Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

ACABOU O OTIMISMO?

Nubank cai forte em Wall Street após rebaixamento. Por que o JP Morgan não recomenda mais a compra das ações do banco digital?

Agora, os analistas têm recomendação neutra para as ações Nu, com preço-alvo de US$ 14,50 para dezembro de 2025

Camille Lima
Camille Lima
22 de julho de 2024
12:13 - atualizado às 16:48
Nubank
Nubank - Imagem: Shutterstock

O Nubank amanheceu no vermelho em Wall Street nesta segunda-feira (22). Após uma valorização de 52% na bolsa de valores de Nova York (NYSE) em 2024, agora as ações do banco digital devolvem parte dos ganhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 11h55, os papéis NU caíam 6,09% no mercado norte-americano, negociados a US$ 12,65. Já os BDRs listados na bolsa brasileira sob o ticker ROXO34 recuavam 6,33% no mesmo horário, a R$ 11,69.

O desempenho negativo da fintech vem na esteira de um rebaixamento pelo JP Morgan. Em relatório publicado no último domingo (21), o banco norte-americano deixou claro que não indica mais a compra dos papéis. 

Agora, a recomendação é neutra para as ações NU, com preço-alvo de US$ 14,50 para dezembro de 2025, o que implicaria em uma valorização de 7% em relação ao último fechamento.

Um dos principais pontos que limitam uma visão mais otimista para as ações da fintech é o rali vivenciado desde janeiro. Na avaliação do JP Morgan, o banco digital agora possui um potencial de alta limitado depois do robusto desempenho recente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Apesar de ficarmos de fora, continuamos a ver o Nubank como um poderoso disruptor de longo prazo com claras vantagens de custo em relação aos titulares que impulsionam maior lucratividade, enorme base de clientes com potencial para continuar penetrando em novos produtos e boa gestão”, afirmou o JP Morgan.

Leia Também

Apesar de reconhecer a robustez do negócio do Nubank, o banco norte-americano acredita que a ação já está precificada: nas contas dos analistas, a ação atualmente é negociada a um múltiplo de 24 vezes a relação preço sobre lucro (P/L) de 2025.

Por que o JP Morgan não está otimista com o Nubank?

Para o JP Morgan, o Nubank criou uma das marcas mais valiosas do Brasil. No entanto, depois do rali recente, os analistas acreditam que o mercado já está precificando alguns desses benefícios.

Além disso, o banco norte-americano tem preocupações acerca do crescimento do Nubank daqui em diante. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo os analistas, ainda que a expectativa seja de uma expansão acima da média da indústria, o temor é que esse ritmo desacelere se o banco digital não conseguir ganhar força nas classes de clientes de renda média e alta.

De acordo com o JP Morgan, o Nubank já conquistou uma fatia relevante no mercado de cartão de crédito para o público de baixa renda, com a participação de 30% no mercado de clientes que recebem abaixo de um salário mínimo.

“Os clientes com mais de três salários mínimos correspondem a cerca de 60% dos empréstimos de cartão de crédito, o que implica que crescer em renda média-alta será necessário para sustentar o crescimento”, afirma o JP Morgan.

Na avaliação do banco norte-americano, há uma possibilidade arriscada de que o Nubank continue a ganhar participação de mercado em renda mais baixa, já que “muitos operadores históricos permanecem avessos ao risco neste segmento”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, as perspectivas para a alta renda são limitadas. Olhando para o cartão de crédito — que é visto como o principal produto de entrada para este segmento —, o JP Morgan vê a maioria dos ganhos de participação de mercado do Nu ainda concentrados em faixas de renda mais baixa. 

Já em relação ao México, que é visto como a maior oportunidade de crescimento para o Nubank daqui para frente, a projeção do JP Morgan é de ganho na base de aplicações financeiras, mas empréstimos ainda aquém do esperado. 

Segundo o JP Morgan, o México — que hoje corresponde a 6% dos empréstimos de cartão de crédito — poderia acelerar o passo e ainda compensar parcialmente a desaceleração vista no Brasil.

Outros produtos do Nubank

Os analistas também destacam o crescimento mais lento de clientes no NuPagamentos, estável em torno de 30 milhões. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Sim, ainda está adicionando cerca de 200 mil clientes no 1T24, mas abaixo de 1 milhão de adições em 2023 e de 2 milhões de adições em 2022.”

