de junho de 2024
15:48 - atualizado às 13:26
Imagem: shutterstock

Se turbulências não derrubam avião, a Boeing vem provando que ao menos prejudicam a imagem. A empresa lida com arranhões na reputação devido a repercussões sobre acidentes com a aeronave 737 Max.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desta vez, promotores dos Estados Unidos emitiram uma recomendação ao Departamento de Justiça (DOJ) para que o órgão apresente acusações criminais contra a Boeing.

O órgão afirma que a companhia violou termos de um acordo realizado em 2021, que protegia a empresa de acusações por fraude após dois acidentes fatais com o modelo 737 Max, que causaram 346 mortes.

Entre as exigências, a fabricante de aeronaves deveria pagar US$ 2,5 bilhões (R$ 13,6 bilhões) e cumprir com uma série de exigências para prevenir e detectar fraudes nas operações.

 No entanto, dois dias antes do acordo expirar, uma aeronave da Boeing perdeu parte da fuselagem durante o voo, o que forçou o piloto a realizar um pouso de emergência, em Portland, no Oregon EUA).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Após o acidente, a Boeing voltou ao radar do Departamento de Justiça e da Administração Federal de Aviação (FAA), agência regulatória de aviação do país.

Leia Também

Com o novo escrutínio, o DOJ afirmou que a Boeing não conseguiu “projetar, implementar e aplicar um programa de conformidade e ética para prevenir e detectar violações das leis de fraude dos EUA em todas as suas operações”.

Os líderes do Departamento de Justiça dos Estados Unidos têm até 7 de julho para decidir se vão prosseguir com as acusações criminais contra a empresa.

  • As melhores recomendações da Empiricus na palma da sua mão: casa de análise liberou mais de 100 relatórios gratuitos; acesse aqui

Relembre os problemas da Boeing em 2018 e 2019

Em outubro de 2018, um avião da Boeing, modelo 737 Max, caiu na costa da Indonésia. Cinco meses depois, em março de 2019, uma outra aeronave da companhia caiu próxima à região de Adis Abeba, capital da Etiópia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ambos os acidentes foram causados por um novo design, que mergulhou o nariz dos aviões para frente, sem o conhecimento dos pilotos. O sistema, chamado de sistema de aumento de características de manobra (MCAS), deixava as aeronaves vulneráveis caso um único sensor falhasse.

As quedas geraram uma das maiores crises para a fabricante de aviões e resultou na suspensão de todos os voos com jatos do tipo por 20 meses.

  • As melhores recomendações do analista Matheus Spiess na palma da sua mão: newsletter especial revela uma recomendação por dia; acesse aqui

Além disso, a Administração Federal de Aviação (FAA) chegou a limitar a produção do modelo 737 Max, a aeronave mais vendida pela Boeing.

Durante a investigação, a Boeing foi acusada de ocultar informações sobre o funcionamento do sistema. No entanto, o acordo firmado em 2021 determinou que a empresa ficaria livre das acusações, caso cumprisse uma série de exigências.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Contudo, em abril, durante nova investigação contra a Boeing, funcionários relataram ao Senado dos EUA que os modelos 737 Max, 787 Dreamliner e o 777 possuíam graves problemas de produção.

A saída conturbada do CEO da Boeing

Antes de se aposentar, o CEO da Boeing, Dave Calhoun, ainda lida com dores de cabeça. O presidente, que deixará o cargo no fim deste ano, vem enfrentando críticas de senadores dos EUA.

Isso porque, durante testemunho na semana passada, Calhoun afirmou que a empresa “aprendeu” com os erros do passado. 

Além disso, apesar de admitir que a retaliação de funcionários que relataram problemas nas aeronaves demonstrava que “algo deu errado” na empresa, ele também afirmou que a política para proteger os delatores funciona.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já os legisladores, porém, enxergam que o CEO da Boeing não toma medidas suficientes para retificar a cultura de retaliação dentro da companhia.

