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Fundo imobiliário RCRB11 quer despejar WeWork após levar calote por três meses consecutivos; cotas recuam na B3

Depois de três calotes e discussões “infrutíferas” em uma negociação extrajudicial com a Alvarez & Marsal, a gestão do RCRB11 contratou um assessor legal para abrir duas ações contra a WeWork

Fotografia de um escritório com o letreiro da WeWork, empresa que loca imóveis de fundos imobiliários
Escritório da WeWork - Imagem: Reprodução/Redes sociais

A novela da inadimplência da WeWork parece longe de chegar ao fim: o fundo imobiliário Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) anunciou na última quarta-feira (21) que tomou mais um calote da companhia. Agora no terceiro mês consecutivo sem receber o aluguel, o FII pretende despejar a locatária.

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Depois de discussões “infrutíferas” em uma negociação extrajudicial com a Alvarez & Marsal, representante da WeWork, agora a gestão do RCRB11 contratou um assessor legal para “defender os direitos dos proprietários do imóvel” e abrir duas ações contra a locatária.

Vale lembrar que a WeWork atualmente aluga o imóvel Girassol 555 da Rio Bravo, localizado na Vila Madalena, na cidade de São Paulo.

Mas há meses, a pilha de aluguéis por receber do Rio Bravo só cresceu: a WeWork permanece inadimplente com relação aos aluguéis dos meses de maio, junho e julho de 2024, que deveriam ter sido pagos desde 15 de junho, mas não foram recebidos até agora.

Como o empreendimento representa 9,5% da receita do fundo, os calotes resultam em um impacto negativo de R$ 0,11 por cota na receita mensal.

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Por volta das 12h30, as cotas do RCRB11 caíam 0,56% na bolsa brasileira, a R$ 134,03.

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O que acontece se a WeWork for despejada?

O primeiro processo do Rio Bravo Renda Corporativa (RCRB11) contra a WeWork é uma execução de título extrajudicial que cobra a totalidade dos aluguéis atrasados, além de multa e juros.

Vale destacar que os encargos locatícios do imóvel, como condomínio e IPTU, permanecem sendo pagos pela WeWork normalmente.

Já o outro trata-se de uma ação de despejo devido à falta de pagamento para a rápida liberação do imóvel.

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De acordo com o Rio Bravo, quando o FII conseguir autorização da Justiça para o despejo da WeWork, a ideia é iniciar a negociação da locação do imóvel outra vez — seja com outras operadoras de coworking ou para empresas do mercado em geral.

Atualmente, o edifício Girassol 555 está 100% sublocado para inquilinos como Quinto Andar e Wise. Para a Empiricus, no caso da saída da WeWork, a negociação direta com os locatários não está descartada, mas é improvável.

É importante destacar que o RCRB11 não foi o único fundo imobiliário a tomar calote da WeWork. Na realidade, a lista já soma cinco FIIs com aluguéis por receber.

A queda do FII RCRB11 na bolsa

Para o analista Caio Araujo, da Empiricus, apesar do calote da WeWork, a queda do fundo imobiliário nos últimos meses foi “exagerada”. O RCRB11 acumula desvalorização de quase 3% desde os primeiros anúncios de inadimplência.

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A inadimplência da companhia já era um risco mapeado para o RCRB11 e, por ora, seguimos monitorando de perto. Até aqui, o cenário caminha para despejo da locatária, em um processo que pode levar alguns meses.

Mesmo com o evento negativo, interpretamos que a correção na cota do fundo nos últimos meses foi exagerada.

“Em um contexto geral, seu portfólio apresenta o melhor desempenho operacional dos últimos anos, com taxa de vacância física de apenas 1,4% e elevação do preço de locação em alguns imóveis”, afirmou Araujo.

Com a queda recente das cotas na B3, o RCRB11 ampliou o seu desconto em relação ao valor patrimonial para 34%, nas contas da Empiricus — que manteve recomendação de compra para o FII.

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