🔴 NOVA META: ATÉ R$ 3.000 POR DIA COM DUAS OPERAÇÕES – CONHEÇA O INDICADOR X

Camille Lima
Camille Lima
Repórter no Seu Dinheiro. Estudante de Jornalismo na Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.
APÓS FALA DE HADDAD

Inflação acima da meta não assusta — mas um outro desafio macroeconômico se impõe sobre o Brasil, diz André Esteves, do BTG Pactual

O economista avalia que o mercado “não precisa perder o sono”, mas sim manter a disciplina em relação ao sistema de metas de inflação

André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual, discursa na CEO Conference 2022
André Esteves, sócio sênior do BTG Pactual, discursa na CEO Conference 2022 - Imagem: BTG Pactual/Divulgação

Enquanto ontem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tecia críticas ao "coro velado" do mercado de que a inflação no Brasil estaria alta, nesta quinta-feira (23), um dos maiores banqueiros do país reforçou o otimismo com a macroeconomia brasileira. 

Na avaliação do sócio-fundador e presidente do conselho de administração do BTG Pactual, André Esteves, o Brasil corrigiu uma das maiores ansiedades da economia: a hiperinflação.

“Estamos muito bem do ponto de vista da inflação. Sobre expectativa, está fora da meta, mas todos sabem que a inflação ser 3,70 ou 3,80 não vai mudar a vida de ninguém, principalmente com o passado que nós fomos treinados”, afirmou, em evento realizado pelo BTG.

Segundo Esteves, na média de quatro anos, a inflação brasileira contada a partir de 2023 será “a mais baixa desde que o Brasil é uma República”. “Não é necessariamente por mérito deste governo, mas porque a sociedade fez uma escolha de ter inflação baixa.”

Além disso, o economista avalia que o mercado “não precisa perder o sono”, mas sim manter a disciplina em relação ao sistema de metas de inflação, que hoje está fixada em 3%.

“Apesar de a expectativa ter deteriorado um pouco, ela também está dentro da meta. A disciplina também significa que, quando a expectativa começa a desancorar, o Banco Central tem que latir, porque se latir alto, ele não precisará morder.”

De acordo com o presidente do conselho do BTG, é melhor que o BC continue a trazer “atas duras” no Copom, porque implica que a taxa de juros, a Selic, pode ser mais baixa. “Mas a gente tem que respeitar essa deterioração de expectativa.”

Para além da inflação, o Brasil teve outra grande conquista macroeconômica com o equilíbrio do balanço de pagamentos, que “tirou da frente o fantasma de super desvalorizações e do câmbio fora de controle”.

Além da inflação… o risco fiscal do Brasil

Mas para André Esteves, um outro desafio macroeconômico se impõe sobre o Brasil atualmente: o fiscal.

“A gente ainda precisa se conscientizar de que a questão fiscal é muito simples: você não pode gastar mais do que você ganha. Se um país gasta mais do que arrecada, nós contratamos a certeza de que as futuras gerações vão ser oneradas ou com mais impostos ou com piores serviços sociais — e muito provavelmente, com a combinação das duas coisas.”

Na avaliação do sócio-fundador do BTG Pactual, o Brasil ainda não encontrou um consenso para resolver a questão fiscal, mas “está caminhando”. “O primeiro passo para resolver um problema é que ele esteja em cima da mesa, e o fiscal está”, disse Esteves.

  • [Relatório cortesia da Empiricus Research] Estrategista-chefe da casa libera conteúdo com recomendações de investimento e comentários sobre o cenário macro. Veja o que Felipe Miranda tem a dizer sobre dólar, juros nos EUA e meta fiscal, clicando AQUI.

Já segundo Mansueto Almeida, economista-chefe do banco e ex-secretário do Tesouro Nacional, apesar da carga tributária elevada do Brasil hoje, ainda há um grande buraco fiscal. 

“A notícia boa é que foi aprovado um plano fiscal que tenta colocar uma trava no ritmo de crescimento do gasto público”, destacou Almeida.

Enquanto isso, na ponta negativa, estão as regras automáticas de crescimento das despesas obrigatórias do governo federal, como os benefícios previdenciários e assistenciais, que são ligados ao salário mínimo, ou o gasto com saúde e educação, vinculado à arrecadação. 

