🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

QUARTETO DE INFRAESTRUTURA

As 4 ações de energia para se ‘blindar’ do sobe e desce do Ibovespa em 2024, segundo gestor com mais de R$ 35 bilhões em ativos

Para Marcelo Sandri, sócio e gestor da Perfin, as ações da Eletrobras (ELET3), Equatorial (EQTL3), Eneva (ENEV3) e Energisa (ENGI3) são opções para proteger a carteira

Camille Lima
Camille Lima
19 de junho de 2024
6:11 - atualizado às 12:12
Marcelo Sandri, gestor da Perfin, fala sobre apostas em ações de energia.
Marcelo Sandri, gestor da Perfin, fala sobre apostas em ações de energia. - Imagem: Montagem Andrei Morais, Envato

A montanha-russa da volatilidade se tornou rotina para quem investe em ações no Brasil. Com grandes picos e vales ao longo dos últimos meses, acompanhar o desempenho do Ibovespa foi capaz de tirar o sono até do economista mais tranquilo do mercado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas para a Perfin Investimentos, gestora com mais de R$ 35 bilhões em ativos sob administração, existe um meio de proteger a carteira de investimentos sem deixar o mercado acionário de lado: por meio do setor de infraestrutura — em especial, em energia elétrica.

Segundo Marcelo Sandri, sócio e gestor no comando do portfólio do fundo de investimentos Perfin Utilities, o setor de utilidades públicas passou a se comportar como uma classe de ativos segura e com um prêmio de risco (equity risk premium) importante em relação à dívida brasileira no longo prazo.

“Cada vez mais a gente tem observado que a alocação em bolsa no Brasil, com algumas exceções, não tem remunerado tão bem o custo de capital do investidor. Mas o setor de infraestrutura tem sido uma grata exceção”, disse Sandri, em entrevista ao Seu Dinheiro.

O Perfin Utilities é um fundo de investimento em cotas de um fundo de ações que aloca capital em papéis dos segmentos de energia elétrica, água e saneamento, transportes, portuário e gás listados na bolsa brasileira. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Apesar da visão otimista da Perfin para infraestrutura, seja por preço ou risco dos negócios, não são todos os papéis do setor negociados na B3 que brilham aos olhos da gestora. 

Leia Também

Na realidade, hoje as principais apostas do fundo para 2024 se concentram em cinco ações, sendo que quatro delas são do setor de energia. 

São elas a Eletrobras (ELET6), a Equatorial (EQTL3), a Energisa (ENGI11), Eneva (ENEV3) e a CCR (CCRO3) — a última, pertencente ao segmento de concessões rodoviárias e mobilidade urbana.

Eletrobras (ELET3) e o brilho da energia 

Atualmente, os segmentos de geração e de distribuição de energia são vistos como as joias da coroa da Perfin. Para Sandri, essas indústrias sofreram com temores “exagerados” do mercado e agora possuem uma “assimetria de risco e retorno bem interessante”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O segmento de geração de energia foi penalizado pela perspectiva de que os preços de eletricidade — que estão pressionados devido ao período extenso de chuvas no país, que encheu os reservatórios acima da média — continuarão muito baixos por muito tempo. 

Porém, na avaliação da gestora, como a demanda por energia no Brasil tem crescido — seja por eletrificação, robustez ou pelos eventos climáticos extremos —, a carga elétrica também deve subir, assim como os preços da commodity.

“Hoje as ações do setor elétrico listadas não têm uma precificação adequada, tendo em vista o preço de energia de longo prazo, que justifique você levantar uma uma nova planta de geração”, afirmou o gestor. 

Na visão de Marcelo Sandri, a Eletrobras (ELET3) foi uma das principais afetadas no quesito preço — e, após acumularem uma queda de 16% na B3 em 2024, as ações estão dando uma “oportunidade histórica de investimento” atualmente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para além das preocupações setoriais de preço de energia, a companhia ainda foi pressionada por temores de maior intervenção política — já que a ex-estatal federal vem enfrentando uma série de resistências do governo após a eleição do presidente Lula.

Em março do ano passado, a União, que detém 43% do capital votante da empresa, entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a cláusula no estatuto que limita o poder de voto dos acionistas a 10% do capital.

Para a Perfin Investimentos, ainda que o governo tenha feito uma “provocação” para aumentar o poder de voto, a Eletrobras (ELET3) logo deve chegar a um acordo com a União, especialmente considerando a “robustez do processo de privatização já referendado por outros players”, como o Congresso e o Tribunal de Contas da União (TCU).

Enquanto as energias renováveis estão na moda…

Além da Eletrobras (ELET3), a explosão de demanda por energias renováveis no Brasil abriu espaço para outra companhia surgir como um expoente de segurança energética: a Eneva (ENEV3).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A gente investe na companhia justamente por acreditar que o Brasil necessita muito de energia firme, que vai ser suprida primordialmente pelo setor de gás natural”, afirmou o sócio da Perfin.

Isso porque atualmente existe uma lacuna em relação ao suprimento de energia noturno, já que boa parte dos investimentos brasileiros em energia verde foram destinados à solar. 

“Ela atende muito bem a carga de manhã e à tarde, mas tem um problema para suprir à noite, e devemos suprir essa carga muito em função até de leilões de capacidade”, disse Marcelo Sandri.

Segundo a Perfin, a empresa ainda deve se beneficiar do novo ciclo de investimentos em infraestrutura no país devido à necessidade de garantia de segurança energética frente aos eventos climáticos extremos vistos recentemente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações da Equatorial (EQTL3) e da Energisa (ENGI11)

Já do lado da distribuição de energia, o novo ciclo de renovação de concessões que está acontecendo no Brasil deve impulsionar dois papéis na bolsa: EQTL3 e ENGI11

Isso porque as empresas possuem bases em estados que estão vivenciando aumentos de temperatura expressivos — a Energisa no Centro-Oeste e a Equatorial no Nordeste. Desse modo, as companhias devem investir ainda mais na robustez das redes para enfrentar as mudanças climáticas.

“A Equatorial é uma grande empresa de infraestrutura brasileira que tem braços em quase todos os segmentos da infra brasileira, e no setor de distribuição ainda tem uma oportunidade de crescimento orgânico, pela necessidade de robustecer as redes em função da emergência climática, e inorgânico, em movimentos de consolidação.”

Para o sócio da Perfin, atualmente a Energisa e a Equatorial estão sendo negociadas com spreads “nunca vistos” em relação à dívida brasileira, com retorno em torno de 6% em comparação com as NTN-Bs, títulos públicos do Tesouro Direto conhecidos como Tesouro IPCA+ com juros semestrais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Por serem teses de muita qualidade, elas costumavam negociar com TIRs [taxas internas de retorno] muito mais próximas das NTN-Bs do que temos visto hoje. Isso nos dá a confiança de construir uma posição em empresas de muita qualidade a preços excelentes.

Segundo o gestor, a Energisa ainda seria uma espécie de “Equatorial turbinada” por causa do percentual maior do portfólio alocado no segmento de distribuição de energia. 

“Hoje a Equatorial está um pouco mais diversificada pelos investimentos recentes que ela fez em geração e transmissão de energia e em saneamento. Enquanto isso, apesar de também fazer investimentos em outras frentes de energia, como a distribuição de gás, a Energisa está mais concentrada na distribuição de energia em si.”

O tipo de diversificação do portfólio de distribuição de energia da Energisa também atrai a atenção da Perfin, já que a companhia está explorando o mercado de gás, que atualmente possui pouca concorrência privada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A Energisa está muito bem posicionada para replicar o que ela vem fazendo em energia em uma menor escala para o mercado de gás.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em dividendos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

NO RADAR DO CADE

Azul (AZUL53) colocou o carro na frente dos bois em negócio com a American Airlines? Entenda a denúncia de possível ‘gun jumping’

5 de março de 2026 - 15:01

O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)

SUBIU DEMAIS?

É o fim da linha para a Vale (VALE3)? XP diz que rali das ações está com os dias contados

5 de março de 2026 - 14:33

Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre

TECNOLOGIA NO CENTRO

A revanche dos bancões: como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander reagiram à invasão das fintechs — e por que agora a ‘guerra’ é outra

5 de março de 2026 - 14:01

Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade

OPORTUNIDADE

Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG

5 de março de 2026 - 11:07

O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

BENEFÍCIOS DE ELITE?

Luxo acessível? Revolut promete 120% do CDI, IOF zero e cartão premium para além da alta renda

5 de março de 2026 - 10:33

Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros

DINHEIRO À VISTA?

Uma nova solução: Raízen (RAIZ4) avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida; Shell entra com maior valor

5 de março de 2026 - 9:45

Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Vem mais dividendo por aí? Após produção recorde da Petrobras (PETR4), analistas revelam o que esperar do balanço do 4T25

5 de março de 2026 - 6:01

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025

CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar

4 de março de 2026 - 16:30

Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

ESTREIA NA BOLSA

Divisão de metais básicos da Vale (VALE3) quer estar pronta para o IPO até o meio do ano, diz CEO

4 de março de 2026 - 13:41

Após promessa de reorganização e corte de custos, a Vale Base Metals trabalha para deixar a operação pronta para uma eventual oferta pública antes do prazo inicialmente previsto para 2027

EFEITO DOMINÓ

A teia da Fictor só aumenta: Justiça inclui dezenas de empresas na recuperação judicial — e lista pode escalar ainda mais

4 de março de 2026 - 12:03

Perícia aponta fluxo financeiro pulverizado entre subsidiárias; juiz fala em confusão patrimonial e não descarta novas inclusões no processo.

SAÍRAM DA MESA

Shell e Cosan, controladores da Raízen (RAIZ4), abandonam negociações sobre injeção de capital na fabricante de etanol, diz agência

4 de março de 2026 - 11:20

Segundo a agência de notícias, a Shell ainda pretende prosseguir com a injeção de capital e apoiar a Raízen nas discussões contínuas com bancos e credores

MAIS DÍVIDA QUE CAIXA

Depois de perder quase um terço do valor, Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) diz que negociações com credores são construtivas

4 de março de 2026 - 11:02

Segundo o GPA, a reestruturação das dívidas não tem relação com as operações do dia a dia de sua rede de supermercados, ou ainda suas relações com fornecedores, clientes ou parceiros.

DEPOIS DA DILUIÇÃO MASSIVA

Adeus, lotes de 1 milhão de ações? Azul (AZUL53) quer que papel volte a valer R$ 1 e propõe grupamento de 150 mil para 1

4 de março de 2026 - 10:27

Proposta busca elevar o valor individual das ações para acima de R$ 1 e encerrar negociações em lotes de 1 milhão de papéis após a reestruturação financeira da companhia

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar