Sinais de mais estímulos à economia animam bolsas da China, mas índices internacionais oscilam de olho nos balanços
Enquanto isso, os investidores aguardam o relatório de produção da Vale (VALE3) enquanto a sede da B3, a cidade de São Paulo, segue no escuro

A semana começa com a atenção dos investidores dividida: de um lado, novos sinais de que a China deve continuar seu programa de estímulos econômicos animaram o fechamento das bolsas asiáticas nesta segunda-feira.
O ministro de finanças da China, Lan Foan, disse no último sábado (12) que o governo está considerando “formas adicionais de alavancar a economia”, sem dar maiores detalhes do que isso queria dizer. Porém, todos entenderam que se tratava de mais estímulos à economia.
Do outro, a temporada de balanços do terceiro trimestre começa a ganhar tração nesta semana lá nos Estados Unidos, o que tem fortes chances de mexer com os mercados financeiros globais.
As companhias abertas precisarão mostrar resultados mais robustos do que o esperado pelos analistas para manter o rali das bolsas em Wall Street, que rondam as máximas históricas e seguem em tom otimista para a reta final de 2024.
Isso porque o Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, iniciou o ciclo de alívio monetário em setembro, o que deve amenizar os gastos das empresas com juros de dívidas e acelerar a atividade econômica, o que tende a melhorar os resultados.
Aqui no Brasil, a situação é um pouco complicada para São Paulo, a sede da B3, a bolsa brasileira. Um temporal atingiu a cidade na última sexta-feira (11), deixando mais de 2 milhões de clientes da Enel no escuro.
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Até a manhã desta segunda-feira, mais de 500 mil casas — inclusive a deste que lhes escreve e de alguns membros do corpo de reportagem do Seu Dinheiro — ainda esperavam pela volta da luz e algumas registravam falta de água, segundo os boletins mais recentes da Enel e da Sabesp.
Para esta semana, os investidores aguardam a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do PIB oficial e o relatório de produção e vendas da Vale (VALE3).
Além disso, os dados econômicos da China também devem mexer com os mercados brasileiros.
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