🔴 CONHEÇA A ESTRATÉGIA DO ‘MELHOR TRADER DO MUNDO’ – CONHEÇA AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

VEM AÍ REAL-YUAN?

Depois do ‘peso-real’, Brasil negocia substituir o dólar em relações comerciais com a China

No fim de janeiro, os BCs dos dois países assinaram um memorando para estabelecer um banco para fazer a compensação das divisas diretamente

China Brasil - Imagem: Shutterstock

Depois do estudo para criar uma moeda única entre Argentina e Brasil, o "peso-real", para as relações comerciais, o governo brasileiro tenta repetir a ideia com outros parceiros econômicos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas últimas semanas, Brasil e China avançaram nas negociações para que o comércio e os investimentos sejam feitos diretamente entre o real e o yuan, a fim de excluir o dólar americano como moeda de referência nas transações.

No fim de janeiro, os bancos centrais dos dois países assinaram um memorando para estabelecer uma "clearing house" no Brasil. Na prática, trata-se de um banco escolhido pelo governo chinês — o ICBC — com liquidez na moeda chinesa para fazer a compensação das divisas diretamente. O empresário no Brasil receberia em yuan e faria, nesse mesmo banco, a troca pelo real.

Segundo relatório lançado em novembro do ano passado pelo Banco do Povo da China (PBC, o banco central chinês), no fim de 2021 existiam 27 bancos de "clearing" da moeda chinesa fora da China continental em 25 países e regiões diferentes, como Canadá, Alemanha, Reino Unido, França, Luxemburgo, Suíça, Catar, Taiwan, Coreia do Sul, Cingapura e Austrália.

Na América do Sul, o Chile possui um acordo similar, assim como a Argentina. Até mesmo os EUA possuem uma "clearing house" para fazer a troca direta da moeda, indicada pelo BC chinês.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A medida de "afastar" o dólar americano nas relações comerciais tem sido adotada pela China em meio ao cenário de disputas geopolíticas e econômicas com os EUA. Recentemente, o governo do presidente Xi Jinping firmou acordos com Arábia Saudita e Rússia para o uso do yuan no comércio.

Leia Também

OUSADIA PREMIADA

Canadense Anne Carson dá sopro de poesia ao Prêmio Nobel de Literatura

É SÓ O COMEÇO

O melhor está por vir para a TSMC após alta de 55% no ano. Entenda o que a Nvidia e Elon Musk têm a ver com o futuro das ações

Por fim, o yuan tem cerca de 2% de participação nos pagamentos globais, em crescimento principalmente no entorno do gigante asiático.

Câmbio entre Brasil e China

A secretária de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Tatiana Rosito, afirmou que "a maior previsibilidade das taxas de câmbio" é muito importante para investidores e comerciantes.

Segundo ela, os impostos sobre transações de câmbio são um dos pontos mais questionados por parceiros chineses no Brasil, e o comércio em moeda local poderia contribuir para o incremento das trocas bilaterais. A balança comercial entre os dois países alcançou US$ 150 bilhões no ano passado, e os investimentos diretos da China no Brasil chegaram ao acumulado de US$ 70 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Esses elementos reduzirão os custos de transação para trocas entre real e yuan, e são um elemento a mais nesse adensamento das relações", disse Rosito, que participou do Fórum de Negócios Brasil-China, realizado ontem, em Pequim, com cerca de 523 participantes, entre autoridades dos dois governos e empresários.

Para além disso, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também planeja lançar novas linhas de financiamento para o comércio bilateral.

Real-Yuan: redução do "custo Brasil"

O acordo pode trazer vantagens para exportadores e importadores brasileiros, com baixo risco para o Brasil, segundo especialistas ouvidos pelo Estadão.

Na visão de Tulio Cariello, diretor de Conteúdo do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), as transações diretas permitiriam redução de custos financeiros, já que ao passar os pagamentos da moeda chinesa para o dólar e depois para o real, ou vice-versa, há perdas nas taxas de câmbio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em segundo lugar, as taxas de câmbio para yuan, com maior controle do governo chinês, variam menos, dando maior previsibilidade para as empresas.

"Pode ser uma alternativa para diminuir o custo de transação, para evitar duas conversões", afirmou o ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento Welber Barral. Ele pontua, porém, que o acordo não deve substituir por completo o uso do dólar nas transações com o gigante asiático.

Isso porque, apesar de o Brasil poder comercializar diretamente por meio de outras moedas chamadas de conversíveis como euro, franco suíço e libra esterlina, mais de 90% das transações do comércio exterior brasileiro hoje ainda são em dólar.

Segundo o consultor Sérgio Quadros, diretor da SQ Asia Business Consulting, outra vantagem das transações diretas para os exportadores brasileiros é a possibilidade de abrir mercado na China., já que as regras da política de controle de capitais do governo chinês limitam o acesso dos importadores locais ao dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com as transações diretas, é possível ir além desses limites. "Certamente haverá aumento do comércio", afirmou.

Por fim, um executivo de um dos maiores frigoríficos do País disse que o acordo poderá ser interessante se o fato de não envolver o dólar permitir o acesso a linhas de financiamento para exportação, em bancos chineses, com taxas de juros mais baixas.

Para exportadores do agronegócio nacional, o uso do dólar pode ser vantajoso, pois, além de receberem na moeda americana e terem despesas em real, conseguem reduzir os efeitos do chamado "custo Brasil".

*As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Brasil segue sem um Nobel oficial, mas já teve um filho de estrangeiros nascido no Rio, um físico injustiçado e a primeira vencedora do “Nobel da Agricultura 3 de outubro de 2026 - 7:14
Henry Kissinger 2 de outubro de 2026 - 15:05

NÃO ACEITAMOS DEVOLUÇÃO

Henry Kissinger, o Nobel da Paz que tentou devolver o prêmio, mas não conseguiu

2 de outubro de 2026 - 15:05
Peter Handke 30 de setembro de 2026 - 16:32
nvidia ações nvda ia 28 de setembro de 2026 - 19:18
Montagem com um fundo com notas de dólares e, ao centro, uma mão segurando um iPhone Duo aberto. 28 de setembro de 2026 - 14:30
27 de setembro de 2026 - 11:00
Imagem de um globo, com um termômetro e uma seta vermelha com a inscrição El Niño 25 de setembro de 2026 - 19:30
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA 25 de setembro de 2026 - 17:27
bandeira dos estados unidos em wall street 25 de setembro de 2026 - 15:42
Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, apertam as mãos após encontro na Coreia do Sul 24 de setembro de 2026 - 19:58
Gráfico de ações sobre bandeira dos Estados Unidos 24 de setembro de 2026 - 15:03
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na Assembleia Geral da ONU 22 de setembro de 2026 - 13:37
Ata Fed 20 de setembro de 2026 - 16:45
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA 20 de setembro de 2026 - 10:03
Bandeira do Japão e do Brasil 18 de setembro de 2026 - 18:00

LONGE NO MAPA, PERTO DO BOLSO

Juros no maior nível em 31 anos: por que o aperto no Japão importa para você

18 de setembro de 2026 - 18:00
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, fala de pé, em frente a um púlpito, durante coletiva de imprensa na sede do banco central norte-americano, em Washington, D.C. 16 de setembro de 2026 - 15:01
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 15 de setembro de 2026 - 18:01
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar