O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A aquisição da Garoto aconteceu oficialmente em 2002, mas foi vetada pelo próprio Cade em 2004 — já que ambas teriam mais de 58% do mercado de chocolates brasileiro
O ano era 2002 quando a gigante suíça Nestlé decidiu avançar no mercado nacional com uma grande aquisição: a da tradicional marca Garoto. O que a empresa não esperava era que o processo só receberia a aprovação — com ressalvas — das autoridades brasileiras mais de 20 anos depois.
Isso porque o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) enfim decidiu dar o aval, nesta quarta-feira (07), à aquisição da Garoto pela Nestlé Brasil, depois de vetar inicialmente o negócio. A aprovação, contudo, foi condicionada à celebração de Acordo em Controle de Concentrações (ACC).
Entre outras coisas, o acordo prevê uma série de medidas empresariais para preservar a concorrência no mercado brasileiro de chocolates. O ACC também será utilizado como de forma judicial, o que, na prática, põe fim ao processo que tramita na Justiça.
“Considerando o histórico de mais de 20 anos desse caso e a existência de um novo marco legal do antitruste no país, a negociação entre Cade e Nestlé resultou em um acordo com medidas que se mostram proporcionais e suficientes para mitigar impactos concorrenciais no cenário atual e garantir os interesses dos consumidores”, afirmou o presidente do Cade, Alexandre Cordeiro.
A aquisição da Garoto aconteceu oficialmente em 2002, mas foi vetada pelo próprio Cade em 2004 — já que ambas, segundo o órgão, teriam mais de 58% do mercado de chocolates brasileiro, sendo considerada uma prática nociva para a concorrência.
Vale ressaltar que a lei da época permitia que as empresas concretizassem a fusão antes da análise do Cade. Esse evento entre Nestlé e Garoto, inclusive, foi um dos motivos para que a legislação fosse alterada em 2012.
Leia Também
Como as empresas já estavam unidas havia dois anos, a Nestlé decidiu entrar com um processo judicial para reverter a decisão do Cade em 2005. A disputa foi arquivada e voltou à pauta do órgão de defesa da concorrência em 2021.
A avaliação da Superintendência-Geral do Cade é que entre 2001 e 2021 houve uma significativa entrada de concorrentes no segmento, o que refuta o argumento de que a fusão acabaria com a concorrência nacional.
Em termos mais específicos, a participação da dobradinha Nestlé/Garoto no ramo de “chocolates sob todas as formas (industrializados prontos para consumo)” caiu da faixa entre 50% a 60% em 2001 para o intervalo de 30% a 40% em 2021.
Já no segmento de “cobertura de chocolate”, a empresa saiu da faixa de 80% a 90% para 20% a 30%, deixando de ser a líder no setor.
Por isso, não faz sentido, neste momento atual, manter a decisão de reprovação do negócio. “Esta ideia é reverberada na percepção de mercado de que os impactos da fusão Nestlé/Garoto já foram absorvidos pelo mercado ao longo destes anos”, aponta o parecer.
No entanto, a concretização do acordo não será só doce como chocolate.
O Cade também decidiu que a Nestlé não poderá adquirir ativos que representem, juntos, participação igual ou superior a 5% do mercado por pelo menos cinco anos.
Essa medida não se aplica a aquisições internacionais, com efeitos no Brasil, realizadas pelo controlador da Nestlé. “Nesses casos, o ato de concentração deverá ser notificado ao Cade, caso atenda aos critérios de submissão prévia estabelecidos em lei”, diz a decisão.
A Nestlé ainda será obrigada a comunicar ao Cade, por um prazo de sete anos, qualquer nova aquisição de ativos no ramo nacional de chocolates que se caracterize como de concentração de mercado, abaixo do patamar de 5%, ainda que o outro grupo envolvido no negócio não atinja os parâmetros para notificação obrigatória.
Além disso, por um período de sete anos, a Nestlé se compromete a não intervir nos pedidos de terceiros para a concessão de redução, suspensão ou eliminação de tributos incidentes sobre a importação de chocolates.
Por fim, a Nestlé ainda deverá manter em produção a fábrica da Garoto em Vila Velha (ES), durante o período mínimo de sete anos, de acordo com a determinação do Cade.
Lucro da mineradora cresce no 1T26, mas pressão de custos e Ebitda considerado fraco pelo mercado limitam reação positiva das ações; saiba o que fazer com relação aos papéis agora
Os papéis da companhia entraram em leilão na manhã desta quarta-feira (29) por oscilação máxima permitida, e voltaram a ser negociadas com alta de quase 5% na esteira do balanço do primeiro trimestre
Cerca de 77% dos usuários do Mercado Livre também compram na Shopee. A sobreposição entre a plataforma argentina e a norte-americana Amazon também é grande, de 49%.
Alta nos impostos pressiona lucro agora, mas pode destravar capital e impulsionar resultados, afirma Mario Leão; confira a visão do CEO do banco
A queda já era, de maneira geral, esperada. Segundo o JP Morgan, havia mais espaço para frustração do que para surpresas positivas, de acordo com relatório do meio de abril, mas movimento é cíclico
A estatal também assinou um novo acordo de acionistas com a Shine I, fundo de investimentos gerido pela IG4, que está adquirindo a participação de controle da Novonor na Braskem
Em meio a um início de ano mais fraco, lucro vem abaixo do esperado e rentabilidade perde fôlego no início de 2026; veja os destaques do balanço
Para quem carrega os papéis da companhia na carteira, o valor se traduz em cerca de R$ 0,108 por ação ordinária
Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25
Na prática, o investidor que terminou o pregão desta terça-feira (28) com um papel da Sabesp na carteira acordará com cinco ações
Fundo quer conservar e reflorestar 270 mil hectares na América Latina com investidores de peso; gestora também estima aumento na geração de empregos
Analistas veem ganhos claros para a Brava com operação, citando reforço no caixa e alívio na dívida — mas o outro fator incomoda os investidores
Os resultados mostram que o cenário de consumo ainda está frágil, com juros altos e endividamento das famílias
Mercado espera resultado mais fraco, com foco nos sinais de evolução da inadimplência e da qualidade de ativos. Veja o que dizem os analistas
Com foco em crédito e soluções financeiras para investimentos em estrutura e maquinário, o BTG Pactual se posiciona como banco parceiro na Agrishow 2026
Companhia entrega balanço robusto em meio a cenário global mais apertado para o aço; veja os principais destaques do resultado e o que dizem os analistas
Mesmo com queda trimestral esperada, projeções indicam Ebitda acima de US$ 4 bilhões, impulsionado por metais básicos
A Metalúrgica Gerdau também anunciou nesta segunda-feira (27) o repasse de R$ 105,9 milhões (R$ 0,08 por ação) aos acionistas, com pagamento agendado para o dia 10 de junho
A empresa de saneamento de São Paulo vota nesta terça-feira (28) o desdobramento de seus papéis, e o Seu Dinheiro conta como funciona o ajuste de preço, as datas de corte e o impacto para quem já tem SBSP3 na carteira
Ao tirar Shell, ONGC e Brava do Campo de Argonauta, a estatal elimina as burocracias de negociação, simplifica a gestão e encerra processos de equalização que costumam dar dor de cabeça (e tomar tempo) para as petroleiras