De acordo com o JP Morgan, o crescimento de clientes ativos está concentrado na Nu Financeira, que cresceu de 22 milhões para 26 milhões no primeiro trimestre. 

“Embora acreditemos que isso seja um sinal de que o Nubank está apenas penetrando mais nos mesmos clientes (o que é bom, pois significa que a venda cruzada está funcionando, que o Nu é capaz de desbloquear produtos oferecidos a novos grupos e que os clientes estão tendo mais produtos), também significa que ele eventualmente atingirá um teto no Brasil.”

Além disso, na avaliação do JP Morgan, ainda é possível identificar um crescimento fraco dos empréstimos consignados, apesar do sucesso do Nubank com empréstimos de FGTS.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Do lado dos consignados, os analistas esperam que o Nubank alcance aproximadamente 9% de participação de mercado até 2030, uma vez que possui uma “ampla base de clientes” e que 26% do mercado não está nas mãos de grandes bancos — que podem ter mais dificuldade em igualar os preços da fintech. 

“A próxima geração de aposentados pode depender menos da rede bancária, o que também pode ajudar o Nubank nos próximos anos”, afirmou. “Embora a folha de pagamento autônoma tenha sido decepcionante, notamos que o Nubank tem se saído muito bem com empréstimos do FGTS.”

Maior risco de inadimplência

Outra questão que preocupa os analistas é a perspectiva de piora na qualidade dos ativos em relação à indústria, com a possibilidade de níveis de inadimplência (NPL) mais altos daqui para frente.

Isso resultaria em altos níveis de crescimento de empréstimos, concentração em faixas de renda mais baixas e tendências de piora na qualidade dos ativos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“As tendências em NPL e ativos potencialmente problemáticos (que incluem empréstimos reestruturados) têm se desvinculado significativamente da indústria desde novembro”, afirmou o banco.

“Nossa principal preocupação é que a qualidade dos ativos pode eventualmente se tornar uma limitação para o crescimento”, acrescentou. 

De acordo com o JP Morgan, o Nu tem um nível adequado de provisões, comparando custo de risco por produto ou mesmo renegociado ajustado por mix. No entanto, as famílias brasileiras permanecem endividadas. 

Cerca de 72 milhões de brasileiros — em torno de 45% da população adulta — têm pontuação de crédito negativa hoje, segundo o banco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Estamos preocupados que um risco maior possa levar a um crescimento menor eventualmente.”

  • VEJA TAMBÉM - POR QUE O IBOVESPA DESPERTOU EM JULHO E O QUE ESPERAR DAS AÇÕES AGORA?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

COSTURANDO UM APORTE

Energisa (ENGI11) anuncia acordo de R$ 1,4 bilhão com Itaú (ITUB4) — e banco entra como sócio em divisão estratégica

22 de abril de 2026 - 11:00

Entrada do Itaú via Denerge dá exposição indireta a distribuidoras e reforça estrutura de capital da elétrica

À FRENTE DA REESTRUTURAÇÃO

Quem devem ser os novos líderes na Braskem (BRKM5), que tentarão recuperar a petroquímica após venda de fatia da Novonor para a IG4

22 de abril de 2026 - 10:27

Os nomes ainda não foram divulgados pela companhia, mas já há especulação no mercado. O mais provável é que os cargos de CEO e CFO sejam ocupados por profissionais ligados à gestora IG4

O QUE FAZER COM A AÇÃO?

Construtora ‘queridinha’ do Minha Casa, Minha Vida se prepara para acelerar em 2026 — e ação deve saltar mais de 34%, segundo o BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 10:02

Avaliação do BTG Pactual indica vendas resilientes no início do ano e aponta que mudanças no MCMV podem impulsionar lançamentos e demanda ao longo de 2026

“ELEFANTE BRANCO” SAI DE CENA

Adeus, e-commerce: Sequoia (SEQL3) ‘joga a toalha’ no varejo digital e vende operação ao Mercado Livre (MELI34)

22 de abril de 2026 - 9:12

Após anos de pressão no caixa, empresa se desfaz de ativo-chave e aposta em modelo mais leve; entenda o que muda na estratégia

TEM FUNDAMENTO?

Alta de 115% é pouco? A preocupação de R$ 500 milhões que ronda a Tenda (TEND3), construtora queridinha do momento

22 de abril de 2026 - 6:01

Parte do mercado acredita que essa valorização poderia ser ainda maior se não fosse pela Alea, subsidiária da construtora. É realmente um problema?

ENERGIA SOB PRESSÃO

El Niño pode mexer com o seu bolso — e virar o jogo para as elétricas: as ações que ganham e perdem na bolsa, segundo o Safra

21 de abril de 2026 - 14:21

Relatório do Safra mapeia impactos no setor e aponta as elétricas mais expostas ao clima; confira a tese dos analistas.

CORRIDA BILIONÁRIA

Amazon turbina aposta em inteligência artificial com investimento de até US$ 25 bilhões na Anthropic, dona do Claude

21 de abril de 2026 - 13:14

Parceria com a Anthropic prevê até US$ 100 bilhões em consumo de nuvem e reforça estratégia em infraestrutura

DO AVIÃO PARA A ESTRADA

Por que a alta do petróleo pode destravar potencial de até 30% para a Marcopolo (POMO4), segundo o Safra

21 de abril de 2026 - 11:19

Com passagens aéreas pressionadas, ônibus ganham espaço — e a fabricante entra no radar de compra dos analistas

TENTANDO VIRAR O JOGO

O “plano de resgate” do BRB: banco tenta limpar o balanço com venda de até R$ 15 bilhões em ativos do Master

21 de abril de 2026 - 10:22

Banco aposta em fundo com a Quadra Capital para estancar crise de liquidez enquanto negocia reforço bilionário de capital

ESCOLHA ESTRATÉGICA

Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3): as campeãs da XP para absorver os ganhos do petróleo mais caro

20 de abril de 2026 - 19:51

Uma oferece previsibilidade enquanto a outra oferece retorno quase direto do aumento de preços; entenda cada tese de investimento

SOB A LUPA DOS ANALISTAS

A conta chegou para os bancos digitais? Safra liga alerta para “teste de fogo” de Nubank e Inter no 1T26

20 de abril de 2026 - 19:19

Safra vê 2026 como teste para o setor bancário brasileiro e diz que lucro sozinho já não explica as histórias de investimento; veja as apostas dos analistas

CHEGOU A HORA DE VENDER?

Vale (VALE3) ainda tem lenha para queimar após alta de 25%, mas o pote de ouro ficou mais longe; ação é rebaixada pelo Barclays

20 de abril de 2026 - 18:00

O banco britânico também mexeu no preço-alvo dos papéis negociados em Nova York e diz o que precisa acontecer para os dividendos extras caíram na conta do acionista

REESTRUTURAÇÃO

Azul (AZUL3) estreia novo ticker na bolsa após grupamento — e ação cai no primeiro pregão

20 de abril de 2026 - 16:40

Até então, os papéis eram negociados em lotes de 1 milhão, sob o ticker AZUL53; para se adequar às regras da B3, a aérea precisou recorrer ao grupamento

ANÁLISE

Nvidia (NVDA) tem espaço para crescer, mas também possui 5 riscos, segundo nova tese do BTG Pactual; confira

20 de abril de 2026 - 14:08

O banco prevê um preço-alvo de US$ 237, com um potencial de valorização de aproximadamente 20% em relação às cotações atuais

NOVO CAPÍTULO

Sequoia (SEQL3) reduz dívida tributária em 84% e ações disparam até 42% na bolsa; entenda os detalhes

20 de abril de 2026 - 12:42

Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia

MUDANÇA NO COMANDO

Fim de uma era na Braskem (BRKM5): Novonor dá adeus, IG4 avança — mas mercado quer saber da OPA

20 de abril de 2026 - 12:37

Venda do controle abre nova fase para a petroquímica, com Petrobras e IG4 no centro da governança e desafios bilionários no horizonte

SAÍDA TRAVADA

Virada para o GPA (PCAR3)? Justiça de SP impede Casino de ‘se livrar’ das ações da varejista brasileira; entenda o que está em jogo

20 de abril de 2026 - 10:43

Bloqueio impede saída do acionista francês em momento de pressão financeira e negociação de dívidas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia