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Declaração acontece em um momento de tensão entre as duas maiores economias do mundo, com trocas de acusações e imposição de sanções
Não precisa ir muito longe para imaginar o que aconteceria no mundo se China e os EUA entrassem em guerra. Além de se tratar das duas maiores economias globais, a ameaça nuclear e outros riscos estariam envolvidos em um embate como esse.
Em seu primeiro grande discurso desde que assumiu o cargo, o ministro da Defesa da China, Li Shangfu, disse que a guerra com os EUA seria um "desastre insuportável" para o mundo.
A declaração foi seguida de outra tão polêmica quanto: o general afirmou ainda que "alguns países" estão intensificando uma corrida armamentista na Ásia.
Em seu discurso, Gen Li, que se tornou ministro da Defesa em março, acusou os EUA de uma "mentalidade da Guerra Fria" e disse que isso "aumentava muito os riscos de segurança".
Mas nem tudo está perdido: Li também afirmou que o mundo é grande o suficiente para a China e os EUA, sinalizando que as duas superpotências devem buscar um terreno comum.
Embora o ministro chinês tenha pincelado seu discurso com um tom conciliador ao final, o equilíbrio entre China e EUA é uma questão delicada.
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Na segunda-feira (5), os EUA acusaram um navio de guerra chinês de realizar manobras "inseguras" no estreito de Taiwan.
A Marinha norte-americana disse que um contratorpedeiro chinês navegou perto de um de seus contratorpedeiros no sábado e o forçou a desacelerar para evitar uma colisão. Um navio canadense também navegava nas proximidades.
A China criticou os dois países por "provocar riscos deliberadamente". Os EUA e o Canadá disseram que estavam navegando onde a lei internacional permite.
Li disse que a China não permitirá que as patrulhas navais dos EUA e seus aliados sejam "um pretexto para exercer a hegemonia da navegação".
Nesta terça-feira (6) as diferenças apareceram em outra frente: os EUA sancionaram a China por suposta conexão com o programa de mísseis balísticos iraniano.
A penalidade bloqueia todas as propriedades e participações em propriedades de sete pessoas e seis entidades no Irã, na China e em Hong Kong que estejam nos EUA ou sob posse de pessoas no território, e proíbe que sejam feitas transações com os indivíduos e as entidades designadas.
As relações entre EUA e China estão tensas nos últimos anos devido a várias questões, incluindo a reivindicação da China sobre Taiwan e disputas territoriais no Mar da China Meridional — mas um entendimento ainda é possível.
Apesar da disputa diplomática, um membro do alto escalão do Departamento de Estado norte-americano foi a Pequim para uma semana de conversas abrangentes.
Ontem, o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby, disse que os EUA acreditam que é importante manter os canais de comunicação com a China, apesar de seus militares mostrarem um "nível crescente de agressividade".
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*Com informações da BBC e do Estadão Conteúdo
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