“Quando o governo faz um esforço de um plano fiscal aumentando a arrecadação e mudando regimes especiais tributários, ele necessariamente terá que gastar mais com saúde e educação”, afirmou o economista.

“Quando o governo tem que gastar mais para lidar com evento inesperado, como é o caso da tragédia que ocorreu no Rio Grande do Sul, isso não é problema, porque esse gasto não é recorrente. O problema é o gasto que cresce todos os anos e que não desaparece.”

Para Mansueto, desvincular determinadas despesas da arrecadação “imediatamente vai reduzir o risco fiscal” e ajudará a criar um ambiente propício para a queda de juros, que impacta diretamente o nível de investimentos do país.

Compartilhe

Pressão do mercado

Haddad diz que “vai dar uma geral” no Orçamento 2025 e acelerar agenda de cortes de gastos

13 de junho de 2024 - 16:40

Segundo o ministro da Fazenda, será feita uma “revisão ampla, geral e irrestrita” das propostas para reduzir despesas

Questão fiscal brasileira

‘Modelo de arrecadação esgotou e governo tem que olhar para os custos’, afirma sócio da O2 capital

13 de junho de 2024 - 9:16

Oestes Costa comenta a necessidade de uma mudança na agenda econômica para “destravar o país” e recomenda investimentos para uma carteira diversificada; confira

LOTERIAS

Lotofácil sai para bolão em SP e Caixa recebe apostas exclusivas para a Quina de São João; Mega-Sena acumulada corre hoje

13 de junho de 2024 - 5:54

Enquanto a Lotofácil faz jus à fama de loteria “menos difícil” do Brasil, prêmio da Mega-Sena está acumulado em R$ 40 milhões

PRÊMIO BANCO CENTRAL DO ANO

Recado para Lula e Haddad? A declaração de Campos Neto sobre a autonomia do BC e as decisões de juros para conter inflação

12 de junho de 2024 - 19:54

Presidente da autoridade monetária recebeu o prêmio “Banco Central do Ano”, conferido pelo portal de notícias Central Banking, em Londres e aproveitou para falar sobre sua gestão

AJUDA AO GOVERNO

Dividendos pingando na conta do Tesouro: BNDES eleva pagamento de proventos para 50% — e cifra deve chegar a R$ 16 bilhões

12 de junho de 2024 - 19:30

Aumento do percentual de pagamento de dividendos de 25% para 50% não deve reduzir os desembolsos do banco, segundo Aloizio Mercadante

De olho nos petrodólares

Ministro da Agricultura elege sauditas como “parceiros preferenciais”

12 de junho de 2024 - 18:42

Fávaro disse que tem fechado acordos para infraestrutura e formação de fundos com a Arábia Saudita

PRESTAÇÃO DE CONTAS

O que o TCU viu de certo — e também de errado — nas contas do governo Lula em 2023?

12 de junho de 2024 - 18:21

A auditoria da prestação de contas de Lula no ano passado verificou cerca de R$ 109 bilhões em irregularidades e distorções de valor no balanço da União

MINISTROS DIVIDIDOS

A remuneração do FGTS vai mudar: confira a decisão do STF sobre o cálculo que pode afetar o setor imobiliário

12 de junho de 2024 - 16:15

Atualmente, os valores depositados no fundo remuneram a Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, além do eventual lucro no período, mas o cálculo vai mudar.

MP da Compensação

Senado avalia usar Imposto de Renda, repatriação e dinheiro esquecido para compensar a desoneração da folha

12 de junho de 2024 - 12:03

Uma das fontes avaliadas pelo Senado para compensar desoneração é a taxação de compras internacionais

AI MINHAS COMPRINHAS

Câmara aprova lei que taxa compras internacionais de varejistas como Shein, AliExpress e Shopee. Lula vai vetar?

12 de junho de 2024 - 10:08

A alíquota de 20% sobre o e-commerce estrangeiro foi um “meio-termo” e substituiu a ideia inicial de aplicar uma cobrança de 60% sobre mercadorias que vêm do exterior

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar