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Atualmente, o aplicativo de mensagens conta com mais de 800 milhões de usuários mensais e mais de 4 milhões de usuários que pagam pelos serviços ampliados do aplicativo
O Telegram segue com o objetivo de ser uma rede social focada em Web 3.0 — ou seja, ser um aplicativo focado na nova geração da internet. Nesta quarta-feira (28), o CEO da companhia, Pavel Durov, anunciou que a remuneração de criadores será feita por meio da rede The Open Network (TON).
A rede social já havia anunciado uma parceria com a rede TON com o objetivo de facilitar a entrada de usuários no universo da Web 3.
Assim, a rede já oferece uma carteira virtual (wallet) para negociação de criptomoedas dentro do Telegram.
Atualmente, o aplicativo de mensagens conta com mais de 800 milhões de usuários mensais e mais de 4 milhões de usuários que pagam pelo serviços ampliados do aplicativo de mensagens.
Com isso, a criptomoeda Toncoin (TON), o token usado na rede TON, chegou a dar um salto de quase 30% após o anúncio antes de arrefecer para “apenas” 26%, sendo negociado a US$ 2,75.
No mesmo horário, o bitcoin (BTC) avançava mais de 6%, superando o patamar psicológico de US$ 60 mil.
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Em nota enviada no canal oficial de Durov no Telegram, o presidente da rede social enviou a seguinte nota:
“?No próximo mês, os donos de canais no Telegram podem começar a receber recompensas financeiras pelo seu trabalho.
Os canais de transmissão no Telegram geram 1 trilhão de visualizações mensais. Atualmente, apenas 10% dessas visualizações são monetizadas com o Telegram Ads, uma ferramenta de promoção projetada com a privacidade em mente.
Em março, a Plataforma de Anúncios do Telegram será oficialmente aberta a todos os anunciantes em quase uma centena de novos países. Os donos de canais nesses países começarão a receber 50% de qualquer receita que o Telegram obtiver com a exibição de anúncios em seus canais.
Para garantir que os pagamentos e saques de anúncios sejam rápidos e seguros, usaremos exclusivamente a blockchain TON. Semelhante à nossa abordagem com nomes de usuário do Telegram no Fragment, venderemos anúncios e compartilharemos a receita com os donos de canais em Toncoin. Isso criará um círculo virtuoso, no qual os criadores de conteúdo poderão sacar seus Toncoins ou reinvesti-los na promoção e atualização de seus canais ?”
O Telegram abandonou o projeto TON em 2020 após uma ação judicial da SEC, a CVM dos EUA.
Em 2019, a comissão deu início a um processo contra os desenvolvedores, alegando que a empresa levantou US$ 1,7 bilhão com o oferecimento de valores mobiliários não regulados.
Ambos entraram em acordo e o Telegram reembolsou fundos não utilizados dos investidores, além de pagar multa de US$ 18,5 milhões. Desde então, a TON funciona como um projeto comunitário de código aberto.
A lista de países que restringem ou mesmo baniram o Telegram de seus territórios é mais extensa do que se imagina.
Isso porque, para Durov, o aplicativo de mensagens deve ser um espaço de livre circulação de ideias.
Isso pode parecer bom em um primeiro momento. Porém, grupos de ódio aproveitam esses espaços para disseminar suas ideias, notícias falsas e conteúdo ilícito.
No decorrer dos últimos anos, o Telegram foi tirado diversas vezes do ar por determinações judiciais ao permitir a disseminação de notícias falsas.
As situações de maior repercussão nas quais isso aconteceu envolveram notícias falsas que circularam durante a pandemia e as eleições presidenciais de 2022, bem como a organização da atrapalhada tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023.
Além dos EUA, Rússia, China, Irã, Belarus e Alemanha têm restrições formais contra o aplicativo devido a disseminação de informações sensíveis, como notícias falsas e discurso de ódio. Na Noruega, apenas funcionários públicos têm acesso limitado ao Telegram.
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