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Um rali baseado em estímulos parece estar em andamento na China, mas seu sucesso vai depender da rápida implementação das medidas
Na última segunda-feira, o índice chinês CSI 300 registrou um salto expressivo de 8,5%, impulsionado pela corrida dos investidores para comprar ações antes do início de um feriado prolongado que começa hoje na China e em outros países da região.
Esse movimento robusto veio na esteira de uma semana anterior igualmente positiva, na qual o índice acumulou alta de 15,7% (o melhor desempenho semanal desde 2008).
O otimismo que tem permeado os mercados, e que também beneficiou as commodities, foi impulsionado por uma série de medidas de estímulo implementadas pelo banco central chinês e pelas autoridades regulatórias.
O Politburo chinês também reforçou a necessidade de apoios adicionais, enquanto veículos de imprensa locais indicavam a iminência de um novo e substancial pacote fiscal.
Essas medidas de suporte, tanto monetário quanto fiscal, têm alimentado uma onda de otimismo nos mercados, após um período de quedas significativas.
Vale ressaltar que, entre 2021 e 2024, o índice CSI 300 acumulou uma queda de 47%, um desempenho negativo semelhante aos períodos de 2009–2013 e 2015–2019, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelo mercado chinês nos últimos anos.
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No que diz respeito ao pacote de estímulo, as medidas anunciadas incluem a redução de 0,5% nos requisitos de reserva bancária (com exceção dos bancos menores), cortes nas principais taxas de juros e a concessão de empréstimos pelo governo central para que as autoridades locais possam adquirir imóveis não vendidos.
Além disso, o capital exigido para a compra de uma segunda residência foi reduzido de 25% para 15%. Essas iniciativas fazem parte de um esforço coordenado para reaquecer a economia e estimular o mercado imobiliário.
O Banco Popular da China (PBoC) anunciou recentemente uma injeção significativa de cerca de US$ 113 bilhões em liquidez para estabilizar o mercado de ações, com a expectativa de que mais políticas sejam divulgadas à véspera do feriado da Golden Week.
Circulam especulações de que o suporte pode incluir um aporte adicional de até 2 trilhões de yuans (aproximadamente US$ 285 bilhões).
Essas medidas de estímulo visam principalmente conter o aprofundamento da recessão de balanço e as pressões deflacionárias que estão afetando a economia chinesa, além de garantir que a meta de crescimento de cerca de 5% para 2024 seja atingida.
No entanto, persiste a dúvida sobre se essas iniciativas serão capazes de impulsionar um novo ciclo de crédito, tanto para empresas quanto para famílias.
A experiência do Japão é um exemplo claro de que taxas de juros extremamente baixas, ou até mesmo negativas, não garantem o ressurgimento da demanda por crédito privado, forçando o governo a acumular grandes déficits recorrentes e uma dívida pública que já supera 250% do PIB — um fenômeno comumente chamado de "japonização" da economia, que pode estar acontecendo na China neste momento.
Embora essas medidas aliviem algumas das pressões deflacionárias, é improvável que revertam completamente a situação.
Essas ações, embora representem um avanço positivo, ainda carecem de um complemento fiscal robusto, que inclua transferências substanciais de recursos públicos para o setor privado altamente endividado.
O pacote de estímulo anunciado nesta semana, embora traga algum alívio temporário, ainda está longe de oferecer uma solução definitiva.
Essa visão cautelosa foi reforçada pelo próprio presidente Xi Jinping, que em sua primeira declaração pública após o anúncio das medidas alertou para os desafios consideráveis que a China ainda enfrenta.
Mesmo assim, no curto prazo, essas medidas devem continuar a estimular o entusiasmo dos investidores.
Segundo dados da Gavekal, desde a criação do índice CSI 300 em 2005, o mercado chinês já experimentou cinco grandes ralis. O primeiro deles durou quase dois anos, enquanto os subsequentes tiveram uma duração entre 8 e 13 meses.
No total, ao longo das últimas duas décadas, o mercado chinês permaneceu em alta por cerca de cinco anos, enquanto nos outros 15 anos predominou um cenário de pessimismo.
Dessa forma, a estratégia mais eficaz para lucrar no mercado de ações chinês tem sido capitalizar esses momentos de alta durante os ciclos de rali.
Fontes: Macrobond e Gavekal.
Ainda de acordo com o estudo da Gavekal, dos cinco grandes ralis registrados no mercado chinês, dois foram impulsionados por forte crescimento econômico e aumento da lucratividade empresarial, enquanto os outros três foram alimentados por pacotes de estímulos governamentais.
Historicamente, esses ralis movidos por estímulos resultaram em valorizações entre 50% e 100%.
Portanto, se o mercado chinês estiver entrando em mais um ciclo de alta, há um potencial considerável de ganhos, mesmo após o recente salto.
No entanto, seu sucesso dependerá da capacidade das autoridades de implementar rapidamente as medidas prometidas nos últimos dias.
Isso inclui tanto a abrangência dos estímulos fiscais quanto o suporte ao setor imobiliário, que tem sido um dos principais desafios econômicos da China nos últimos anos.
Em outras palavras, diferentemente dos dois ciclos anteriores de alta, que duraram cerca de dois anos e levaram o índice a valorizações substanciais, desta vez a recuperação tende a ser mais moderada.
O atual contexto de recessão de balanço – no qual altos níveis de endividamento no setor privado levam empresas e indivíduos a priorizarem o pagamento de dívidas em detrimento do consumo e do investimento – dificulta uma recuperação mais robusta.
Ainda assim, em um cenário mais amplo, o pacote de estímulos da China complementa o cenário macroeconômico global, que inclui expectativas de um pouso suave da economia dos Estados Unidos.
Com esses fatores em mente, o mercado global, especialmente o chinês, parece ter margem para crescimento no futuro próximo, mesmo que a sustentabilidade dessa alta seja inferior à observada em ralis anteriores.
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