🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

BALANÇO DO MÊS

Bitcoin e ouro lideram novamente o ranking dos melhores investimentos em setembro, enquanto Ibovespa volta a amargar perdas; veja o ranking

Nem mesmo o corte de juros nos EUA e os estímulos econômicos na China foram capazes de animar a bolsa brasileira; veja o ranking dos melhores e piores investimentos do mês

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
30 de setembro de 2024
18:55 - atualizado às 12:39
Ouro e bitcoin
Imagem: Shutterstock

Mesmo com o início do tão aguardado ciclo de cortes de juros nos Estados Unidos, alívio na cotação do dólar e estímulos econômicos na China que reanimaram os preços das commodities, os ativos de risco continuaram a sofrer em setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa teve uma queda de 3,08% no mês, aos 131.816,44 pontos, revertendo os ganhos acumulados no ano em perdas agora de 1,77%. Mesmo o Índice de Fundos Imobiliários (IFIX), ativos que tendem a ser bem menos voláteis que as ações, teve uma queda de 2,58% no mês.

Já os títulos públicos prefixados e indexados à inflação também fecharam em baixa em todos os vencimentos disponíveis no Tesouro Direto. Os de prazo mais longo (com vencimentos em 2055 e 2045) ficaram na lanterna do ranking, com quedas superiores a 4%.

Com esse cenário negativo para os ativos locais, mais uma vez o mês foi dos conservadores e daqueles que se arvoraram em ativos de proteção ou descorrelacionados do mercado local.

O campeão de setembro foi novamente o bitcoin, seguido do ouro, que atingiu novas máximas no mercado internacional, e dos títulos públicos mais conservadores do Tesouro Direto, os papéis Tesouro Selic. Veja a seguir o ranking dos melhores e piores investimentos de setembro:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os melhores investimentos de setembro

InvestimentoRentabilidade no mêsRentabilidade no ano
Bitcoin4,36%69,17%
Ouro (GOLD11)1,55%42,25%
CDI*0,95%7,90%
Tesouro Selic 20290,92%8,18%
Tesouro Selic 20260,89%8,06%
Poupança nova**0,58%5,25%
Poupança antiga**0,58%5,25%
Índice de Debêntures Anbima Geral (IDA - Geral)*0,53%8,65%
Tesouro Prefixado 2027-0,81%-
Tesouro IPCA+ 2029-1,57%0,57%
IFIX-2,58%-0,16%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035-3,00%-1,45%
Ibovespa-3,08%-1,77%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035-3,09%-
Dólar à vista-3,33%12,24%
Dólar PTAX-3,67%12,55%
Tesouro Prefixado 2031-3,68%-
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2040-4,18%-2,72%
Tesouro IPCA+ 2035-4,19%-4,26%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2055-4,91%-6,02%
Tesouro IPCA+ 2045-7,31%-11,01%
(*) Até dia 27/09. (**) Poupança com aniversário no dia 27.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

Lá fora, tudo azul com o corte de juros efetuado pelo Fed

O acontecimento mais importante do mês sem dúvida foi o início do esperado ciclo de cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central americano, em 0,50 ponto percentual.

Leia Também

Junto com cortes de juros em outros países desenvolvidos e dados econômicos mostrando enfraquecimento do mercado de trabalho e da inflação dos EUA, a decisão de política monetária enfraqueceu o dólar globalmente e animou as bolsas ao redor do mundo.

As bolsas americanas fecharam o mês com ganhos que incluíram uma nova sucessão de recordes do índice S&P 500. A moeda americana fechou setembro em baixa de 3,33% em relação ao real, aos R$ 5,45 na cotação à vista.

  • VEJA MAIS: Evento gratuito com especialistas discute o futuro da economia global pós-eleições americanas; veja como se inscrever

O ouro também se beneficia do corte de juros nos EUA, que reduz a atratividade dos juros pagos pelos títulos do Tesouro americano – considerado o ativo mais seguro do mundo – e torna mais atraentes os ativos de proteção que não pagam juros, como os metais preciosos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, a commodity teve uma nova sucessão de máximas históricas, e seu preço já beira os US$ 2.700.

Ao longo do mês também foi visto um aumento das tensões no Oriente Médio, com uma troca de ataques entre Israel e o Hezbollah que pode levar a um conflito generalizado na região.

Isso se soma ao cenário já repleto de tensões geopolíticas, como a nova guerra comercial entre o Ocidente e a China, que costuma beneficiar os ativos de proteção.

Leia também

Já o bitcoin, além de se beneficiar do alívio monetário nos EUA, por ser considerado um ativo de risco e ligado a tecnologia, vive um momento de antecipação dos investidores à alta histórica que costuma acontecer nos preços do criptoativo nos meses de outubro, apelidado de Uptober.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a maior criptomoeda do mundo tem se beneficiado de uma migração de grandes investidores institucionais para os ETFs de bitcoin à vista, principalmente de recursos advindos de ações de tecnologia que já tiveram uma valorização bastante significativa, como a Nvidia (NVDA).

Por aqui o risco fiscal pesou, mesmo com os estímulos na China

A bolsa brasileira, porém, não pegou carona na animação do exterior. Por aqui, o mês foi marcado pelo início de um novo ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, de 10,50% para 10,75% ao ano.

A alta já era esperada, uma vez que os índices de preços vêm ficando perigosamente próximos ao topo da meta de inflação, com dados de crescimento econômico que vêm surpreendendo para cima.

Porém, as sinalizações do próprio Banco Central após a decisão de juros foram de aceleração das altas nas próximas reuniões do seu Comitê de Política Monetária (Copom).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O mercado e os economistas também pioraram suas estimativas para inflação e juros no futuro próximo, elevando os juros futuros, o que tende a machucar os ativos de risco, como ações e fundos imobiliários, bem como os preços dos títulos de renda fixa prefixados e indexados à inflação, como é o caso dos papéis Tesouro Prefixado e Tesouro IPCA+.

Os investidores têm grande preocupação sobretudo com o risco fiscal, uma vez que entendem que em boa parte é o gasto público elevado que vem turbinando os resultados econômicos e pressionando a inflação.

Os temores pioraram após a divulgação do Relatório Bimestral de Receitas e Despesas pelo Ministério do Planejamento, que mostrou que o governo irá congelar cerca de R$ 2 bilhões do Orçamento a menos do que o inicialmente esperado. Ou seja, na prática, esses recursos foram liberados para gastos.

Isso sinalizou ao mercado que a União não está se comprometendo com o ajuste fiscal como deveria, além de contar com receitas ainda incertas para aumentar a arrecadação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desequilíbrio fiscal, por sinal, pesa justamente sobre o risco-país e, consequentemente, sobre os juros futuros de prazos mais longos, penalizando principalmente os títulos de renda fixa de longo prazo.

Assim, nem mesmo a série de estímulos econômicos anunciados por autoridades chinesas para reanimar o crescimento do Gigante Asiático – que aumentaram os preços das commodities e chegaram a ter impacto positivo do Ibovespa no fim de setembro – foram capazes de impedir a queda do índice no acumulado do mês.

Leia também

Maiores altas do Ibovespa em setembro

AçãoCódigoDesempenho no mês
CSN MineraçãoCMIN320,60%
AzulAZUL415,21%
Santos BrasilSTBP313,54%
BraskemBRKM510,31%
Companhia Siderúrgica NacionalCSNA38,43%
Telefônica BrasilVIVT37,72%
EnevaENEV36,85%
ValeVALE36,65%
Lojas RennerLREN36,34%
TIM BrasilTIMS35,74%
Fonte: B3/Broadcast

Maiores quedas do Ibovespa em setembro

AçãoCódigoDesempenho no mês
Brava EnergiaBRAV3-33,30%
AssaíASAI3-22,26%
Magazine LuizaMGLU3-20,31%
Minerva FoodsBEEF3-15,62%
B3B3SA3-14,79%
Azzas 2154AZZA3-13,98%
VamosVAMO3-13,03%
PetroRecôncavoRECV3-12,84%
Caixa SeguridadeCXSE3-11,13%
BRFBRFS3-10,22%
Fonte: B3/Broadcast

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEM MULTAS

Começa a valer hoje a renovação automática da CNH para bons motoristas; veja como funciona

9 de janeiro de 2026 - 15:54

Medida assinada pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, dispensa exames, taxas e ida ao Detran para condutores sem infrações

INFLAÇÃO E JUROS

IPCA de dezembro deixa gosto amargo na boca: corte da Selic em janeiro sai da prateleira e março finca lugar na mesa 

9 de janeiro de 2026 - 13:10

Apesar de o índice ter fechado o ano dentro do intervalo de tolerância da meta do Banco Central, bancos e corretoras descartam o relaxamento dos juros agora; saiba o que esperar da inflação em 2026

DE OLHO NO CONTRIBUINTE

Lula sanciona Lei do Devedor Contumaz, mas barra cinco pontos do texto; veja o que mudou

9 de janeiro de 2026 - 11:39

As empresas que forem classificadas como devedoras contumazes estarão sujeitas a uma série de penalizações

A RENDA FIXA É POP

Busca por isenção de IR drenou recursos dos fundos de ações e multimercados em 2025, apesar dos seus bons retornos

9 de janeiro de 2026 - 7:37

Fundos de maior risco continuaram a sofrer resgates, enquanto os fundos de crédito privado, muitos dos quais incentivados, foram as grandes estrelas de captação do ano

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil 3582 brilha sozinha e faz 2 novos milionários; Mega-Sena e outras loterias acumulam

9 de janeiro de 2026 - 7:14

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na quinta-feira. Os dois sortudos são da região Sudeste.

