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Segundo os analistas do Glassnode, o mercado entrou em modo “altamente especulativo”, o que tende a elevar a volatilidade do ativo
O bitcoin (BTC) deu sequência ao rali dos últimos dias e, durante a madrugada no Brasil, renovou patamares de preços que não eram vistos desde o fim de 2021.
A maior criptomoeda do planeta chegou a tocar o patamar de US$ 60.400, dando sequência ao movimento de short squeeze da véspera.
Esse movimento acontece quando investidores com posições short (vendida) no BTC precisam se desfazer de seus ativos e aumentar o número de compras.
Consequentemente, os preços também sobem em uma “espiral” que se retroalimenta.
Mas, na visão dos analistas do Glassnode, portal especializado em análise on-chain do bitcoin e outras criptomoedas, existem outros indicadores que explicam o porquê da alta de preços — e podem dar sinais de até onde essa “esticada” vai.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
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| # | Nome (Símbolo) | Preço | Variação 24h | Variação 7d | Variação YTD |
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 60.277,34 | 6,08% | 17,96% | 42,57% |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 3.343,91 | 2,84% | 14,92% | 46,55% |
| 3 | Tether USD (USDT) | US$ 1,00 | 0,01% | 0,06% | 0,07% |
| 4 | BNB (BNB) | US$ 411,90 | 3,61% | 11,08% | 31,86% |
| 5 | Solana (SOL) | US$ 112,02 | 2,25% | 8,47% | 10,35% |
| 6 | XRP (XRP) | US$ 0,5854 | 5,18% | 8,14% | 4,82% |
| 7 | USDC (USDC) | US$ 0,9999 | 0,02% | 0,00% | -0,03% |
| 8 | Cardano (ADA) | US$ 0,6337 | 1,99% | 7,41% | 6,65% |
| 9 | Avalanche (AVAX) | US$ 40,13 | 2,46% | 8,19% | 4,11% |
| 10 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,09901 | 3,89% | 18,60% | 10,58% |
Segundo os analistas do Glassnode, o mercado entrou em modo “altamente especulativo”, o que também tende a aumentar a volatilidade. Esse fenômeno é explicado pela entrada de criptomoedas novas nas corretoras de ativos digitais (exchanges).
Os inflows estão próximos das máximas históricas, o que sugere uma forte pressão de compra e especulação de curto prazo.
Além disso, os contratos futuros (open interests) em bitcoin também se aproximam das máximas históricas, perto dos US$ 21 bilhões.
Esse valor é semelhante ao momento de bull market de 2021, quando o BTC registrou as máximas históricas a US$ 68 mil.
Essa disparada também fez com que 97% das carteiras estivessem em lucro com o bitcoin, de acordo com dados compilados pelo portal IntoTheBlock.
O movimento contínuo de compra por investidores institucionais após a aprovação dos ETFs de bitcoin à vista (spot) também estimula o preço ao reduzir a disponibilidade de unidades no mercado e mantida a procura pela criptomoeda, as cotações tendem a se valorizar.
Não apenas grandes gestoras como a BlackRock embolsaram alguns BTCs.
Na última segunda-feira (26), a Microstrategy adicionou três mil unidades de bitcoin aos seus cofres, a um valor atualizado de US$ 169,8 milhões, ultrapassando o montante de US$ 10 bilhões em criptomoedas em seu caixa.
Faltam menos de dois meses para o halving do bitcoin, quando a recompensa pela mineração do bitcoin cai pela metade.
Vinícius Bazan, especialista em análise do mercado de criptomoedas, já havia previsto que o preço do bitcoin chegaria a patamares entre US$ 30 mil e US$ 40 mil até o fim de 2023, uma previsão que foi confirmada no apagar das luzes do ano passado.
Para ele, o efeito pós-halving deve ser tão bom quanto o “efeito ETF”. “Continuamos acreditando que o BTC pode superar as máximas históricas [US$ 68.600] e alcançar os US$ 80 mil”, afirma.
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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