🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

SD ENTREVISTA

MRV (MRVE3) vê melhor momento da história para o Minha Casa Minha Vida com novas regras e FGTS Futuro 

Maior construtora do programa habitacional, a MRV (MRVE3) se beneficia do momento operacional, mas ação cai com lado financeiro sob pressão, diz CFO

Larissa Vitória
Larissa Vitória
27 de março de 2024
6:13 - atualizado às 13:45
Foto da sede da MRV (MRVE3) em Minas Gerais
Imagem: Rodrigo Gomes/Divulgação

“Nunca tivemos um cenário tão benigno para o comprador de imóvel do Minha Casa Minha Vida como vemos agora”. E quem diz isso não somos nós, mas sim a MRV (MRVE3), maior construtora do programa habitacional e uma das empresas que mais deve se beneficiar do aumento esperado na demanda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As mudanças implementadas pelo Conselho Curador do FGTS no programa habitacional federal no ano passado ajudaram a turbinar o MCMV, segundo Ricardo Paixão, diretor financeiro da incorporadora, em entrevista ao Seu Dinheiro. Entre as novidades estão a revisão do teto dos imóveis, queda nos juros e extensão do prazo máximo dos financiamentos.

Outro “empurrãozinho” veio da Receita Federal, com a regulamentação do Regime Especial de Tributação para Incorporações Imobiliárias do MCMV em março deste ano. O chamado RET1 faz com que a receita proveniente das unidades vendidas na faixa um do programa habitacional tenha uma alíquota efetiva de imposto de apenas 1%.

Paixão cita ainda mais uma novidade que foi anunciada ontem (26) para aumentar ainda mais a capacidade de compra dos clientes: o FGTS Futuro. A medida ainda precisa ser regulamentada pela Caixa antes de entrar em vigor, mas prevê a incorporação de parcelas ainda a serem depositadas no fundo nos financiamentos de famílias com renda de até R$ 2.640.

“Atualmente, cerca de 35% das vendas da MRV são para essa faixa. Avaliando o estoque de projetos e unidades para venda, a expectativa é que, com a entrada do FGTS Futuro, esse número suba e fique entre 42% e 45%. Consequentemente, aumenta também a exposição ao RET1”, cita o executivo, relembrando que o movimento reduzirá ainda mais os custos com impostos na companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O momento favorável para o Minha Casa Minha Vida é uma ótima notícia para a MRV, e isso se refletiu nas últimas prévias operacionais da incorporadora.

Leia Também

Mas uma olhada nas cotações das ações da companhia na B3 mostra uma fotografia bem diferente, com uma queda expressiva de 31% nos primeiros meses deste ano. Afinal, o que acontece com a MRV?

Operacional da MRV (MRVE3) é bom…

De fato, a perspectiva para não só para o MCMV como para outros segmentos em que a MRV atua é positiva. A queda dos juros impulsiona as operações da Luggo — unidade voltada à construção para locação e posterior venda de empreendimentos para fundos imobiliários — e da Sensia, que atua com imóveis de médio padrão.

A Resia, incorporadora da MRV nos Estados Unidos, também deve ser beneficiada pelo início do afrouxamento monetário no país. Ainda não há certeza sobre quando o Federal Reserve, BC dos EUA, vai começar a reduzir os juros, mas as últimas projeções do Fed indicam três cortes ainda neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia é vista pelos os analistas como uma das alavancas para destravar valor na MRV. Segundo Paixão, a intenção é separar os negócios, mas a construtora mineira ainda estuda as melhores alternativas para isso.

… mas o financeiro afugenta investidores

Com ou sem a cisão da Resia — ou até mesmo uma oferta inicial de ações (IPO), possibilidade que já foi levantada pela MRV no passado —, a performance operacional da MRV deve continuar positiva nos próximos meses.

E para uma empresa comum, uma boa performance operacional resulta em bons números financeiros logo. Mas, no caso de uma incorporadora, que trabalha com produtos cujo ciclo costuma levar de dois a quatro anos entre a construção e entrega ao consumidor final, os novos lançamentos e vendas podem demorar para refletir nas finanças.

De acordo com Paixão, esse descasamento entre a prévia e o balanço é um dos fatores que explica a forte queda das ações MRVE3 no primeiro trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Na fotografia atual da empresa, considerando o volume de vendas, capacidade de compra dos clientes, perspectiva de geração de caixa, o operacional está melhor do que o financeiro. Então o resultado de curto prazo justifica a queda das ações e previne alguns investidores de entrarem no papel”, afirma Paixão.

O CFO destaca, no entanto, que, mesmo demorando um pouco mais, uma performance operacional boa também levará a bons indicadores financeiros. “Não temos dúvida com relação a isso. Quem está olhando as ações da MRV com um horizonte um pouco mais longo já começa a ver múltiplos extremamente interessantes.”