PRESSÃO DIGITAL

Caso Master: avalanche de críticas ao Banco Central entra na mira da PF e levanta suspeita de pressão coordenada

8 de janeiro de 2026 - 17:06

Pico de publicações e abordagem a criadores de conteúdo levantam alertas sobre pressão digital após a liquidação do Banco Master

PRESTAÇÕES REDUZIDAS

Pequenas empresas podem parcelar dívidas com desconto e condições facilitadas até 30 de janeiro; veja como

8 de janeiro de 2026 - 15:01

Negociação com PGFN permite parcelar débitos inscritos na dívida ativa da União com descontos conforme a capacidade financeira do empreendedor

CASO MASTER

Quase 75% dos empréstimos consignados do Banco Master agora estão na mira do INSS

8 de janeiro de 2026 - 12:47

Segundo informações do Estadão, um processo administrativo do INSS aponta para um padrão de irregularidades na expansão da carteira de crédito do banco de Daniel Vorcaro

PÉ NA ESTRADA

Portugal passa a aceitar a CNH brasileira; veja quais outros países aceitam o documento

8 de janeiro de 2026 - 12:37

Decreto assinado pelo presidente português coloca o país no grupo restrito que aceita a CNH do Brasil sem exigência de permissão internacional

ALTOS E BAIXOS

Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025, mas real se valoriza

8 de janeiro de 2026 - 12:07

Fluxo cambial negativo atinge US$ 33,3 bilhões, segundo BC

BOA PARA MORAR?

Ponto de virada da cidade com metro quadrado mais caro do interior de São Paulo veio do céu (literalmente)

8 de janeiro de 2026 - 11:38

Pesquisa FipeZap mostra que o metro quadrado dos imóveis em São José dos Campos teve valorização de 9,6% mais em um ano

NO REBOTE

Lotomania aproveita bola dividida na Lotofácil e paga maior prêmio da quarta-feira nas loterias da Caixa

8 de janeiro de 2026 - 7:24

Lotofácil deixou dois apostadores quase milionários, mas não foi páreo para o prêmio principal da Lotomania. Na +Milionária, uma bola na trave impressionante impediu que ela saísse pela terceira vez na história.

MERCADO DE CAPITAIS

CVM sob um novo-velho comando: quem é Otto Lobo, indicado do governo Lula para a presidência da xerife do mercado de capitais

7 de janeiro de 2026 - 19:13

Atual presidente interino associado a decisão polêmica sobre a Ambipar é indicado para liderar a autarquia em meio ao aniversário de 50 anos da instituição

ENTENDA A NOVA LEI

Tributação sobre lucros e dividendos: o que a nova lei muda para empresas do Simples Nacional

7 de janeiro de 2026 - 18:30

Especialistas apontam conflito com a Lei Complementar nº 123/2006, que garante tratamento diferenciado ao regime simplificado

MENINO NEY

O que você faria com R$ 300 milhões? Neymar comprou uma coleção de veículos na ‘estética Batman’

7 de janeiro de 2026 - 16:16

Jatinho avaliado em R$ 250 milhões, helicóptero usado em deslocamentos ao CT e um Batmóvel de R$ 8 milhões compõem a coleção exibida pelo craque

DE NOVO 

Fake news sobre taxação do Pix acima de R$ 5 mil volta a circular; entenda o que diz a Receita Federal

7 de janeiro de 2026 - 15:44

Órgão nega imposto, multa e qualquer cobrança sobre movimentações financeiras, inclusive via PIX, e reforça isenção maior do IR a partir de 2026 

GOLAÇO!

Quina aproveita bolas divididas na Lotofácil e na Dia de Sorte e faz único milionário das loterias da Caixa na terça-feira

7 de janeiro de 2026 - 7:43

Quina foi a única loteria da Caixa a pagar um valor milionário ontem, mas os prêmios de consolação da Mega-Sena, da Timemania, da Lotofácil e da Dia de Sorte deixam pouca margem para reclamação

EM BREVE

Calendário do PIS/Pasep 2026 começa em fevereiro; confira quando o abono cai na conta

7 de janeiro de 2026 - 5:45

Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto 

AUMENTOU

INSS reajusta piso em 2026: benefício agora parte de R$ 1.621 com novo salário mínimo

6 de janeiro de 2026 - 15:15

Reajuste de 6,79% entra em vigor em janeiro; os pagamentos com o valor reajustado seguem o calendário oficial do INSS 

INVESTIGADO

Banco Central questiona decisão do TCU em relação à investigação do Master, e embate ganha novo capítulo

6 de janeiro de 2026 - 13:43

O BC entrou com um embargo de declaração no TCU, para questionar a decisão de investigá-lo no processo de análise do Banco Master; veja qual o risco da liquidação ser revertida

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar