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Saiba quem são os ricaços “low-profile” que raramente ocupam os holofotes globais da imprensa
É fato que o público adora acompanhar a vida alheia. Então não é à toa que bilionários como Elon Musk e Mark Zuckerberg vivem estampados nas capas de jornais mundo afora — pode-se dizer até que alguns deles adoram a fama que conquistam, inclusive.
Porém, existem ricaços “low-profile”, que raramente ocupam os holofotes globais. Eles conseguiram amealhar fortunas gigantescas — sozinhos ou em família — quase sem ser citados pela imprensa.
Confira uma lista com sete dos bilionários mais reservados do mundo, além de um super rico que dominou os noticiários por muito tempo, mas conseguiu escapar dos olhos do público nos últimos anos.
Batizados de “os bilionários mais quietos da moda” pelo New York Times, Alain e Gérard Wertheimer são a terceira geração de proprietários da Chanel.
Cada um dos irmãos tem um patrimônio líquido estimado em US$ 32,5 bilhões, segundo a Forbes.
Os irmãos herdaram a empresa quando o pai, Jacques Wertheimer, morreu em 1996. Alain é presidente da Chanel, enquanto Gérard lidera a divisão de relógios da empresa.
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"É sobre Coco Chanel. É sobre Karl [Lagerfeld, ex-diretor criativo da empresa]. É sobre todo mundo que trabalha e cria na Chanel. Não é sobre os Wertheimers", disse Gérard ao NYT em 2002.
Conhecido como “o bilionário mais recluso dos Estados Unidos”, Philip Anschutz, acumulou uma fortuna de US$ 10,7 bilhões, segundo a Forbes. Isso confere ao executivo o 167º lugar na lista das pessoas mais ricas do mundo.
O ricaço norte-americano é um dos dois únicos homens que marcaram presença no ranking anual da Forbes dos 400 mais ricos dos EUA todos os anos desde sua criação, lá em 1982.
Hoje com 83 anos de idade, o executivo concedeu apenas duas entrevistas coletivas ao longo da vida, de acordo com informações da Bloomberg.
"Ele é o homem por trás da cortina puxando as alavancas. Ninguém o vê, mas ele tem um grande impacto em Los Angeles”, disse o economista Jack Kyser ao jornal Los Angeles Times em 2006.
Ainda que você possa não ter ouvido falar de Anschutz até então, o bilionário é responsável pelo Coachella, um dos festivais de música mais concorridos dos EUA.
Mas vamos do início. Quem é esse bilionário ‘desconhecido’?
Antes de entrar para o universo do entretenimento e controlar o Coachella, Anschutz faturou uma grande soma com investimentos em petróleo e ferrovias.
Isso porque, em 1979, ele descobriu um campo de petróleo na fronteira de Wyoming-Utah, nos Estados Unidos. Três anos após a descoberta, a Mobil abocanhou metade desse campo por cerca de US$ 500 milhões.
Na década de 1980, Anschutz adquiriu as companhias ferroviárias Rio Grande Railroad e Southern Pacific Railroad. Já em 1995, o bilionário vendeu as empresas por US$ 1,4 bilhão.
Em 2002, ele fundou o Anschutz Entertainment Group (AEG), a empresa controladora do Coachella.
Vale destacar que, além do Coachella, a empresa gerencia mais de 25 festivais de música. Do lado dos esportes, a AEG possui várias equipes esportivas e comanda mais de 100 clubes.
Chamados de “os irmãos Barclay”, os gêmeos David e Frederick amealharam juntos uma fortuna de 7 bilhões de euros, segundo a edição de 2020 da lista de bilionários do Sunday Times.
Aos 88 anos, Frederick possui uma série de participações nos setores de mídia e varejo, além de diversas propriedades adquiridas junto ao seu falecido irmão.
Isso inclui a varejista online Very, antes conhecida como Shop Direct, além do jornal The Daily Telegraph e o hotel The Ritz.
Vale destacar que a origem do império dos Barclays ainda é desconhecida. A revista Forbes classifica os irmãos como "os bilionários reclusos mais infames do Reino Unido".
"Temos privacidade em relação a tudo o que fazemos. Isso decorre de nossa filosofia de não falar sobre nós mesmos, ou reivindicar o quão inteligentes somos, ou nos gabar de quão bem-sucedidos fomos. De qualquer forma, afirmaríamos que fomos mais afortunados do que muitos outros”, disse David, em um raro comentário público.
Recentemente, Frederick apareceu nos noticiários britânicos devido a uma longa batalha legal contra a sua ex-esposa, Hiroko Barclay, após o fim do casamento de 34 anos.
A família Mars ocupa o segundo lugar na lista da Bloomberg de famílias mais ricas do mundo, com uma fortuna de US$ 160 bilhões.
Conhecidos pelo império dos doces, os Mars são responsáveis por marcas como M&M's, Snickers e Twix.
Mas não é o açúcar que domina seu patrimônio. Os bilionários norte-americanos também são donos de negócios de produtos para animais de estimação, como a Pedigree.
