Cenário positivo para celulose: Suzano (SUZB3) continua favorita da XP, mas outras duas ações do setor também ganharam recomendação de compra
Corretora avaliou que os preços da celulose se estabilizaram nos últimos meses e explica por que está otimista em aumentar a exposição ao setor

Apesar de ter registrado prejuízo contábil no segundo trimestre de 2024, a Suzano (SUZB3) vinha sendo a única recomendação de compra da XP Investimentos quando o assunto é papel e celulose. Mas isso mudou nesta quinta-feira (17): embora ainda seja a top pick da corretora, SUZB3 agora tem companhia.
Em novo relatório, a XP elevou a recomendação para as ações de Klabin (KLBN11) e Irani (RANI3) de “neutro” para “compra”, inspirada pelos ventos favoráveis no mercado de celulose. E, claro, reiteraram a “compra” dos papéis da Suzano, a favorita da corretora.
Os analistas da XP lembram que, assim como em outras commodities, os preços da celulose são cíclicos, e a incerteza quanto à magnitude e até quando pode durar uma queda é a principal preocupação dos investidores. No entanto, com as recentes indicações de estabilização de preços, a corretora está otimista e aumentou a exposição ao setor.
Segundo a XP, essas indicações apontam para uma estabilização e um cenário positivo de preços no curto prazo, dadas as condições de oferta e demanda no futuro.
Os analistas acreditam que essas condições se tornarão “mais apertadas” devido à baixa disponibilidade de terras e altos custos de chips de madeira, o que deve limitar a expansão da capacidade de produção na China e pode ser uma boa oportunidade para as empresas.
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Suzano (SUZB3): “top pick” bem posicionada
Embora as três empresas tenham recomendação de compra, a XP acredita que a Suzano está bem posicionada para capitalizar um potencial ponto de inflexão no ciclo da celulose.
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“Além disso, com o fluxo de caixa incremental significativo após a ramp-up do Cerrado, vemos indícios, como recompra de ações e aquisições estratégicas menores, mitigando a percepção deteriorada de alocação de capital após os rumores sobre a aquisição da IP”.
Vale lembrar que a tentativa da Suzano de adquirir a International Paper não deu certo, mas a companhia não desistiu de outras oportunidades — mesmo que menores — nos Estados Unidos, como a compra da empresa de embalagens Pactiv Evergreen, por R$ 110 milhões.
Outra justificativa para que a ação da Suzano seja a favorita da corretora é o preço que o papel está sendo negociado na bolsa.
Segundo a XP, SUZB3 está com múltiplos descontados, e calculam um Fluxo de Caixa Livre (FCF) de 12% para 2025 e de 15% para 2026, dinheiro que pode se transformar em dividendos aos acionistas no futuro.
Com isso, a XP tem recomendação de compra para SUZB3, com preço-alvo de R$ 85 para 2025, um potencial de valorização de 55% em relação ao fechamento anterior.
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Por que a XP recomenda a compra das ações de Klabin (KLBN11) e Irani (RANI3)
Assim como a Suzano, a Klabin (KLBN11) também se beneficia da perspectiva positiva dos analistas da XP para os preços da celulose, além do desempenho da própria empresa no negócio de papel e embalagem.
O preço-alvo para as ações KLBN11 é de R$ 27 para os próximos 12 meses, um potencial de valorização de 33% sobre o fechamento anterior.
“Além disso, após a aquisição de Caetê e considerando a ramp-up [aumento] dos projetos em andamento , esperamos que a redução da alavancagem e a expansão do Ebitda [Lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] sustentem nosso potencial de valorização, sem mudanças significativas nos múltiplos de avaliação”, afirma a XP.
Já em relação à Irani (RANI3), a companhia também se beneficia de um ambiente de demanda doméstica melhor para papelão ondulado, dada a sua total exposição ao mercado de embalagens brasileiro, na avaliação dos analistas da XP Investimentos.
Segundo a corretora, os custos da Irani estão mais altos, o que limita as melhorias nos lucros da empresa no curto prazo. Por outro lado, os analistas esperam que o ambiente de demanda positiva para embalagens e o aumento na produção da plataforma Gaia sejam os principais motores de crescimento nos lucros da empresa nos próximos anos.
Com uma queda de 27% no acumulado do ano, as ações da Irani também estão atraentes, na visão dos analistas, que calculam um preço sobre lucro (P/L) de 9,9 vezes em 2025 e de 8,1 vezes em 2026 para os papéis RANI3. Nesse cenário, o preço alvo para a ação é de R$ 9,50, equivalente a um potencial de alta de 26% em relação ao fechamento anterior.
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