Calhoun sairá do cargo no fim de 2024 após menos de cinco meses na posição. Ele assumiu a presidência após Dennis Muilenburg ter sido demitido devido aos dois acidentes em 2018 e 2019.

Apesar de deixar a cadeira de CEO da Boeing, Calhoun permanecerá no conselho de administração da companhia.

Não é coisa do passado: outros acidentes da companhia

No último domingo (23), duas aeronaves da Boeing voltaram a apresentar problemas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante voo com destino ao Rio de Janeiro, o avião do modelo 777 teve um problema técnico não especificado, segundo o controle de tráfego aéreo nacional.

O piloto teve que retornar para Amsterdã, na Holanda. De acordo com a companhia aérea KLM, a segurança dos passageiros e tripulantes não sofreu qualquer risco durante a operação.

Contudo, passageiros de uma outra aeronave da Boeing não tiveram a mesma sorte. 

Durante voo na Coreia do Sul, o avião modelo 737 Max 8 sofreu uma despressurização cerca de 30 minutos após a decolagem. A aeronave chegou a cair 7.600 metros em cinco minutos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao menos 13 passageiros foram hospitalizados após o incidente.

*Com informações de BBC, The Guardian, O Globo e UOL

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DE SAÍDA

Dívidas, perdas e pressão: Nelson Tanure deixa conselho da Light (LIGT3) em meio a polêmicas e investigações

19 de março de 2026 - 11:32

Recente execução de garantias ligadas a dívida de R$ 1,2 bilhão redesenhou posição do polêmico empresário na empresa de energia

DINHEIRO ESQUECIDO?

Quase R$ 800 milhões parados no FGC: milhares de investidores ainda não foram buscar dinheiro do Banco Master

19 de março de 2026 - 10:32

Dois meses depois do início dos ressarcimentos, o FGC já devolveu R$ 38,9 bilhões, mas parte dos investidores ainda não apareceu

DIRETO PARA O BOLSO

Tim (TIMS3) pagará R$ 390 milhões em JCP aos investidores; veja quem recebe o benefício

19 de março de 2026 - 10:03

O pagamento ocorrerá até o dia 30 de abril de 2026. Receberão o JCP os acionistas com posição acionária na companhia em 23 de março de 2026

DÍVIDAS

CSN (CSNA3) confirma fase final de negociação de empréstimo, com a venda da CSN Cimentos como garantia

19 de março de 2026 - 9:22

A CSN companhia confirmou a negociação e que a venda da sua divisão de cimentos foi incluída como garantia para obter condições mais vantajosas

BALANÇO

PicPay apresenta o primeiro resultado desde o IPO, com lucro 136% maior no 4T25

18 de março de 2026 - 19:51

O retorno sobre o patrimônio (RoE) ajustado atingiu 24,4% nos últimos três meses do ano passado, um aumento de 5,4 pontos porcentuais ante o mesmo intervalo de 2024

DISPUTA NO LAST MILE

Na guerra do e-commerce, vence o mais rápido: FII fecha contrato com Mercado Livre (MELI34) para galpão logístico sob medida em São Paulo

18 de março de 2026 - 16:01

O Capitânia Logística (CPLG11) firmou contrato de 12 anos com empresa do Mercado Livre para desenvolver galpão sob medida em Jacareí, São Paulo

INVESTOR DAY

Rombo do FGC bate à porta de banco capixaba: Banestes terá que desembolsar R$ 120 milhões após crise no Master, diz CFO

18 de março de 2026 - 15:33

Mesmo sem exposição direta, banco estatal do Espírito Santo sente efeito do rombo bilionário no sistema; veja o que diz a administração

VEM MAIS UM RESFRIADO AÍ?

Hapvida (HAPV3) cai até 6% com prévia da ANS e expectativa pessimista para o balanço do 4T25; o que pesou nas ações?