  • Pensando em comprar um imóvel em 2024? Então é melhor “correr” antes que os preços comecem a aumentar. Entenda o porquê.

CFO conta por que a MRV (MRVE3) modificou o guidance

Para a maioria dos investidores, a grande questão é o quão distante está o momento em que as boas prévias enfim começarão a se transformarem em bons balanços. E a última projeção divulgada pela MRV foi um teste para os mais impacientes e outro motivo que explica por que os papéis caem tanto.

O mercado já havia especulado — e penalizado as ações — sobre uma possível modificação no guidance no início do ano. Os temores foram confirmados neste mês, quando a companhia reduziu as projeções para 2025, cortando o teto da estimativa para o principal indicador financeiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O novo guidance é que a operação core — a divisão de incorporação brasileira que reúne as marcas MRV e Sensia — registre um lucro líquido de R$ 700 milhões a R$ 850 milhões em 2025.

Vale relembrar que a previsão divulgada em fevereiro do ano passado era que o segmento lucrasse de R$ 700 milhões a R$ 1 bilhão e contribuísse para que o resultado consolidado do grupo ficasse entre R$ 1,3 bilhões a R$ 1,6 bilhões no período.

  • VEJA TAMBÉM: DIRECIONAL (DIRR3): POR QUE VOCÊ DEVE COMPRAR AGORA

Paixão contou que a modificação nas projeções está ligada à maneira como as construtoras apuram suas receitas, seguindo o Percentual de Execução de Obra (POC) dos projetos.

“O receitamento que enxergamos hoje é proveniente de várias safras de venda. Quando fizemos aquele guidance no ano passado, estimamos que limparíamos a safra de 2021 ao longo de 2023. Isso não aconteceu, então ainda temos que considerar imóveis que, em função da inflação, tiveram margens muito baixas”, diz o executivo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Questionado a respeito do atraso na apuração dos números dos empreendimentos lançados há três anos, o CFO argumenta que foi uma decisão estratégica da empresa: considerando o ritmo de vendas dos imóveis e a geração de caixa, a gestão optou por segurar os canteiros de obras para reduzir a queima de capital.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
METAIS BÁSICOS NO FOCO

Vai destravar valor? O que a joint venture da Vale (VALE3) no Canadá significa para quem tem ações da mineradora

19 de fevereiro de 2026 - 14:15

Operação reúne as empresas Exiro Minerals, Orion Resource Partners e Canada Growth Fund, e prevê investimento de US$ 200 milhões

SOBREVIVENTE

O dia seguinte ao apocalipse de US$ 2 trilhões: Totvs (TOTS3) prova que há vida após o caos da IA e ações podem dar um salto de 22%

19 de fevereiro de 2026 - 13:34

Citi cortou preço-alvo, mas manteve a recomendação de compra graças a uma arma que pode potencializar o negócio da companhia de software

TOP PICKS

Petróleo sobe, mas Petrobras (PETR3) não é a preferida do BTG para lucrar; veja as queridinhas de óleo e gás do banco

19 de fevereiro de 2026 - 12:17

Para o BTG, a situação financeira para as empresas do setor será mais apertada em 2026; veja quais são as empresas mais eficientes e que podem gerar mais retornos

NOVA PARCERIA NO RADAR

Unipar (UNIP6) e Casa dos Ventos fecham contrato para compra de energia e participação em usinas solares no Mato Grosso do Sul

19 de fevereiro de 2026 - 10:40

A parceria dá à Unipar Indupa o direito de adquirir, após cumprir algumas condições, uma participação de 9,8% do capital total da Ventos de São Norberto Energias Renováveis

UMA AÇÃO, UM VOTO

Axia (AXIA3) quer subir ao Novo Mercado: o que está por trás da nova aposta da ex-Eletrobras e como ficam os acionistas?

19 de fevereiro de 2026 - 10:13

Empresa convoca acionistas para votar migração ao segmento mais alto de governança da B3; veja o que muda para os investidores

ÚLTIMO PASSO

Natura (NATU3) sai da Rússia por R$ 166,3 milhões; entenda o que vem pela frente agora

19 de fevereiro de 2026 - 9:53

A venda da operação na Rússia era a última peça que faltava para a conclusão da estratégia de simplificação corporativa da Natura e retorno ao foco na América Latina

DRAGÃO ADORMECIDO

China sequestra R$ 14 bilhões em valor de mercado da Vale (VALE3), com queda de 3,57% das ações

18 de fevereiro de 2026 - 19:28

O tombo da mineradora foi o grande responsável por colocar o Ibovespa no terreno negativo nesta quarta-feira (18); sem o impacto de VALE3, o principal índice da bolsa brasileira teria subido 0,21%

AS FAVORITAS PARA INVESTIR

Construtoras de alta renda podem gerar retorno de até 44%, segundo a XP; analistas dizem qual é a ‘estrela’ do setor

18 de fevereiro de 2026 - 18:54

Analistas da XP apontam quais são as perspectivas para as construtoras de alta renda em 2026 e os desafios que o investidor pode esperar

NA LUTA PELA AMÉRICA LATINA?