"Durante 99% de nossa história, optamos por não estar sob os olhos do público e realmente queríamos que nossas marcas envolvessem os consumidores", disse o ex-presidente Stephen Badger, bisneto do fundador da empresa, ao Insider em 2018.
"A família Mars valoriza o direito à privacidade e nunca cortejou a publicidade pessoal", afirmou Amy Weiss, porta-voz da família Mars, em comunicado ao Insider. "Eles acreditam que principalmente é o negócio e suas marcas que devem falar."
Ainda que o nome possa soar estranho aos seus ouvidos, os MacMillan são a oitava família mais rica do mundo, de acordo com um ranking da Bloomberg de outubro de 2022.
Com 12 bilionários ao todo, o clã é dono de uma das maiores empresas privadas dos Estados Unidos em receita, a Cargill, um império agrícola de sete gerações.
A maior ricaça da família é Pauline MacMillan Keinath, de 89 anos, com um patrimônio estimado em US$ 7,2 bilhões pela Forbes.
Por sua vez, Martha, de 71 anos, tem uma fortuna de US$ 1,3 bilhão.
Uma das famílias mais ricas da Alemanha, os Reimanns são donos do conglomerado JAB Holding Company, que detém marcas como Krispy Kreme, Panera e Peet's Coffee.
O clã é composto por 5 irmãos: Wolfgang Reimann, Matthias Reimann-Andersen, Renate Reimann-Hass e Stefan Reimann-Andersen.
De acordo com a revista Forbes, cada um dos irmãos conta com um patrimônio líquido de US$ 5,4 bilhões.
Ainda que costumem permanecer longe dos noticiários, os Reimanns ficaram sob os holofotes em 2019 após uma doação de 10 milhões de euros para caridade.
A doação foi feita após os empresários descobrirem a extensão do histórico nazista de sua família. Os Reimanns foram alguns dos primeiros apoiadores do partido nazista na época da Segunda Guerra Mundial.
"Não há nada para encobrir. Esses crimes são nojentos", disse Peter Harf, presidente do JAB, ao Bild.
Pode até ser que você não tenha visto o nome de Isaac ‘Ike’ Perlmutter estampado nos jornais. Mas, apesar de sua discrição, Ike é responsável por uma das maiores marcas de entretenimento da atualidade: a Marvel Comics.
Com 80 anos de idade, o bilionário juntou um patrimônio líquido de US$ 3,9 bilhões, segundo a Forbes.
Perlmutter adquiriu a Marvel em 1998 por meio de uma empresa de brinquedos — mais especificamente, de bonecos de ação — que controlava.
Na Marvel, o executivo adquiriu cada vez mais poder e influenciou na criação da Marvel Studios e, depois, na venda da empresa para a Disney em 2009.
Apesar da venda para a Disney, fazia parte do acordo que Ike continuasse no comando, mas “não para sempre“, segundo Bob Iger, CEO da Disney.
Vale lembrar que Perlmutter raramente é visto em público. Ele até afirmou à Forbes que teria usado um disfarce, de óculos e bigode, para assistir à estreia de Homem de Ferro em 2008.
Uma das raras aparições públicas de Ike foi em um evento a favor do ex-presidente Donald Trump.
Eventualmente, as visões conservadoras do executivo tornaram-se um problema para a Marvel Studios.
Além de choques com executivos da Disney, Perlmutter era contra a produção de filmes com heróis negros e protagonistas mulheres por “não acreditar que eles pudessem gerar lucro”.
As falas de Ike geraram atrito com Kevin Feige em 2015. Na época, o bilionário “discreto” pretendia demitir Feige da empresa, mas Bob Iger interveio a favor do executivo.
Em março deste ano, Isaac Perlmutter foi demitido da Disney como parte das medidas de corte de custos do conglomerado de entretenimento.
“Não tenho dúvidas de que minha demissão foi baseada em diferenças fundamentais nos negócios entre meu pensamento e a liderança da Disney, porque me preocupo com o retorno do investimento”, disse o bilionário, em uma rara entrevista ao The Wall Street Journal.
Por fim, mas não menos importante, o “sumido” Jack Ma.
Já considerado a pessoa mais rica da China e atualmente dono do 64º lugar na lista dos maiores ricaços do mundo, Jack Ma possui um patrimônio líquido de US$ 24,4 bilhões, de acordo com a Forbes.
Fundador da empresa chinesa de e-commerce Alibaba, dono de negócios como o AliExpress, Ma marcava presença constante no noticiário de tecnologia e negócios.
Porém, o executivo chinês praticamente desapareceu dos holofotes desde o fim de 2020.
O sumiço aconteceu depois que o seu plano mais ambicioso foi por água abaixo: o IPO da fintech Ant Group em Nova York.
O bilionário só retornou à mídia no início deste ano, quando foi anunciado como professor do Tokyo College, uma universidade japonesa.
*Com informações de Business Insider
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