O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Embaixador da Argentina afirmou ter conversado sobre moeda comum do Mercosul em reunião com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad
As disparidades entre os membros do Mercosul representam um entrave e tanto para a adoção de uma moeda comum para o bloco. Isso não impede, porém, que o assunto volte à tona de tempos em tempos.
Qualificado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como uma “obsessão” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o fortalecimento do Mercosul retornou à pauta com a posse do líder petista. E a criação de uma moeda comum não poderia ficar de fora dessa discussão.
Na terça-feira, 3 de janeiro, o embaixador da Argentina em Brasília, Daniel Scioli, reuniu-se com Haddad em Brasília.
Ao término do encontro, o argentino afirmou a jornalistas que o novo governo brasileiro manifestou a intenção de aprofundar a integração regional com a ajuda de uma moeda comum para as transações entre os membros do Mercosul.
Além de uma integração ainda maior, outra vantagem seria o barateamento do custo financeiro das importações e exportações dentro do bloco.
No ano passado, o então ministro Paulo Guedes chegou a defender a adoção de uma moeda única no Mercosul. Deu até um apelido para ela. Shippou os nomes das divisas das duas maiores economias do Cone Sul e tascou um “peso real”.
Leia Também
No entanto, o desinteresse da recém-encerrada administração Jair Bolsonaro na integração regional inibiu o avanço das discussões.
Sempre que a moeda comum do Mercosul é discutida, a comparação com o euro é inevitável.
A moeda entrou em circulação em 1999 e é usada atualmente por 20 dos 27 países da União Europeia (UE).
As nações que integram a chamada “zona do euro” abandonaram suas antigas divisas para aderir à moeda comum.
Para que o euro entrasse em cena, desapareceram moedas como o marco alemão, o franco francês, a lira italiana, o escudo português, a peseta espanhola e o dracma grego, só para ficar em alguns exemplos mais conhecidos do público brasileiro.
Com o surgimento do euro e o estabelecimento do Banco Central Europeu (BCE), os membros da união monetária precisaram abrir mão de parte de sua soberania. Mais precisamente, do controle sobre a moeda e da condução da política monetária em seus respectivos territórios.
Com o passar dos anos, as discrepâncias econômicas entre as nações europeias acentuaram-se. E grande parte dessas desigualdades é atribuída por políticos e economistas à adoção do euro.
Países centrais como Alemanha e França tornaram-se mais prósperos e poderosos. Já as nações situadas na periferia da União Europeia passaram a sofrer com a elevação do custo de vida e com a dificuldade de concorrer com os parceiros mais ricos na busca por investimentos capazes de diversificar suas economias.
Ao longo das últimas duas décadas, o elevado grau de endividamento dos integrantes da zona do euro originou turbulências tanto na economia real quanto nos mercados financeiros.
Ao mesmo tempo, a autoridade do BCE deixava os governos nacionais de mãos atadas na busca por alternativas para solucionar as crises.
Levando-se o euro como exemplo, a moeda comum do Mercosul dificilmente sairá do papel se não dispuser de mecanismos capazes de evitar uma acentuação das desigualdades entre os países-membros.
Uruguai e Paraguai, por exemplo, não têm motivos para aceitar um acordo que torne Brasil e Argentina ainda mais fortes do que já são no contexto do Mercosul.
E é nesse ponto que a proposta em discussão por aqui traz novidades. De acordo com Scioli, o Mercosul descarta uma moeda comum nos moldes do euro.
O projeto em discussão, afirma o embaixador argentino, prevê uma moeda comum para fins estritamente comerciais.
Caso a ideia saia do papel, ninguém vai precisar andar por aí com cédulas e moedas de ‘peso real’ - ou seja lá que nome a divisa venha a ter - no bolso.
O real brasileiro, o guarani paraguaio e os pesos argentino e uruguaio continuariam existindo e os países bloco manteriam cada um sua própria política monetária.
“Não significa a exclusão das moedas em circulação, mas a criação de uma unidade de valor real para a integração regional”, disse Scioli.
A intenção, prosseguiu ele, é “promover mais integração energética e financeira, possibilitando mais intercâmbio comercial entre nossos países”.
O desafio agora é tirar a ideia do papel e colocá-la em prática.
Astrolábio era parte de coleção real de marajás, título dado à realeza indiana, mas instrumento foi vendido e agora vai a leilão na Europa
A Meta queria a Manus, a startup de IA que atingiu US$ 100 milhões em receita em apenas oito meses e se tornou o novo pivô da guerra tecnológica entre EUA e Pequim
O Brasil é a preferência disparada entre os investidores nos EUA quando o assunto é América Latina, mas um queridinho por aqui não está mais no coração dos norte-americanos
Em entrevista à Fox News, presidente dos EUA diz que prefere negociar à distância, vê fim próximo da guerra no Oriente Médio e reclama de aliados
Presidente e primeira-dama foram evacuados após invasor armado abrir fogo; autoridades apontam possível ação de “lobo solitário”
Os Estados Unidos liberaram a isenção de sanções para as vendas de petróleo e derivados russos em março
A fabricante de chips não esteve sozinha; nesta sexta-feira (24), as ações da Intel dispararam 24%
UBS WM revisou o alvo para o índice MSCI Emerging Markets para 1.680 pontos até dezembro de 2026, representando um potencial de dois dígitos, ancorado em uma previsão de crescimento de lucros de 33% para as empresas desses países
Executivo revela por que ativos latinos são o novo refúgio global contra a incerteza da IA e a geopolítica, e ainda dá uma dica para aproveitar as oportunidades de investimento
O líder chileno participou do Latam Focus 2026, evento organizado pelo BTG Pactual, que reuniu a nata do mundo político e empresarial em Santiago, e mandou um recado para os investidores
Finlândia, o país “mais feliz do mundo”, abre oportunidade para profissionais brasileiros que querem ganhar em euro.
A companhia aérea vai passar a tesoura em rotas de curta distância programadas até outubro, uma tentativa de economizar combustível diante da ameaça de escassez e da volatilidade dos preços causada pelo conflito no Oriente Médio
Indicado de Trump para comandar o Federal Reserve passou por audiência de confirmação nesta terça-feira (21) no Senado norte-americano, e o Seu Dinheiro listou tudo o que você precisa saber sobre o depoimento
Após o Irã reverter a abertura da passagem marítima, presidente norte-americano minimiza a medida como tática de pressão
Teerã alega “pirataria” dos EUA para encerrar breve abertura da via estratégica; Donald Trump afirma que cerco naval só terminará com conclusão total de acordo.
Mais cedo ou mais tarde, Lionel Messi e Cristiano Ronaldo vão se aposentador dos gramados, mas não vão abandonar o futebol. Ambos se preparam para virar dirigentes.
Com orçamento aprovado e foco no superávit, governo argentino recebe sinal verde do Fundo; entenda como a economia vizinha está mudando (para melhor)
Gestor colocou as economias em desenvolvimento no radar dos investidores globais em um momento em que “mercados emergentes” não era nem um conceito ainda
Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa
Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada