O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Enfrentando desafios geopolíticos intensos, o presidente-eleito de Taiwan mantém uma postura pró-independência e pró-EUA
Neste final de semana, Taiwan enfrentou uma de suas eleições mais desafiadoras em anos, elegendo um novo líder em meio a uma atenção global intensa, principalmente devido às tensões com a China, que vê a ilha como uma província separatista.
Vale notar que este pleito carregava significativas consequências geopolíticas, afetando não só a dinâmica no Estreito de Taiwan, mas também as relações entre Estados Unidos e China.
Taiwan desempenha um papel estratégico crucial, sendo um centro vital na produção de semicondutores de ponta.
Sua localização no Pacífico, próxima à costa chinesa, é fundamental nas dinâmicas militares entre as grandes potências globais.
Fonte: BBC.
Contrariando as expectativas do presidente chinês, Xi Jinping, o atual vice-presidente de Taiwan, Lai Ching-te, conhecido no Ocidente como William Lai, venceu a eleição com 40% dos votos, garantindo a continuidade do Partido Democrático Progressista (DPP) no poder.
Leia Também
A vitória de Lai não só foi com a menor margem desde 2000, mas também abaixo das conquistas do DPP nas eleições de 2016 e 2020.
Além disso, o DPP perdeu a maioria no legislativo, com a oposição dividida entre o Kuomintang (KMT), que não conseguiu assentos suficientes para liderar o parlamento, e o emergente Partido Popular de Taiwan (TPP), que agora detém um papel decisivo no equilíbrio de poder.
Lai é percebido como um defensor da independência taiwanesa, pró-EUA e democrático.
Em contrapartida, o candidato derrotado do KMT, Hou Yu-ih, era visto como o preferido de Pequim, um potencial facilitador para uma reunificação pacífica com a China.
A vitória de Lai em Taiwan não foi bem recebida pela China, que havia se posicionado contra o DPP, pois o resultado das eleições favorece a manutenção do status quo, complicando ainda mais as já delicadas relações entre Taiwan, China e EUA.
Ao mesmo tempo, a distribuição de poder entre o executivo e o legislativo de Taiwan sugere que mudanças drásticas nas políticas são improváveis, minimizando o risco de escalada das tensões regionais.
O presidente eleito com um mandato fraco e um parlamento dividido indicam a necessidade de colaboração em decisões fundamentais, incluindo questões de financiamento militar.
Recentemente, inclusive, Lai adotou um tom mais conciliatório, mesmo diante das acusações de Pequim de ser um “instigador da guerra”.
Ele reafirmou sua disposição para negociações com a China em igualdade de condições, um passo significativo, embora ainda distante do objetivo chinês de uma anexação completa, similar ao que ocorreu com Hong Kong.
A incapacidade do KMT ou do TPP de conquistar a presidência representa um golpe para Xi Jinping, evidenciando a ineficácia das táticas de intimidação e influência da China sobre a opinião pública de Taiwan.
Além disso, os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio já desestabilizaram as cadeias globais de suprimentos, e a perspectiva de um conflito em Taiwan, que a China reivindica como seu território, poderia ter consequências desastrosas para a economia mundial.
Olhando para o futuro, Lai Ching-te se comprometeu a preservar a estabilidade no Estreito de Taiwan e a soberania de seu país, mantendo o status quo e fortalecendo as relações com Washington e seus aliados.
É crucial notar que, além da geopolítica, os eleitores taiwaneses estão preocupados com questões internas como a inflação crescente, os altos preços dos imóveis e a estagnação salarial. Para eles, a questão vai muito além da geopolítica.
Outro fator a considerar é a situação econômica atual da China, que não favorece ações agressivas em relação a Taiwan no curto prazo. A economia chinesa enfrenta sérios desafios, incluindo uma intensificação da deflação.
Os preços ao consumidor caíram pelo terceiro mês consecutivo em dezembro, marcando a mais longa sequência de declínio desde 2009, em meio à crise imobiliária, demanda fraca e confiança abalada, impactando negativamente a segunda maior economia do mundo.
Os recentes indicadores do comércio externo da China mostraram resultados desfavoráveis, com as exportações sofrendo sua primeira redução anual desde 2016.
Este declínio, impulsionado pela diminuição da demanda global e pela queda dos preços, intensifica os desafios para a economia chinesa, que historicamente se apoiou no comércio como um pilar de crescimento.
Esta situação representa um revés para uma economia chinesa que busca se reerguer e retomar seu dinamismo este ano. A diminuição dos preços impacta diretamente as receitas das empresas, podendo afetar salários e lucros.
Além disso, a deflação pode aumentar o fardo da dívida e levar os consumidores a postergar compras, exacerbando um ciclo deflacionário que a China precisa enfrentar com medidas decisivas para evitar uma espiral econômica negativa. Esta fraqueza econômica também se reflete no processo de estabilização do crescimento.
Nesse contexto, a derrota do KMT de Hou Yu-ih em Taiwan representou um contratempo para os planos de Xi Jinping.
O KMT, mais inclinado a uma unificação pacífica com a China, poderia oferecer um caminho menos problemático para Pequim, que já enfrenta diversos desafios internos.
No entanto, essa estratégia não se concretizou.
As eleições em Taiwan, as mais disputadas em décadas, acabaram por ser um revés para Xi. Os partidos favoráveis ao diálogo com Pequim não conseguiram superar o desgaste do partido no poder, aliado dos EUA, deixando o caminho livre para um líder visto pela China como “separatista”.
Portanto, espera-se que as tensões persistam nos próximos anos, com um potencial risco de escalada, semelhante a outras situações de conflito global, como as entre Rússia e Ucrânia ou Israel e Hamas.
Resta a incógnita sobre se a China tomará alguma iniciativa de unificação com Taiwan nos próximos anos.
Corte já está precificado, mas guerra, petróleo e eleições podem mudar o rumo da política monetária
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor
Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito
Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje
Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais