O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O sócio-fundador da Empiricus lista práticas do universo dos investimentos que gostaria de ver eliminadas
Certa vez, ouvi esta ironia de um grande advogado: “o Brasil tem uma vantagem: os bandidos são conhecidos. São sempre os mesmos. Eles se repetem. Tem um pessoal que poderia pedir música no Fantástico pela tríade de crimes."
De fato, há umas três ou quatro pessoas por aí (com margem de erro de duas pessoas para mais, só para mais) que, se resolvessem deixar este planeta, não fariam muita falta. Arrisco dizer que sua ausência agregaria valor à existência terráquea.
Olha, eu sei, todo mundo tem a sua própria lista preferida de cidadãos que poderiam embarcar na Starship para uma tentativa definitiva de colonizar Marte e ficar por lá para sempre. Mas esses três que estão aqui na minha cabeça, tenho certeza, são consensuais.
Não vou sanar a curiosidade sobre a minha relação de indicados à viagem interplanetária para salvar a Terra de sua maldade e arrogância, mas posso partilhar a seleção de coisas do mercado financeiro que poderiam estar juntas na espaçonave.
Aqui estão meus malvados preteridos:
Essa história não tem liquidez, não dispõe de devido acompanhamento e os preços nele realizados não são marcados a mercado na cota dos fundos.
Leia Também
Vejo um fenômeno acontecendo com frequência. O gestor de um fundo ou de uma posição importante para seu patrimônio ou sua reputação entra pesadamente no leilão de fechamento de uma determinada ação, tipicamente de baixa liquidez.
Aquele papel termina o dia subindo. Essa cotação de fechamento do pregão regular vai servir para marcar a cota do respectivo fundo.
Ocorre que, por ter comprado além do que seria sua exposição alvo, o gestor fica “overweight" naquela ação. Para corrigir o sobrepeso, ele vende a posição recém-adquirida no after market, normalmente com preços para baixo, porque não há demanda para absorver seu lote na cotação recém-comprada.
Aquele preço do after (menor) seria o preço “natural" de um mercado operando em condições adequadas de oferta e demanda, mas aquele gestor distorceu o mercado para cima, de modo a elevar artificialmente sua cota.
Ele perde um pouquinho de dinheiro naquele trade específico, mas ganha na marcação do estoque de toda a posição. Em nenhum momento, houve, de fato, intenção de se comprar aquela ação no preço realizado no leilão de fechamento, tanto que a posição é vendida subsequentemente, abaixo daquele preço.
Aquela é uma demanda artificial, gerada para deslocar os preços do funcionamento natural do mercado e valorizar as ações de maneira inapropriada. Está devidamente tipificado como manipulação de mercado, mas tem passado abaixo do radar.
LEIA TAMBÉM — Felipe Miranda: Sindicato de Ladrões
De repente, você olha para a tela e vê as ações de uma importante empresa do varejo caindo 8%. Ela é uma empresa de qualidade, líder, famosa, tem marca e tal. Não faria muito sentido estar caindo 8%.
Você tenta fazer sua lição de casa. Procura notícias na imprensa, na Bloomberg, no Broadcast, dentro da Starship…. Nada.
Poucos dias depois, em conversas com amigos de mercado, você descobre que aquela empresa esteve numa reunião fechada em um banco de investimentos qualquer, com a presença de 10 a 15 gestores.
Nesse bate-papo descontraído, foi falado assim meio de lado, já saindo, com aquele olhar 43, que os resultados do primeiro trimestre teriam um crescimento aquém daquele anteriormente indicado pela companhia.
É o suficiente para os amigos do Rei, presentes naquele encontro, saírem vendendo na frente dos demais participantes de mercado financeiro. É uma clara situação de assimetria informacional, de favorecimento aos participantes das reuniões fechadas.
Hoje, tem funcionado assim: as apresentações de resultados ou as lives públicas, que, por definição, são abertas a todo o público e, portanto, estão mais bem alinhadas à publicidade geral de informação, contam com discursos absolutamente esterilizados e pasteurizados, carregados de mídia training e daquelas falas do tipo: “estamos muito contentes com o resultado até agora, tivemos um bom primeiro tempo e agora é ouvir o que o professor tem a dizer no vestiário para voltar e garantir os três pontos fora de casa.”
