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Por menos de 9x lucros esperados para 2025, além de ser uma ótima empresa, a ação ainda guarda muito potencial de valorização
Você já deve ter lido por aí que um dos segredos para um investimento bem-sucedido em uma ação é escolher empresas com modelos de negócios resilientes e com ótimas perspectivas para o longo prazo.
Não me leve a mal, essas realmente são características desejáveis para qualquer investimento, o problema é que é muito difícil prever o longo prazo no mundo dos negócios.
Por exemplo, um setor que até outro dia era estável pode sofrer uma disrupção de uma hora para outra e se tornar totalmente obsoleto.
Ou pode aparecer um concorrente agressivo que desestabilize todo o negócio. Também pode acontecer de o setor dar uma "fraquejada" momentânea, que faça os resultados piorarem por tempo o bastante para colocar a saúde do negócio em risco.
Ou seja, por mais que as perspectivas pareçam muito boas hoje, às vezes basta uma pequena mudança para fazer o longo prazo ir para o buraco.
E é por isso que existe uma outra qualidade nas empresas que me chama muito mais a atenção. Estou falando da capacidade de readaptação.
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Vamos pegar os bancos como exemplo. A atividade bancária existe há séculos, mas a forma como ela é feita mudou absurdamente ao longo do tempo.
Quando eu era adolescente meu pai me dava a "deliciosa" tarefa de pagar as contas. Eu caminhava 20 minutos até o banco, esperava mais 30 minutos em uma fila quilométrica para pagar uma única unidade de boleto.
De todas as coisas que eu citei acima, só sobrou o próprio banco, porque as agências agora viraram apps, o boleto virou pix e, graças a Deus, não precisamos mais pegar filas.
Os bancos ainda existem, mas a readaptação foi brutal, e quem não foi capaz de fazer isso ficou pelo caminho.
Um outro exemplo de readaptação está acontecendo com a Porto Seguro.
Como você deve saber, a Porto é uma seguradora historicamente muito focada em seguros automotivos e líder de mercado neste segmento.
Mas já faz algum tempo que a frota de veículos no Brasil está praticamente estagnada, o que também significa que o número de carros para as companhias venderem seguros não cresce.
Há um outro aspecto importante: a idade média dos automóveis está subindo. Segundo o Sindipeças, 41,7% da frota brasileira tinha menos de cinco anos em 2014. Em 2023, esse número caiu para apenas 22,7%.
Isso é importante porque donos de carros mais velhos têm menos chances de contratar um seguro para os seus veículos do que donos de carros mais novos.
Ou seja, há praticamente 10 anos começamos a notar uma redução no mercado endereçável das seguradoras automotivas, e quem não sentiu a necessidade de se readaptar, está colhendo frutos amargos, especialmente agora que o preço dos carros usados voltou a cair com mais força.
Esse não é o caso da Porto, que enxergou nessa dificuldade uma oportunidade de investir em outros segmentos há alguns anos.
É claro que o principal negócio da Porto Seguro (PSSA3) ainda é o seguro automotivo. Mas há alguns anos , a companhia vem aumentando o escopo do negócio, entrando também em seguro habitacional, fiança locatícia, vida, previdência, saúde, odonto… até banco criou.

No entanto, o mercado não vinha dando muita atenção para esses novos segmentos, e quando as perspectivas para o seguro automotivo começaram a piorar, o pessimismo pesou sobre os papéis. Mas o sentimento finalmente está mudando.
Depois de dois resultados trimestrais acima das expectativas, ajudados principalmente por essas novas áreas de negócio, o mercado parece estar começando a entender o potencial de crescimento delas.
Em poucos dias, vários bancos de investimento elevaram as recomendações para os papéis, entre eles o Bank of America (BofA), e o motivo é justamente o potencial dessas novas áreas.
Por menos de 9x lucros esperados para 2025, além de ser uma ótima empresa entendo que PSSA3 ainda guarda muito potencial de valorização, e a ação inclusive está na carteira de Dividendos de Outubro, que você pode acessar gratuitamente aqui.
No entanto, para o investidor de Porto Seguro a maior lição nessa história toda é a de que a companhia tem o que mais importante para sobreviver no longo prazo: capacidade de se reinventar.
Um grande abraço e até a próxima.
Ruy
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