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Se, por um lado, muitas pessoas foram prejudicadas por esses eventos, por outro, ficou clara a necessidade de uma regulação mais dura em relação a esse mercado
O estudo da História nos permite ver como sociedades nascem e morrem. No Egito antigo, os faraós eram os governantes supremos — já na atualidade, os grandes empresários são os que ocupam os lugares de maior destaque. Entre eles, aqueles que viram a ascensão meteórica impulsionar suas riquezas com o mercado de criptomoedas — mas a queda veio em igual velocidade.
Diversos anônimos fizeram fortuna com criptomoedas.
Porém, alguns deles ganharam fama durante o “verão” dos ativos digitais: Sam Bankman Fried, o SBF, dono do Grupo FTX e da corretora (exchange) de mesmo nome, Changpeng Zhao, o CZ, ex-CEO da Binance, e Do Kwon, cofundador do protocolo Terra (LUNA), são alguns deles.
Mas o Longo Inverno das Criptomoedas chegou. E, junto com ele, alguns desses magnatas foram pegos de calças curtas.
Isso porque, de acordo com a acusação de procuradores e órgãos reguladores, muito do que brilhava não era ouro, mas esquemas arquitetados para evadir divisas, lavar dinheiro — ou pura e simplesmente tirar dinheiro dos investidores.
Se, por um lado, muitas pessoas foram prejudicadas por esses eventos, por outro, ficou clara a necessidade de uma regulação mais dura em relação a esse mercado.
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E os reguladores ouviram isso: no Brasil, o projeto de lei que obriga a segregação patrimonial de criptomoedas deve ser aprovado ainda no primeiro semestre, de acordo com deputados que acompanham a matéria.
Lá fora, a aprovação dos primeiros ETFs de bitcoin à vista é encarada como um primeiro passo para o surgimento de uma legislação mais específica desse mercado nos Estados Unidos.
Falando dos casos mais famosos, o ditado diz que o crime não compensa, e esses executivos sentiram na pele — e no bolso — o que isso quer dizer.
Confira a seguir os casos que ganharam destaque na mídia e o que houve com cada um deles:
Começando pelo caso mais famoso, SBF foi condenado a 25 anos de prisão, acusado de conspiração e fraude envolvendo a exchange FTX.
No começo de 2022, a corretora cripto e suas operações nos Estados Unidos foram avaliadas em cerca de US$ 40 bilhões. Já Bankman-Fried possuiria uma fortuna de US$ 26 bilhões, segundo a Forbes, na época.
Fundada em 2019, a corretora era um caso de sucesso no mercado cripto, competindo com grandes nomes do setor, como Coinbase, Binance e Kraken, chegando a estar entre as cinco maiores em volume negociado e não era difícil vê-la chegar ao top 3.
Porém, reportagens da época indicavam que a corretora estava insolvente — isto é, não tinha recursos o bastante para cobrir os depósitos dos clientes. O histórico completo você lê aqui.
O resultado foi a queda de uma gigante desse mercado, o colapso da empresa — e um longo processo para pagar os cerca de US$ 11 bilhões devidos aos clientes, em valores atualizados.
Recentemente, a FTX anunciou que pagaria — com juros — os montantes devidos, algo entre US$ 14,5 bilhões e US$ 16,3 bilhões, após as vendas de criptomoedas e outros investimentos.
Além de SBF, Do Kwon também foi um dos grandes nomes do mercado que viu o crescimento da sua fortuna se tornar um pesadelo.
Apesar de seus recursos serem pouco conhecidos, ele foi um dos responsáveis pela criação do protocolo cuja criptomoeda chegou a ser uma das dez maiores do mundo: a Terra (LUNA), que chegou a ter um valor de mercado de quase US$ 140 bilhões.
O problema é que a estruturado próprio protocolo criou uma “espiral da morte”, com a desvalorização da Terra (LUNA) alimentando um ataque à TerraUSD, a stablecoin dos mesmos criadores cujo valor deveria ser atrelado ao dólar. Leia mais sobre o caso aqui.
O resultado disso foi uma literal caçada de meses pelo paradeiro de Do Kwon, que desapareceu logo após o colapso da criptomoeda. Ele fugiu do seu país de origem e passou a ser procurado por 195 nações amigas da Coreia do Sul até ser pego em Montenegro.
Além do processo envolvendo a Terra (LUNA) nos Estados Unidos, a Terraform Labs é acusada de dever mais de US$ 78 milhões aos cofres públicos coreanos. As acusações incluem evasão de impostos tanto de sua pessoa física quanto da sua empresa.
Por fim, Do Kwon conseguiu reverter o pedido de extradição para os Estados Unidos e foi liberado da cadeia recentemente, mas segue como investigado em acusações de fraude envolvendo criptomoedas — só da SEC, a CVM americana, a multa pode superar os US$ 5 bilhões.
Dono de uma fortuna que o fez a pessoa mais rica do mundo no mercado de criptomoedas em 2022, o canadense Changpeng Zhao, mais conhecido como CZ, esteve à frente da Binance, maior exchange em volume negociado do planeta, até novembro de 2023.
A saída dele ocorreu após um acordo da Binance com o Departamento de Justiça (DoJ) dos EUA, no qual ele se declarou culpado das acusações do órgão, que incluíam lavagem de dinheiro, fraude e outras violações de sanções.
Além disso, a Binance e seu CEO foram obrigados a pagar uma multa de US$ 4,3 bilhões — o equivalente a R$ 24,94 bilhões ou pouco mais de 116.216 bitcoins, nas cotações atuais.
Porém, nem isso acalmou a Justiça norte-americana que em abril deste ano, condenou o bilionário a quatro meses de prisão.
Diz o ditado que é preciso fazer um limão de uma limonada — ainda que o suco dessa fruta esteja bastante azedo.
As perdas com roubos e hacks de criptomoedas já somam um prejuízo da ordem de US$ 200 milhões até agora em 2024. Os dados são de um relatório publicado pela empresa de segurança de redes blockchain Immunefi.
Por isso, a aprovação de uma regulação do mercado de criptomoedas se mostra cada vez mais necessária.
“Para garantir a adoção de inovação tecnológica e os seus benefícios, como por exemplo todas as aplicações financeiras fundamentadas no blockchain, é fundamental a regulação gerando a proteção do usuário”, afirma Juliana Felippe, que lidera os negócios da Paxos no Brasil.
A Paxos é uma instituição financeira e empresa de tecnologia especializada em blockchain que ajuda na intermediação de companhias com o mercado cripto. Internacionalmente, ela atua junto com o PayPal — que também oferece pagamentos em bitcoin — e com a Meta (ex-Facebook). Aqui no Brasil, seus parceiros incluem Nubank e Mercado Livre.
Um dos pontos defendidos por especialistas como Felippe é a segregação patrimonial, que separa os ativos da empresa dos recursos dos clientes.
Já para Rodrigo Caldas de Carvalho Borges, sócio no escritório Carvalho Borges Araújo, membro fundador da Oxford Blockchain Foundation e estrategista em blockchain pelo MIT, os episódios ajudaram na construção da legislação brasileira, aprovada pelo Congresso em 2022.
“No caso do Brasil, vejo que o episódio da FTX trouxe uma maior preocupação acerca da segregação patrimonial, inclusive com a tramitação de Projeto de Lei específico que visa incluir tal dispositivo no marco legal das criptomoedas”, comenta. Para quem trabalha com o setor, já era esperado que complementos fossem feitos para aprimorar a regulação.
Reinaldo Rabelo, CEO do Mercado Bitcoin (MB), chegou a comentar sobre o tema à época e, em entrevista recente ao Seu Dinheiro, falou como a aprovação do marco coloca o Brasil à frente de outros lugares.
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