Independentemente de qual a pergunta, encontramos a mesma resposta vazia, cheia de platitudes e compromissos com a geração de valor ao acionista.
Já nas reuniões privadas a portas fechadas, tudo pode ser dito. Ingressos para encontros dessa natureza estão sendo mais disputados por gestores do que tickets para as Olimpíadas de Paris. Não é por curiosidade intelectual, claro. A vantagem informacional vale dinheiro.
O bom analista hoje é aquele que consegue acessar melhor o “quente e frio” dos próximos resultados com a companhia. Redefinimos o conceito de meritocracia analítica.
Também não é por curiosidade intelectual que um investidor ou especulador entra numa sala de trade. Ele está ali entre centenas, talvez milhares, de outros ávidos por algum tipo de orientação para arriscar seus caraminguás no Mini Dólar ou no Índice Futuro. Vê o trader tomando decisões para si e copia seu próprio book.
Em termos práticos, funciona como uma recomendação, sob o casuísmo de que “estou apenas negociando para mim; se alguém quer me copiar, não é problema meu”. Alguns traders vendem assinatura e tudo mais dessas salas, sem qualquer tipo de certificação ou compliance que controle suas indicações.
As salas de trade são o mundo de Marlboro do mercado financeiro, onde o Estado parece não ter chegado. Alguns diriam que é melhor assim, porque a postura refletiria uma característica individual intransponível.
Se o sujeito não estivesse no Home broker da Clear, estaria no site da Betano ou da Betfair. Pode até ser, mas, convenhamos, não parece ser uma boa argumentação sob a ótica regulatória.
Em termos práticos, isso já acabou. Na verdade, nunca existiu. Não existe produto ou serviço realizado gratuitamente.
Como gosta de dizer Yuval Harari, se você não está pagando pelo produto, é porque você mesmo é o produto e ainda não percebeu. De alguma forma, você está pagando por aquilo e o pior: sem transparência, de forma sub-reptícia, normalmente em taxas mais altas de colocação, estruturação e distribuição.
O escritório finge que faz assessoria enquanto maximiza o próprio ROA, o investidor finge que não sabe que não existe serviço gratuito e, nesse grande teatro, todos perdem no longo prazo. As mudanças regulatórias vão exigir a total transparência das taxas cobradas. Vai ser divertido.
Está meio fora de moda falar em IPO, mas logo ele volta. Essa história é cíclica. Os juros ainda devem cair nos EUA e melhorar o fluxo de recursos para mercados emergentes no segundo semestre. A Selic virá abaixo de 10% e não haverá mais aquele circo das LIGs, LCIs, LCAs, CRIs e CRAs. Então, voltaremos às listagens de novas ações, com os subsequentes relatórios de início de cobertura.
A única coisa surpreendente nessa história é que esses relatórios de “initiating" ainda fazem preço. Qual a chance de um banco realizar uma oferta inicial de ações, coletar um fee de algumas dezenas de milhões de reais e depois dar um “sell" naquela empresa? Está no pacote, entende?
Na renda fixa, está acontecendo um problema também. Na hora das ofertas, os escritórios são munidos de excelente material de vendas e persuasão em prol da colocação de um novo papel. Os investidores compram a oferta, muito bem-sucedida e “oversubscribed”.
Mas aí passam seis meses e ninguém fala mais daquela debênture. Não há qualquer tipo de cobertura desse secundário e o investidor, que está carregado dessas coisas no seu patrimônio porque passou os últimos três anos correndo da Bolsa, fica órfão, com um enorme incentivo para girar sua carteira e entrar numa nova emissão.
Daqui a pouco, se continuar assim, criaremos uma nova espécie: os Day traders da renda fixa, com direito a Globo Repórter e tudo: “onde vivem? Do que se alimentam? Como se reproduzem?”
Há filmes melhores na Apple TV. Não precisamos de “Dias Perfeitos”, mas também não deveriam ser tão imperfeitos assim.
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais
O mercado não está olhando para a exaustão das minas de minério de ferro — esse dado pode impulsionar o preço da commodity e os ganhos da mineradora