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Os cofrinhos das poupanças brasileiras estão ficando mais magros, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), nesta sexta-feira, 8. As retiradas superaram as aplicações em R$ 10,074 bilhões no mês passado.
O resultado de agosto deveria ter sido publicado na quarta-feira, 6, às 15 horas, mas devido ao feriado de 7 de setembro e à operação-padrão dos servidores, o BC adiou a divulgação para a sexta-feira.
No último mês, foram aplicados na poupança R$ 321,605 bilhões, enquanto R$ 331,680 bilhões foram sacados pelos brasileiros. Considerando o rendimento de R$ 6,275 bilhões, o saldo total da caderneta somou R$ 969,126 bilhões ao final do mês.
Atualmente, com a taxa Selic a 13,25% ao ano, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), hoje em 0,1397% ao mês (1,69% ao ano), mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano). Quando a Selic está abaixo de 8,5%, a atualização é feita pela TR mais 70% da taxa básica de juros.
A aplicação vem perdendo recursos em série desde 2021, afetada pela inflação elevada, o endividamento das famílias e os juros altos. Em 2022, a captação líquida foi negativa em R$ 103,237 bilhões, o pior resultado anual na história da poupança, cuja série foi iniciada em 1995.
O ano atual também não vem com grandes promessas. Em 2023, houve apenas um mês do ano com resultado positivo. O saque acumulado da poupança até agora é de R$ 80,293 bilhões.
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