18 de março de 2026 - 15:05

O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade – de novo

ADEUS AO BRASIL?

Café com pipoca: 3corações compra marcas Yoki e Kitano por R$ 800 milhões, e General Mills deixa operações no Brasil

18 de março de 2026 - 9:39

3corações reforça presença na mesa do brasileiro, do café da manhã ao jantar. Essa é a segunda vez que a General Mills vende suas operações no Brasil

NOVOS CEOS NO PEDAÇO

Cury (CURY3): troca no comando depois de três décadas traz algum risco? BTG Pactual responde

17 de março de 2026 - 18:39

Transição para modelo de co-CEOs com executivos da casa não preocupa o banco, que vê continuidade na estratégia e reforço na execução da companhia

DESDOBRAMENTO DAS CRISES

Adeus, Raízen (RAIZ4) e Pão de Açúcar (PCAR3): dupla com recuperações extrajudiciais é cortada do Ibovespa

17 de março de 2026 - 17:45

Empresas foram excluídas de dezenas de outros índices da B3 em meio a ações pressionadas e rebaixamentos de crédito no mercado

REPORTAGEM ESPECIAL

Oncoclínicas (ONCO3) tenta mais um resgate — agora com a Porto — enquanto perde CFO que lideraria o turnaround

17 de março de 2026 - 17:16

Potencial parceria surge após uma sequência de iniciativas que não conseguiram consolidar a recuperação da companhia, enquanto mercado se questiona: agora vai?

AFOGADA EM DÍVIDAS

CSN (CSNA3): com mais dívidas até 2027 que dinheiro em caixa, situação segue em deterioração, diz BB Investimentos

17 de março de 2026 - 15:04

Uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos, mas que estão fora do controle da CSN, diz o banco

CRÉDITO TRAVADO

Consignados do C6 Bank em xeque: INSS barra novos empréstimos — e banco terá que devolver R$ 300 milhões a aposentados

17 de março de 2026 - 11:07

Decisão envolve supostas irregularidades em contratos com aposentados; banco nega problemas e promete contestar decisão na Justiça

O PIOR FICOU PARA TRÁS

Natura (NATU3) reverte prejuízo, lucra R$ 186 milhões no 4T25, demite 1.400 funcionários e relança Avon; agora vai?

17 de março de 2026 - 11:02

O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente

FICOU PARA FORA DO CAMPO

Brava Energia (BRAV3) tem compra de ativos cancelada após decisão da Petrobras (PETR4); entenda

17 de março de 2026 - 9:35

A Petrobras passará a deter 100% de participação nos ativos que estavam sendo negociados

SEM SAÍDA?

Fim da linha: Banco Central decreta liquidação do Banco Master Múltiplo

17 de março de 2026 - 8:23

Decisão ocorre após liquidação da Will Financeira, que sustentava tentativa de recuperação do grupo

REORGANIZAÇÃO

O novo modelo de administração da Cury (CURY) após 35 anos terá dois copresidentes

16 de março de 2026 - 19:55

A proposta, que ainda deve ser aprovada em assembleia, prevê a ida de Fabio Cury, atual presidente da companhia, para o comando do conselho de administração

DE VOLTA PARA A DONA

Petrobras (PETR4) vai às compras e paga US$ 450 milhões por fatia da Petronas em dois campos

16 de março de 2026 - 19:45

Do valor total, US$ 50 milhões serão pagos na data de assinatura do contrato, US$ 350 milhões no fechamento da operação e outras duas parcelas, no valor de US$25 milhões cada, em 12 e 24 meses após a conclusão do negócio

CHUVA DE PROVENTOS

Dividendos e JCP: saiba quando Itaúsa (ITSA3) pagará R$ 1,3 bilhão aos acionistas

16 de março de 2026 - 19:38

O anúncio da distribuição do JCP acontece quando a Itaúsa está nas máximas históricas, após saltar 57% nos últimos 12 meses

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar