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Entendimento é de que as recessões levarão BoJ e BoE a mudar postura em relação aos juros; no Brasil, investidores aguardam divulgação do IBC-Br
Uma economia em recessão é quase sempre um problema. Principalmente para quem vive a economia real. Mas há recessões e recessões. Pelo menos é o que sugere a reação das bolsas internacionais ao noticiário econômico desta quinta-feira.
As agências oficiais de estatísticas do Japão e do Reino Unido divulgaram nas últimas horas os números de seus respectivos PIBs em 2023. Tanto um quanto o outro entraram em recessão técnica na reta final do ano passado.
No caso do Japão, além de o indicador ter contrariado as expectativas, a contração custou ao país o posto de terceira maior economia do mundo.
O Japão perdeu a posição para a Alemanha, que não anda nada bem das pernas. Ainda assim, a bolsa de Tóquio fechou em alta de 1,2% e renovou as máximas em 34 anos.
A bolsa de Londres também abriu em alta, embora não com tanta pujança, e se segura no azul apesar do resultado do PIB.
Numa situação, digamos, normal, os investidores estariam ariscos à tomada de risco nesses mercados. Hoje, no entanto, prevalece o entendimento de que as recessões no Japão e no Reino Unido não são negócios tão ruins assim.
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Em relação ao Japão, os participantes do mercado consideram que a contração econômica desestimularia o abandono, pelo BoJ, de sua política monetária ultra-acomodatícia. No caso britânico, a percepção é de que o BoE não tem mais nenhum motivo para adiar o início do corte de juros.
Não é só isso, claro, mas as explicações funcionam em um dia no qual os investidores ainda recalibram as perspectivas em relação a quando o Fed iniciará um ciclo de política monetária nos Estados Unidos.
O mercado norte-americano agora considera que o corte de juros nos EUA provavelmente terá início em junho. Nesse sentido, novos dados sobre as vendas no varejo, a atividade industrial e pedidos de auxílio-desemprego devem ajudar.
De qualquer modo, o cenário de juros altos por mais tempo nos EUA só deve parar de atrapalhar o Ibovespa quando houver mais clareza em relação a quando o Fed mudará o rumo de sua política monetária.
Ainda nesta quinta-feira, o Banco Central divulga o IBC-Br e a atualização da pesquisa Focus.
PGBL E VGBL
A previdência privada não entra em inventário, mas existe um caso em que esta regra não se aplica. Entendimento do STJ no ano passado abriu a porta para que previdência privada pudesse eventualmente integrar inventário.
OS TOUROS VOLTARAM
ETFs de bitcoin (BTC) nos EUA ajudam no rali: maior criptomoeda do mundo sobe mais de 20% na semana — vem mais por aí? O aumento da demanda — somada à relativa manutenção da oferta — gerou uma disparada das cotações.
ERROU!
Um zero a mais: o erro que fez as ações desta empresa dispararem mais de 60% na bolsa. Concorrente do Uber entre os aplicativos de transporte, a Lyft se tornou um dos principais assuntos no mercado após o erro na projeção para a margem em 2024.
ACABOU A FOLIA
Dólar acima de R$ 5, bolsa abaixo de 140 mil pontos e Selic a 8%: o que esperar do mercado agora que o ano começa de verdade. O Bank of America fez um levantamento com investidores na América Latina e diz o que deve acontecer com o câmbio e com o Ibovespa daqui para frente.
A DISPARADA DE PREÇOS CONTINUA
Um recorde para Milei não esquecer: Argentina começa 2024 com a inflação mais alta do mundo. Nossos vizinhos tiveram uma taxa mais elevada do que a de países acostumados a aparecer nesse ranking, a exemplo de Venezuela, Turquia, Zimbabué e Líbano.
FICHA SUJA
Caso Sarkozy: por que um dos homens mais poderosos da França foi condenado e pode parar na cadeia. Ele foi presidente de 2007 a 2012, segue como uma figura influente entre os conservadores e mantém relações amigáveis com o atual chefe do Eliseu, Emmanuel Macron.
Uma boa quinta-feira para você!
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