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Carolina Gama
Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.
PONTO ATRAENTE

Fazendo a lição: Bank of America recomenda a compra de Ânima e ações ANIM3 disparam na B3

O banco norte-americano vê potencial de alta de 89% para os papéis da empresa do setor de educação

Carolina Gama
18 de janeiro de 2023
14:31 - atualizado às 13:22
Ânima Educação (ANIM3) startups
Imagem: Reprodução

A Ânima Educação fez a lição de casa. Prova disso é que o Bank of America elevou a recomendação para ANIM3 de neutra para compra e também aumentou o preço-alvo para as ações da empresa.

O preço-alvo passou de R$ 6 para R$ 7, o que representa agora um potencial de valorização de 89,2% em relação ao fechamento de terça-feira (17). 

O banco vê um ponto de entrada atraente, com a Ânima negociando a 5x EV/EBITDA (valor da firma sobre lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização) — um desconto de 10% sobre a média do setor de 5,5x.

A melhora na recomendação deu impulso aos papéis da Ânima nesta quarta-feira (18): ANIM3 chegou a subir quase 10% na B3, cotada na casa dos R$ 4. 

Por que comprar Ânima (ANIM3)?

O Bank of America elevou Ânima de neutra para compra diante do otimismo com a desalavancagem da empresa. 

Segundo o banco, esse processo deve ocorrer por alguns fatores:

  • Redução das despesas com aluguel; 
  • Geração de caixa; 
  • Otimização do uso da capacidade ociosa dos campi; 
  • Ações de gestão de passivos. 

A empresa anunciou recentemente um movimento importante nessa frente, com a autorização de emissão de R$ 800 milhões em debêntures ao custo de CDI + 1,65% — abaixo da média da empresa de CDI+ 2,6%. 

Além disso, o banco tem um bom nível de confiança na expansão das margens, que deve vir principalmente dos efeitos do mix, com o ensino médico ganhando participação enquanto o EAD (ensino a distância) deve ajudar a conter a deterioração das margens. 

“Essa combinação, somada à base resiliente da Ânima, deve ajudar a mitigar os riscos de deterioração do sentimento macroeconômico”, diz o Bank of America em relatório. 

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Os riscos no caminho

O Bank of America acredita que uma base de alunos mais resiliente e um posicionamento de maior qualidade devem permitir que as empresas de educação superem seus pares, especialmente durante períodos macroeconômicos mais difíceis. 

Nesse contexto, o banco espera que a Ânima tenha uma demanda sustentada em 2023. Mas a empresa tem riscos pelo caminho. O principal deles, segundo o banco, é a alta alavancagem. 

Ao incorporar a emissão das debêntures, o BofA vê a alavancagem da Ânima em 2,7x ND/EBITDA (dívida líquida sobre lucro antes de juros, taxas, depreciação e amortização) em 2023, em linha com a média do setor.

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