O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Para Rubens Menin, o maior problema em relação às decisões de política monetária no Brasil é a comunicação do Banco Central
As perspectivas de taxas de juros mais elevadas no Brasil continuam a fazer sombra sobre as empresas do setor de construção — e são hoje o principal fator de preocupação de Rubens Menin, presidente do conselho de administração (chairman) do Grupo MRV (MRVE3).
“Em 1994, nós tínhamos um grande inimigo: a inflação. Ela eliminava todos os nossos esforços. Mas então vencemos a guerra da inflação — ou pelo achamos que vencemos —, só que agora temos uma nova briga tão ruim quanto, que é a guerra dos juros”, afirmou, durante o Fórum Incorpora, evento da indústria da incorporação imobiliária e construção civil organizado pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias).
“Hoje, uma empresa triple A [que possui a nota máxima no nível de confiança, do ponto de vista financeiro] paga juros reais de 7,5% ao ano. Com esse patamar, ela não consegue ser competitiva no cenário mundial. Nós vamos perder as nossas empresas com esses juros.”
Vale lembrar que o setor imobiliário é um dos segmentos mais sensíveis da bolsa a fatores macroeconômicos, como inflação e a trajetória dos juros.
Para Menin, o maior problema em relação às decisões de política monetária no Brasil é a comunicação do Banco Central. “Eu sou radicalmente contra esses juros do Brasil. O discurso não está bom”, disse o dono da MRV.
O executivo cita como exemplo a situação dos Estados Unidos: lá, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) “fez um discurso muito bem feito”, diminuiu os juros de forma gradativa e depois subiu com aviso.
Leia Também
“Nosso discurso não está bom. Primeiro, nós descemos os juros com uma rapidez maluca, não poderia ter chegado aos 2% ao ano, nós diminuímos demais. Aí as empresas aproveitaram para investir. Só que de repente os juros voltaram em uma velocidade maluca, em nenhum lugar do mundo aconteceu isso. O Brasil não acertou, porque está voltando para trás enquanto os outros países estão acertando. Nós erramos e nós pagamos a conta agora tentando corrigir.”
Na manhã desta terça-feira (24), o Copom publicou uma ata mais dura que o esperado e reforçou as expectativas de um aperto monetário ainda maior na próxima reunião, prevista para acontecer nos dias 5 e 6 de novembro.
Apesar das perspectivas mais negativas para os juros, Menin diz estar “extremamente otimista” com o futuro do setor de construção civil.
“O PIB surpreendeu em 2023 e vai surpreender de novo neste ano. O Brasil está crescendo, o desemprego não está ruim. 2025 vai ser um pouco mais disso.”
Na avaliação do executivo, em um ambiente de Selic ainda elevada, será cada vez mais necessário acompanhar os níveis de fluxo de caixa das empresas. “Às vezes, o negócio é muito bom, mas o cash flow mata.”
O cenário de juros global também continua no radar, já que um eventual corte da Selic por aqui está condicionado à continuação do ciclo de quedas no exterior, especialmente nos EUA.
“Eu torço muito para que o mundo resolva a inflação, o Fed continue a sinalizar para baixo. Por aqui, temos que discutir um pouco mais esse problema do ‘acabou fiscal’ e, em algum momento do início do ano, quando surgir a luz no fim do túnel e o Copom puder cortar juros de novo, esse setor vai continuar bombando e crescendo. Eu sou bem otimista.”
Com lucros e rentabilidade ainda pressionados, o mercado começa a discutir se o BB deixou o pior para trás ou apenas ganhou tempo
A operação acabou saindo no piso do intervalo reduzido horas antes pelo banco, a US$ 12, de acordo com a Bloomberg
Dados do quarto trimestre de 2025 servem de termômetro para o desempenho financeiro da petroleira; que será divulgado em 5 de março após o fechamento do mercado
Banco revisou estimativas para oito construtoras de média e alta renda e recomenda mais seletividade diante de juros altos e crédito restrito
A faixa indicativa, que antes oscilava entre US$ 15 e US$ 18, caiu para um intervalo entre US$ 12 e US$ 13; a expectativa atual é de uma precificação no piso
O motivo é a aprovação de urgência para a votação de um projeto que pode elevar o Ebitda da gigante petroquímica em cerca de US$ 290 milhões em 2026 — cerca de 50% do Ebitda dos últimos 12 meses
Operação em libras pode ser a primeira de uma empresa de tecnologia com prazo tão longo desde os anos 1990
Atualmente, o menino divulga os produtos na rede social Instagram, monitorada pela sua mãe
Entre as exigências está a apresentação de uma relação de credores mais completa, organizada por empresa, com os respectivos valores e a natureza dos créditos
O anúncio da contratação dos escritórios vem após a empresa ter tido suas notas de crédito rebaixadas por três empresas empresas de rating
A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.
A Anac define regras específicas para as baterias de lítio, que são comuns em celulares, notebooks e powerbanks
Saída de Mariana de Oliveira se soma às mudanças na diretoria executiva da construtora; entenda o movimento
Aumento de capital acontece enquanto mercado anseia por IPO e empresa avalia novos ativos de saneamento
Agora, Fitch, S&P Global e Moody’s — as três principais agências de rating — rebaixaram a companhia para nível especulativo
Segundo a companhia, esses pagamentos serão realizados a título de antecipação do dividendo obrigatório do exercício de 2026
Na prática, cada papel BBSE3 vai receber R$ 2,54996501627 por ação, valor que será corrigido pela taxa Selic desde 31 de dezembro de 2025 até a data do pagamento
Para o maior banco de investimentos do país, o problema não está na distribuição — mas no uso excessivo do FGC como motor de crescimento
Mudança veio após a Raízen contratar assessores financeiros e legais para estudar saídas para o endividamento crescente e a falta de caixa; Fitch também cortou recomendação da companhia
Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)