Janela aberta ou fechada? BTG diz se é hora de ter Banco do Brasil (BBSA3) na carteira — e Citi dá opção para quem quer ter exposição aos bancões
No início do ano, na esteira da posse de Luiz Inácio Lula da Silva, os investidores estavam preocupados com a influência política no BB e com um corte nos dividendos, mas o cenário agora é outro — saiba como o novo quadro influencia a decisão de compra e venda de BBAS3

Se você está olhando pela fresta do mercado de ações e quer ter mais exposição aos grandes bancos brasileiros, uma janela de oportunidade se abriu. Segundo o BTG Pactual, agora é o momento de comprar Banco do Brasil (BBSA3) ou aumentar a quantidade de papéis do BB em carteira.
“Acreditamos que o recente desempenho inferior do Banco do Brasil em relação aos seus pares privados, da ordem de cerca de 10% nos últimos 30 dias, abriu uma janela para os investidores adicionarem mais — ou pela primeira vez — ações do BB em suas carteiras”, diz o BTG em relatório.
No início do ano, na esteira da posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, os investidores estavam preocupados com a influência política no Banco do Brasil, um corte de dividendos e com potenciais más práticas de crédito.
Mas, segundo o BTG, a nova narrativa é que o BB já está no pico dos lucros e ainda tem potencial para valorizar mais. Nos cálculos do banco, a ação BBAS3 subiu 55% no acumulado do ano e ainda está sendo negociada a um preço muito atraente de 3,9x P/E (preço sobre o lucro) em 2024 e potencial para aumentar o pagamento de dividendos de 40% para 50%.
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Além da recomendação de compra para os papéis do Banco do Brasil, o BTG tem preço-alvo de R$ 66 em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 30% em relação ao último fechamento.
Por volta de 13h50, as ações BBAS3 subiam 0,16%, cotadas a R$ 51,01. No mês, os papéis acumulam alta de 5,5%. Acompanhe a nossa cobertura dos mercados ao vivo.
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O Citi também recomenda a compra das ações do Banco do Brasil e estabeleceu preço-alvo de R$ 74 — o que representa 45,3% de potencial de valorização em relação ao fechamento do papel no último pregão.
Segundo o Citi, embora o BB ainda não tenha fornecido um guidance formal para 2024, já deu algumas expectativas para o próximo ano durante teleconferência do terceiro trimestre:
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- Os ganhos podem aumentar em altos dígitos;
- A receita líquida de juros e o custo de risco devem crescer em linha com a carteira de crédito;
- O pay-out deve permanecer em 40%.
"Vemos um avanço mais moderado nos ganhos do BB para 2024 (2%), impactado negativamente por taxas de juros mais baixas. No entanto, com um preço sobre lucro em 4 vezes e 10% de dividend yield [rendimento de dividendo], continuamos vendo um valuation atraente”, diz o Citi em relatório.
O banco norte-americano, no entanto, reconhece que esse tem sido o caso há algum tempo, e não prevê catalisadores de curto prazo para uma reclassificação — por isso, enxerga o Itaú Unibanco (ITUB4) como uma opção melhor para o curto prazo no setor bancário.
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