Amazon ‘mostra os dentes’ contra Mercado Livre (MELI34) em campo de batalha fora do Brasil — e Itaú BBA liga alerta

18 de fevereiro de 2026 - 18:41

Com cortes de até 51% nas taxas logísticas e redução na mensalidade dos vendedores, a gigante norte-americana eleva a pressão sobre o Mercado Livre no México e reacende o temor de uma escalada na guerra do e-commerce na América Latina

SINAL VERMELHO

Citi rebaixa Braskem (BRKM5), vê geração de caixa fraca e considera improvável aporte da Petrobras (PETR4); ações caem no Ibovespa

18 de fevereiro de 2026 - 18:25

Banco aponta spreads baixos, queima de caixa acelerando e avalia que Petrobras dificilmente fará aporte para evitar impacto na política de dividendos

BEM-ESTAR NA BOLSA

JBS (JBSS32), Ambev (ABEV3), Camil (CAML3): que ações emagrecem e quais se fortalecem com o uso de canetas emagrecedoras, segundo a XP

18 de fevereiro de 2026 - 18:00

Veja as tendências para as ações de empresas do ramo de alimentos e bebidas com o avanço do uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, e da busca pelo bem-estar

DESTAQUES DA BOLSA

Raízen (RAIZ4) ganha fôlego na bolsa em meio à expectativa de avanço nas negociações para reestruturação da dívida

18 de fevereiro de 2026 - 15:05

Segundo site, a Shell teria apresentado uma proposta diferente da alternativa discutida pela Cosan e por fundos do BTG para a Raízen; veja o que está na mesa

REESTRUTURAÇÃO EM ANDAMENTO

Azul (AZUL53) fecha acordo de US$ 300 milhões com American Airlines, United Airlines e credores para sair do Chapter 11; ações sobem até 4,5%

18 de fevereiro de 2026 - 14:43

Aportes fazem parte do plano de recuperação aprovado nos EUA e incluem oferta de ações com direito de preferência aos acionistas

“OPORTUNIDADE DO SÉCULO”

Microsoft quer acelerar a corrida da IA no Sul Global com pacote de US$ 50 bilhões; entenda a jogada da big tech

18 de fevereiro de 2026 - 14:01

Dados da empresa de tecnologia mostram que a adesão da tecnologia no Norte Global é quase o dobro em comparação às nações emergentes

UMA ÚLTIMA HERANÇA?

A última “ponta solta”? Quem é o Banco Pleno, que acaba de ser liquidado pelo BC, e como ele caiu nas teias de Daniel Vorcaro

18 de fevereiro de 2026 - 12:59

Instituição, que já se chamou Indusval, Voiter e Pleno, mudou de dono e de estratégia antes de terminar sob liquidação do Banco Central; entenda

INTERNACIONALIZAÇÃO

Por que a JHSF (JHSF3) comprou um palácio do século 16 em Milão? Prédio histórico terá novo hotel Fasano na Itália

18 de fevereiro de 2026 - 12:30

Imóvel histórico no centro de Milão será transformado no 18º hotel da rede Fasano; operação de 52,5 milhões de euros reforça estratégia de expansão internacional e foco em receitas recorrentes da companhia

MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3) vai à Justiça contra ex-acionistas de referência por abuso de poder e pede indenização irrisória

18 de fevereiro de 2026 - 10:30

Telecom acusa fundos que se tornaram acionistas após conversão de dívida de exercer influência abusiva e requer medidas cautelares, incluindo bloqueio de créditos

CRISE DE LIQUIDEZ

Do CDB turbinado à liquidação: Banco Central põe fim ao Banco Pleno, ligado a ex-sócio do Banco Master

18 de fevereiro de 2026 - 7:40

Antigo Banco Voiter, instituição enfrentava deterioração de liquidez; bens dos administradores ficam bloqueados

DEPOIS DO IPO

Pedido ao Cade: por que o PicPay quer comprar a Kovr, empresa que já foi do dono do Banco Master

17 de fevereiro de 2026 - 17:08

A J&F, que é dona do PicPay, teria colocado R$ 450 milhões na mesa, enquanto Daniel Vorcaro estaria pedindo R$ 600 milhões para selar o negócio

DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA

A Gerdau (GGBR4) vai se dar bem nessa? Tarifas dos EUA sobre aço e alumínio não devem ser retiradas tão cedo, diz USTR

17 de fevereiro de 2026 - 14:52

Em meio à guerra comercial, Goldman Sachs elege a preferida do setor de siderurgia; com revisão de preço-alvo; confira

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar