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Se os prejuízos totais provocados por catástrofes naturais em 2023 ficaram estáveis em relação a 2022, o número de vítimas dessas tragédias disparou
Os sinais das mudanças climáticas estão por todos os cantos do planeta. Tempestades, incêndios, temperaturas extremas, terremotos e outros desastres naturais custaram ao mundo US$ 250 bilhões em prejuízos em 2023.
O montante equivale a R$ 1,217 trilhão na cotação de hoje e foi apurado em um levantamento anual da Munich Re, maior empresa de resseguros do mundo.
O valor dos prejuízos causados por desastres naturais foi praticamente o mesmo daquele registrado em 2022. E, enquanto o total segurado diminuiu, a quantidade de vítimas disparou.
De acordo com a Munich Re, os prejuízos de tragédias climáticas cujos efeitos foram atendidos por apólices de seguro diminuíram de US$ 125 bilhões em 2022 para US$ 95 bilhões em 2023.
A maior parte dos prejuízos foi causada por um grande número de tempestades regionais severas.
Nos Estados Unidos e na Europa, o nível de perdas nesses eventos climáticos foi qualificado como “sem precedentes” pela resseguradora.
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A Munich Re observa ainda que tempestades severas costumam ser rubricadas como “danos colaterais” ou então como eventos de pequeno a médio porte.
No entanto, a expectativa é de que os prejuízos com os chamados “danos colaterais” aumentem substancialmente nos próximos anos.
Isso porque as mudanças climáticas estão desencadeando condições meteorológicas extremas com mais frequência e intensidade.
O geocientista Ernst Rauch, cientista-chefe de clima da Munich Re, disse que, no passado, os maiores prejuízos costumavam ser causados por “mega-desastres”.
Segundo ele, foi apenas "por acaso" que nenhum deles atingiu países desenvolvidos em 2023.
“Se nós, como sociedade, não dermos mais importância a este tema, então as perdas, especialmente devido a eventos relacionados com o clima, provavelmente aumentarão no futuro", disse Rauch em entrevista à norte-americana CNBC.
"Será cada vez mais não apenas um desafio econômico, mas também social”, afirmou ele.
Se os prejuízos totais provocados por catástrofes naturais em 2023 ficaram estáveis em relação a 2022, o mesmo não se pode dizer da quantidade de vítimas dessas tragédias.
O número de mortes causadas por desastres naturais atingiu 74 mil no ano passado, de acordo com a Munich Re.
A quantidade de vítimas fatais das tragédias é muito superior à média anual de 10 mil mortes nos cinco anos anteriores.
Dessas 74 mil mortes, cerca de 63 mil ocorreram em terremotos. Trata-se do maior número de mortes em tremores de terra desde 2010.
Nesse sentido, uma série de terremotos na Turquia e na Síria no início do ano passado foi identificada como o desastre natural mais destrutivo de 2023, com 55 mil mortos, mais de 100 mil feridos e cerca de US$ 50 bilhões em prejuízos.
*Com informações da CNBC.
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