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Som e fúria na bolsa: Ibovespa parte do menor nível do ano com ruído sobre meta fiscal no Brasil e juros altos nos EUA

Disparada das ações do Méliuz, alteração do FGTS, autonomia do Banco Central e contas do governo Lula também ditam o tom do Ibovespa hoje; confira

13 de junho de 2024
8:48
Imagem conceitual mostra cifrão preso em boia em mar agitado
Imagem: Shutterstock

O Ibovespa começa a sessão de hoje abaixo dos 120 mil pontos pela primeira vez em 2024. A queda de 1,4% registrada ontem levou a bolsa brasileira a seu nível de fechamento mais baixo no ano.

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Enquanto o mundo inteiro olhava para a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), os investidores locais reagiam à barulheira fiscal vinda de Brasília.

Eles atentaram a comentários públicos da ministra do Planejamento, Simone Tebet, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicando que o governo pretende seguir em busca do ajuste das contas públicas confiando quase exclusivamente no aumento das receitas.

Analistas têm mencionado com cada vez mais frequência a percepção de que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estaria lutando quase sozinho dentro do governo pela regra fiscal. A própria Simone Tebet comentou ontem que “cravar a meta [de déficit] zero é impossível” neste momento.

De qualquer modo, a fúria dos investidores com tanto ruído acaba amplificada pelos juros altos nos Estados Unidos. Ontem, o Fed manteve os juros nos níveis mais altos desde 2001, o que fez a taxa básica norte-americana completar um ano na faixa entre 5,25% e 5,50% ao ano.

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Os juros altos por lá acabam drenando a liquidez dos mercados financeiros internacionais, principalmente os de países emergentes como o Brasil. E em casa que falta pão, todos brigam, cada um com sua razão.

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Enquanto isso, os diretores do banco central dos EUA projetam a possibilidade de um modesto corte de 0,25 ponto porcentual nos juros até o fim do ano.

O presidente do Fed, Jerome Powell, até disse que a autoridade monetária está pronta para começar a cortar os juros, mas isso vai depender de uma queda acelerada da inflação.

Nesse sentido, o índice de preços ao produtor norte-americano (PPI) proporcionará hoje mais uma peça no quebra-cabeças dos juros.

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Para entender como o som e a fúria nos mercados afetam seus investimentos, acompanhe a cobertura do Seu Dinheiro.

O que você precisa saber hoje

EXCLUSIVO
Controladores da Méliuz (CASH3) montam posição em opções com ações da empresa, que quer apertar “pílula de veneno”.
 As ações da Méliuz (CASH3) dispararam mais de 15% após a empresa divulgar que pessoas ligadas ao controle “venderam opções de venda” de ações da companhia.

MINISTROS DIVIDIDOS
A remuneração do FGTS vai mudar: confira a decisão do STF sobre o cálculo que pode afetar o setor imobiliário. 
Atualmente, os valores depositados no fundo remuneram a Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, além do eventual lucro no período, mas o cálculo vai mudar.

PRÊMIO BANCO CENTRAL DO ANO
Recado para Lula e Haddad? A declaração de Campos Neto sobre a autonomia do BC e as decisões de juros para conter a inflação.
 Presidente da autoridade monetária recebeu o prêmio “Banco Central do Ano”, conferido pelo portal de notícias Central Banking, em Londres, e aproveitou para falar sobre sua gestão.

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PRESTAÇÃO DE CONTAS
O que o TCU viu de certo — e também de errado — nas contas do governo Lula em 2023?
 A auditoria da prestação de contas de Lula no ano passado verificou cerca de R$ 109 bilhões em irregularidades e distorções de valor no balanço da União.

MELHORES DO ANO
Enquanto EUA celebram primeiros ETFs de criptomoeda, Brasil tem 11 fundos do tipo — que tiveram o melhor desempenho de 2024 até agora.
 Só em 2024, o bitcoin avançou cerca de 60%, enquanto os ETFs brasileiros também têm variações positivas, na casa dos dois dígitos — vão de 14% e chegam a 69%.

Uma boa quinta-feira para você!

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