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Governo da China vem lançando uma série de medidas para estimular setor imobiliário, que vem enfrentando uma crise desde 2021, com o calote da Evergrande
Desde o calote da construtora Evergrande em 2021, a China lida com uma crise que ameaça não apenas o setor imobiliário, mas toda a economia do país. No último ano, o governo de Xi Jinping vem anunciando uma série de estímulos à atividade econômica, porém um colapso do setor imobiliário segue assombrando o Gigante Asiático.
Após o lançamento de um pacote trilionário que não agradou o mercado na última semana, o governo chinês voltou a anunciar medidas para tentar recuperar o fôlego do segmento nesta quarta-feira (13).
O Ministério de Finanças chinês anunciou a redução de um importante imposto sobre moradias. Segundo o órgão, a taxa sobre as escrituras para a primeira e segunda habitações de até 140 metros quadrados passará para 1%. Atualmente, o imposto é de até 3%.
Além disso, as taxas para escrituras da primeira e segunda moradias com mais de 140 metros também serão cortadas para 1,5% e 2%, respectivamente.
Já a taxa mínima de pré-pagamento do imposto de valor agregado para terrenos será reduzida em 50 pontos-base, de acordo com o ministério.
O anúncio veio após o ministro de Finanças chinês, Lan Fo'an, sinalizar na semana passada que Pequim estudava medidas de incentivo fiscal para o setor imobiliário.
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As novas iniciativas fazem parte de um amplo pacote de estímulos, que inclui uma série de medidas monetárias e fiscais, além de propostas voltadas para imóveis.
Apesar dos esforços do governo chinês para impulsionar o setor imobiliário no último ano, o Gigante Asiático registrou uma queda de 24% nas vendas de novas moradias entre janeiro e setembro em relação ao mesmo período de 2023. Já entre janeiro e agosto, a queda foi de 25%.
Além disso, as construções iniciadas, que abrangem tanto residências quanto propriedades comerciais, registraram declínio anual de 22,2% nos primeiros nove meses do ano, ante recuo de 22,5% de janeiro a agosto.
Mas não é só o setor imobiliário que vem mostrando resistência para sair da crise. As famílias chinesas ainda evitam expandir o consumo, com uma taxa abaixo de 40% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o que representa cerca de 20 pontos percentuais abaixo da média global.
Segundo os últimos dados do Centro Nacional de Estatísticas da China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) em outubro subiu 0,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O indicador demonstrou uma desaceleração em relação ao aumento de 0,4% no mês anterior.
É em meio aos riscos de uma deflação que o mercado aguarda medidas que impactem diretamente o consumo no país, porém o governo vem demonstrando resistência em relação a esse tipo de estímulo econômico.
Não são só a crise no setor imobiliário e o fantasma da deflação que vêm dificultando a vida de Xi Jinping. A vitória de Donald Trump na corrida eleitoral pela presidência dos Estados Unidos também representa uma outra pedra no sapato da economia chinesa.
Isso porque, na primeira gestão de Trump, os Estados Unidos e a China se enfrentaram em uma guerra comercial, que aumentou as tensões geopolíticas.
E o republicano não parece ter mudado de postura: uma das principais promessas de campanha de Trump foi o aumento de tarifas, especialmente em relação a produtos chineses.
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