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Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

QUE DESELEGANTE!

Ação da Vibra (VBBR3) vale menos de R$ 1? É o que sugere o diretor da Petrobras (PETR4) em encontro com analistas, diz site

Segundo o portal Brazil Journal, o executivo afirmou que as ações da empresa estão “caras” durante uma conversa com analistas

Renan Sousa
Renan Sousa
10 de agosto de 2023
18:17 - atualizado às 18:18
Vibra Energia (VBBR3) | Dividendos
Caminhão e tanques de armazenamento da Vibra Energia (VBBR3) - Imagem: Divulgação

Não é comum ouvir executivos, ainda mais de companhias abertas, fazerem comentários sobre empresas do mesmo ramo. No máximo, um apontamento ou outro, mas raramente uma alfinetada pública. Não foi o caso de Sérgio Leite, CFO da Petrobras (PETR3;PETR4): segundo o Brazil Journal, o diretor da estatal disse que as ações da Vibra (VBBR3) estão “caras”. 

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Por si só, o comentário já seria encarado como uma indelicadeza. Entretanto, Leite continuou: “a ação tá a quanto hoje? R$ 8,00? Então, acima de R$ 1,00 está cara. Pode botar isso aí”.

No pregão desta quinta-feira (10), os papéis VBBR3 encerraram negociados a R$ 16,42, uma queda de 2,67% após a abertura. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Petrobras, que não se posicionou sobre os comentários feitos pelo executivo até a conclusão desta reportagem. 

As falas de Leite foram ditas durante uma reunião online com analistas nesta quinta-feira (10), diz o Brazil Journal. Além dos comentários feitos sobre a Vibra, o executivo ainda afirmou que não há interesse da Petrobras em estatizar ou vender sua fatia de participação na Braskem (BRKM5).

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Como resultado, as ações da Braskem figuram entre as maiores altas do dia, uma valorização de 6,84%, encerrando o pregão a R$ 24,99. 

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Petrobras e Braskem: um xadrez corporativo

Em meio às discussões sobre a venda da fatia da Novonor (ex-Odebrecht) na Braskem, a Petrobras solicitou acesso ao virtual data room da petroquímica em julho deste ano, iniciando assim o processo de due diligence.

Em outras palavras, a estatal estava olhando mais de perto para a situação financeira e jurídica da empresa — um processo fundamental para fusões ou aquisições.

A petroleira brasileira, entretanto, destaca que "não houve qualquer decisão da diretoria executiva ou do conselho de administração em relação ao processo de desinvestimento ou de aumento de participação na Braskem".

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Em nota enviada hoje à imprensa, a Petrobras reiterou que “está desenvolvendo análises para definição da melhor alternativa de execução de sua estratégia no setor petroquímico no âmbito do seu Planejamento Estratégico".

E continua: “nesse sentido, a companhia esclarece que decisões sobre aquisições e desinvestimentos são pautadas em análises criteriosas e estudos técnicos, em observância às práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis”. 

A história da Vibra

A antiga BR Distribuidora era subsidiária da Petrobras, mas foi privatizada em 2021, quando também foi rebatizada como Vibra.

Em novembro daquele ano, a estatal recebeu aval para a venda da participação remanescente de 37,5% no capital social da distribuidora de combustíveis, atualmente avaliada em R$ 18,81 bilhões, segundo dados do Trademap.

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