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Biden e Xi: o que esperar do encontro dos homens mais poderosos do planeta nesta semana

Os dois presidentes não devem desviar de assuntos polêmicos — membros do alto escalão do governo dos EUA já disseram que ambos devem tratar de temas espinhosos no encontro de quarta-feira (15)

Presidente dos EUA, Joe Biden, ao lado do presidente da China, Xi Jinping
Presidente dos EUA, Joe Biden, ao lado do presidente da China, Xi Jinping - Imagem: Lintao Zhang/Getty Images

Balão chinês, Taiwan, disputas sobre roubo de tecnologia, comércio, invasão da Ucrânia — essas são algumas das questões que formam os pano de fundo da aguardada reunião desta semana entre o presidente dos EUA, Joe Biden, e o líder da China, Xi Jinping. 

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A expectativa em torno do encontro de quarta-feira (15) tem motivo: além de envolver as duas maiores economias do mundo, essa será a primeira vez que os dois ficam frente a frente em quase um ano e também é a primeira vez desde 2017 que Xi pisa em solo norte-americano.

E Biden e Xi não devem desviar de assuntos polêmicos. Membros do alto escalão do governo dos EUA já disseram que os dois presidentes devem colocar assuntos polêmicos sobre a mesa, incluindo a troca de informações militares, direitos humanos e a soberania no Mar do Sul da China. 

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EUA x China: os assuntos espinhosos

Não são poucos os assuntos espinhosos que Biden e Xi devem tratar, mas dois deles chamam atenção: a troca de informações militares e Taiwan. 

A expectativa é que os EUA anunciem o compromisso da China em melhorar essas trocas de informações militares — que se destinam a reduzir o risco de conflitos não intencionais.

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Houve mais de 180 incidentes de aeronaves chinesas interceptando aviões dos EUA desde o outono de 2021, de acordo com Ely Ratner, secretário adjunto de defesa para assuntos de segurança do Indo-Pacífico. 

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Além disso, a reunião de Biden e Xi também ocorre antes das eleições presidenciais de Taiwan, previstas para janeiro de 2024. 

Taiwan é uma democracia autônoma que a China reivindica como sua. A política dos EUA determina que Washington não apoia a independência de Taiwan, embora exista uma política de ambiguidade estratégica sobre como os norte-americanos responderiam se a China invadisse a ilha.

Especialistas dizem que durante a reunião Biden pode alertar Xi contra a interferência nas eleições de Taiwan.

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Biden e Xi quase não aconteceu

A reunião em si, embora antecipada, só foi anunciada formalmente pela Casa Branca na sexta-feira (10). Mesmo nos últimos dias, as autoridades chinesas hesitaram em confirmar que Xi participaria na reunião com Biden. 

Em coletiva de imprensa na quarta-feira (8), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse que “não será fácil chegar a São Francisco, nem podemos deixar que o piloto automático nos leve até lá”.

No mesmo dia, quando a porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, foi questionada durante um briefing se a reunião estava “fechada”, ela disse: “Simplesmente não tenho nada confirmado”.

Ao anunciar a reunião, Jean-Pierre disse em comunicado que os líderes discutiriam “questões na relação bilateral EUA-RPC, a importância contínua de manter linhas de comunicação abertas e uma série de questões regionais e globais”, usando a abreviatura para a República Popular da China.

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*Com informações da CNBC

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